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Gestão pecuária: perspectivas para 2019

gestão pecuária
Perspectivas e possibilidades na gestão pecuária em 2019

O novo ano chegou e a possibilidade de crescimento do lucro das fazendas e propriedades agropecuárias do Brasil está, novamente, entre os principais desejos dos empreendedores e donos do negócio. Além da simples necessidade de ampliação do faturamento para a manutenção do negócio, você sabe que há uma responsabilidade muito grande sobre quem lida com a produção de gado: a necessidade de suprimento da demanda crescente dos mercados nacional e internacional. Para atendê-la é fundamental investir em gestão pecuária de qualidade.

Expectativas otimistas já apontam 2019 como o ano da retomada dos negócios depois de um 2018 delicado por conta de fatores como a greve dos caminhoneiros — que interferiu negativamente no fornecimento de insumos. No mercado internacional, houve redução no volume de carne comprada pela Rússia, Arábia Saudita e China. Mas a adesão de tecnologias de ponta e análise de dados estão acelerando o desempenho do agronegócio brasileiro com previsão de aumento da performance nos próximos doze meses.

O próprio Ministério da Agricultura prevê que ocorra uma recuperação expressiva no valor bruto da produção pecuária brasileira “da porteira pra dentro”: quatro das cinco cadeias ligadas à pecuária devem ampliar o volume de negócios que serão fechados. Só o setor de bovinos deve movimentar R$ 79 bilhões ao longo deste ano.

Outra leitura feita por especialistas nacionais aponta que a expectativa de bois terminados a pasto nos próximos anos deve ser classificada como “confortável”, ou seja, não haverá falta de animais para o abate e o preço da arroba do boi gordo deve se manter estável. Apesar da perspectiva de oferta crescente de animais, há uma tendência de fortalecimento do mercado doméstico.

E você, está preparado para enfrentar esse momento que se aproxima? Para te ajudar a verificar se a sua propriedade está apta a lidar com essas exigências de quantidade e qualidade que já estão aparecendo no horizonte da gestão pecuária brasileira, nós produzimos este e-book que apresenta detalhadamente quais são as perspectivas e as possibilidades do setor neste novo ano. O conteúdo é totalmente gratuito, basta clicar no link para acessá-lo!

Se você preferir, preencha o formulário abaixo e receba o material no seu e-mail:

 


 

Gestão pecuária exige investimentos na cria

Nós elaboramos esse material a partir da manifestação dos maiores especialistas do Brasil em gestão pecuária. Eles explicam a importância de investir nas etapas do ciclo produtivo e dedicar atenção especial à cria, que dentre todas é a que tem mais capacidade de direcionar os rumos do negócio.

Luciano Penteado, médico veterinário e consultor que orienta gestores de fazendas de grande porte do País, afirma: “considerar a fase de cria como a menos rentável é um erro estratégico grave, porém muito comum”. Você sabe disso? Qual é a importância que o seu negócio e os seus líderes dão à esta etapa do ciclo produtivo?

O e-book aborda questões que podem levar o gestor agropecuário a esse erro, ainda que involuntariamente. Ao mesmo tempo em que é a mais importante e exige maiores investimentos, esta é justamente a fase que pode demorar mais tempo para dar resultados. E é aí que está o segredo do negócio!

Esta é a fase que exige mais tecnologia, eficiência e qualificação! O uso maciço da tecnologia, pode até parecer que custa mais, mas é exatamente o que vai fazer a taxa de rendimento por hectare da fazenda saltar de forma impressionante.

Suporte tecnológico é fundamental

Ao acessar o nosso e-book sobre as perspectivas e possibilidades para 2019 você vai saber por que a maioria dos especialistas consultados busca estimular nos pecuaristas a mudança de mentalidade. Ainda que as práticas antigas da propriedade tenham sustentado e trazido o negócio até aqui, os próximos tempos são de profunda mudança e exigem uma visão mais moderna e empresarial sobre o negócio rural.

— Sistemas de produção com o ciclo mais curto acabam se destacando e saindo na frente da corrida pela competitividade e alta lucratividade, mas não são sustentados. É preciso lembrar de investir na cria e não esquecer de implementar sistemas avançados baseados na tecnologia, para superar o “ciclo tradicional da vaca”. Nesta condição, quando o preço do bezerro cai, o produtor fica desesperado — afirma Penteado.

Uma plataforma integrada que organize e controle desde a reprodução dos animais até a previsão do ponto ótimo de abate oferece diversas vantagens aos produtores. Muitas das propriedades ainda confia apenas em registros analógicos ou não integrados para controlar a produção. Isso reduz a confiabilidade das informações, que estão sujeitas à diversas falhas humanas.

Por isso, não perca tempo e clique agora no link para ter acesso completo e gratuito ao nosso e-book Gestão Pecuária: perspectivas e possibilidades para 2019. Além disso, você já sabe: saiba mais sobre o mundo da gestão agropecuária no nosso blog e no nosso site.

Boa leitura!

O impacto da sanidade animal na produtividade

A sanidade animal é um dos fatores que afetam a produtividade em confinamento de bovinos. Para entender melhor esse impacto, utilizamos a base de clientes da GA para fazer algumas análises mais aprofundadas. Veja só:

 Relação do desempenho com a sanidade

Avaliamos 2 milhões de animais, considerando as doenças versus desempenho do animal, constatamos uma taxa de mortalidade de 0,35%.

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Fonte: GA + INTERGADO, 2021

Da base analisada, cerca de 2,94% dos animais foram medicados pelas seguintes causas: refugo de cocho (29,52%), pneumonia (23,54%), outros (22,05%), problemas de casco (20,42%) e fraqueza (4,47%). Foram classificadas na categoria “Outros” as doenças com menos de 3% de ocorrência como cólica, bicheira, ferimentos, fratura, desnutrição, diarreia, entre outras. 

Ressaltamos a importância de capacitar os responsáveis pela ronda sanitária e pelo cadastro das doenças no sistema, para que identifiquem e registrem as doenças de forma correta e padronizada, evitando nomes aleatórios, erros de digitação e outros que comprometam a análise dos dados que, por sua vez, dificultam o bom planejamento do controle de sanidade. 

Conforme podemos ver nos gráficos abaixo, a forma do registro de ocorrências relacionadas à sanidade é um dos fatores que demonstram o grau de maturidade de gestão das fazendas.

Alta maturidade

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

Baixa maturidade

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

Quando comparamos fazendas com alta e baixa maturidade de gestão, percebemos diferenças entre os motivos de morte registrados. A diferença está na capacidade de diagnóstico das razões de morte (necropsia). Nas fazendas de alta maturidade há treinamento da ronda sanitária junto ao consultor de sanidade, identificação correta das doenças, prescrição de tratamentos mais efetivos e todos esses processos permitem controlar melhor as doenças minimizando perdas de desempenho e perdas do ativo (boi) por morte.

A pneumonia é uma das doenças mais comuns em animais confinados e de grande importância devido à alta contaminação do rebanho, por isso tem gerado um prejuízo na ordem de R$18 milhões/ano para a pecuária nacional *. E embora não impacte fortemente o ganho de peso, é a principal causa de morte em confinamentos.

* Análise realizada a partir do índice de pneumonia registrado na base de dados da GA (2 milhões de animais / 5 últimos anos) associando custos de tratamento e morbidade.

Outro fator relevante é que 75% das doenças acontecem nos primeiros 30 dias de confinamento, conforme mostra o gráfico abaixo:

 Doença x Desempenho x Dias de cocho

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

Nota-se que para todas as doenças listadas, há impacto maior durante o primeiro mês (30 dias), indicando que é um período que requer maior atenção, em especial dos responsáveis pela ronda sanitária. 

O impacto da doença no desempenho animal 

No gráfico abaixo, conseguimos ver o impacto no ganho médio diário após tratamento para os principais problemas de sanidade encontrados. 

Doença x GMD

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

Obs.: Sem tratamento indica animais considerados saudáveis.

A pneumonia é a principal causa de mortalidade em confinamentos, porém não é a doença que mais afeta o ganho de peso diário. Para animais saudáveis (sem tratamento), o desempenho foi de 1,42 kg/dia em média. Quando tratados para pneumonia (1,37kg/dia), problemas de casco (1,26kg/dia), outros motivos (1,16 kg/dia), refugo de cocho (1,06 kg/dia) e fraqueza (1,01 kg/dia).

No geral, um animal doente perde 210 g/dia e, considerando 100 dias de cocho, representaria um prejuízo de R$231,00 por cabeça.

 Impacto da doença no desempenho

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Fonte: GA + INTERGADO, 2021

Ressaltamos a importância de se atentar aos fornecedores, realizar os protocolos sanitários, manter a ronda sanitária com rigidez, em especial nos primeiros 30 dias, a fim de minimizar as perdas e mortalidade de animais.

 Onde mora o risco?

Controle de sanidade de acordo com perfil clínico

Utilizando os dados de uma propriedade com sistemas de balanças eletrônicas da Intergado, avaliamos animais com problemas de casco em diferentes níveis (leve, moderado e grave). O peso vivo (PV) dos animais foi observado no período de 30 dias antes e 30 dias após o tratamento. O dia zero é o dia em que foi feito o tratamento.

Perda produtividade x Perfil clínico

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

Consideramos período improdutivo quando o animal está perdendo ou deixando de ganhar peso até o momento em que ele retorne ao seu desempenho anterior. Esses dias geram um custo, pois são diárias gastas para recuperar o peso que já havia sido atingido pelo animal anteriormente. No animal acometido de forma mais grave pela doença, no período de 30 dias, houve uma perda de desempenho de 3,19 dias.

Quanto mais rápido o animal for diagnosticado e tratado, melhor a resposta ao tratamento e menor o impacto dos dias improdutivos no custo da operação. Para isso, é fundamental a ronda estar treinada para identificar as doenças precocemente e evitar que evoluam para o seu estágio mais grave. A dificuldade do diagnóstico precoce é que muitas doenças são difíceis de identificar a “olho nu” e muitos animais só demonstram os sintomas quando estão em estado mais grave.

Contudo, um sintoma comum é a perda de desempenho identificada pela desaceleração do ganho diário ou da perda de peso, e isso só é possível identificar com a medição diária do peso real do animal. Dessa forma, é possível identificar animais subclínicos e atuar de forma mais assertiva e rápida.

No caso analisado no gráfico abaixo, alguns animais apresentaram perda de desempenho e não tinham sido diagnosticados e nem medicados. Em um rebanho monitorado pela Intergado através das balanças de pesagem automática, a média do ganho de peso dos animais sadios foi de 1,83kg/dia. 

Animais classificados como subclínicos, não foram diagnosticados pela ronda sanitária e tiveram produtividade de 1,63kg/dia, ou seja, 200g a menos do que o rebanho saudável. Já os animais clínicos, que foram identificados e tratados, tiveram desempenho de 1,58kg/dia, ou seja, 250g a menos que os saudáveis.

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

Ao longo de 100 dias de cocho, o animal subclínico deixou de entregar R$220,00 e o animal clínico, R$275,00, conforme gráfico abaixo.

Impacto financeiro por perfil clínico

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

Para cada animal tratado, estima-se que outros 5 animais não foram diagnosticados pela ronda. Fica a mensagem que ter equipamentos que acompanhem o desempenho do animal diariamente contribui para melhoria do processo produtivo.

Analisamos mais profundamente o caso de um animal subclínico, que foi alertado pelos sistemas da Intergado, mas não foi tratado. Veja no gráfico abaixo

Dias improdutivos por doença

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

Antes de adoecer, esse animal estava com peso vivo de 430kg e apresentando bom desempenho. Quando começou a perder peso, a ronda confirmou como normal mesmo sendo alertado pelo sistema de pesagem da Intergado. Chegou ao peso de 410kg aproximadamente e mesmo sem tratamento, seu sistema imune combateu o problema sanitário não identificado (“auto cura”) e retomou o ganho de peso de forma mais lenta levando 40 dias para voltar ao peso do seu pico anterior. 

Ou seja, tivemos 40 dias improdutivos, onde o alimento fornecido não foi convertido em @ produzidas nem acabamento de carcaça, pois o animal estava usando essa “energia” para se recuperar da doença enquanto perdia peso. Esse cenário representou um prejuízo de R$520,00. É importante ressaltar que esse custo é muito acima de qualquer tratamento que deveria ter sido feito.

Retorno do investimento

Analisando o impacto gerado pelo risco de perdas relacionadas somente aos processos que envolvem a nutrição e o controle de sanidade, ou seja, colocando na “ponta do lápis” é fácil perceber como o investimento em tecnologia e capacitação de equipe é viável e de rápido retorno mesmo em negócios de pequeno porte.

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

Para entender melhor o impacto dessas variáveis no seu negócio, CLIQUE AQUI e faça uma simulação de cenários com um dos nossos consultores técnicos.

Concluímos com estas análises que para aumentar a produtividade é fundamental fazer a gestão precisa da sanidade e, embora não represente tanto na parte financeira, é essencial reduzir custos principalmente em anos desafiadores quanto à margem. 

Dentre algumas dicas, recomendamos realizar a pesagem diária e automática do animal e a partir disso, estabelecer alertas sanitários, sempre acompanhando os dados de eficiência da ronda sanitária, que são cruciais para melhoria do processo.

Para acessar mais conteúdos como este, não deixe de participar da nossa Trilha de Conhecimento.

Saiba mais em: Trilha do Conhecimento GA

Conteúdo e Estudos:

Marcelo Ribas (CEO Intergado)

Veterinário, doutor em Zootecnia e responsável pela área de pesquisa e inovação da Intergado.

Paulo Marcelo (CEO da GA)

Zootecnista, mestre em Produção Animal e pioneiro na aplicação da ciência de dados na pecuária.

Produção do conteúdo:

Kelly Alves (Diretora de Marketing da GA)

Milena Marzocchi (Zootecnista e Analista de negócios da GA)
Jade Medeiros (Redatora)

Análises:

Vinícius Félix (Mestre em bioestatística e Diretor de P&D da GA)

Luigi Cavalcanti (Doutor em zootecnia e head de P&D da Intergado)

+ Time de estatísticos e cientistas de dados (GA e Intergado)

Escalada da gestão na propriedade

O pecuarista que deseja elevar seu nível de maturidade de gestão passará por uma jornada que está diretamente relacionada à tecnologia de gestão da informação.

Nessa escalada, a depender da segurança e da qualidade da informação desejada, existe uma solução mais indicada. Confira na tabela abaixo:

Necessidade (Problema)Solução (Recurso)Característica
(Foco e Riscos)
ControlePlanilhaFoco na coleta. Processo manual com baixa segurança e confiança dos dados.
ProcessosSoftwareFoco na rotina, padronização na coleta. Armazenamento mais seguro e acesso controlado aos dados.
PrecisãoAutomaçãoFoco na eficiência. Processo automatizado com alta confiabilidade e assertividade nos dados.
InsightsAnáliseFoco na melhoria contínua. Dados gerando informações a partir de análises, agilidade e segurança nas decisões.
SustentabilidadeIntegração ERPFoco no resultado econômico. Integração de dados produtivos e financeiros gerando conhecimento do negócio.

É importante entender que a adoção de tecnologia na propriedade acontece de forma mais eficiente quando os processos já estão bem alinhados. Entender e seguir os passos dessa jornada fará com que a propriedade evolua seu nível de gestão rapidamente e traz diversas melhorias.

O impacto da eficiência no resultado

Ao considerar uma propriedade com capacidade estática para 5 mil cabeças e com 2 giros ao ano, analisamos o impacto da eficiência nos dois modelos de gestão (baixa e alta maturidade).

Se na fábrica de ração ele operar com uma eficiência de 55% (fabricação não automatizada), terá um prejuízo R$ 1,2 milhão/ano. Indo para índices de 95% (fabricação automatizada), o valor é reduzido para R$ 77 mil/ano. Apenas com a tecnologia de monitoramento e automação da fábrica, o prejuízo é reduzido em mais de R$ 1,12 milhão de reais. Nessa situação, o investimento na automação da fábrica representaria 0,62% desse prejuízo, o que nos mostra claramente que o retorno desse investimento é extremamente rápido.

Se a diferença entre a quantidade de ração que foi fabricada e a quantidade que foi fornecida aos animais for acima de 8% (errado), temos um prejuízo de R$ 1,4 milhão/ano. Se essa diferença diminuir para 2%, o prejuízo é reduzido para R$ 352 mil/ano. 

Ao avaliarmos a diferença de eficiência entre a pesagem diária (pesar o animal todo dia através de balanças eletrônicas e sensores eletrônicos – Intergado) e a pesagem estática (aquela realizada apenas quando o animal entra e quando sai do confinamento), temos um AUMENTO de receita de R$ 475 mil/ano, pois com a pesagem automatizada (sem a necessidade de levar o animal até o curral de manejo) conseguimos identificar o ponto ideal de abate deste animal e antecipamos a sua saída com economia de tempo, ração e, consequentemente, o custo para produzir esse animal será menor.

Somado todos esses fatores, esse pecuarista teve um prejuízo de R$ 2 milhões em um ano de atividade e girou 10 mil cabeças em 2 ciclos. Novamente, as evidências mostram que a atividade completa deve ter uma gestão muito criteriosa e, sim, os pequenos erros impactam fortemente no resultado econômico.

“Fica claro que quanto mais rápido aplicarmos as tecnologias de monitoramento da fabricação e fornecimento da dieta, menor é o impacto financeiro e maior será a margem de resultado econômico.” – Paulo Marcelo (CEO da GA)

Para saber mais informações sobre gestão de alta performance na pecuária, não deixe de participar do Circuito de Alta Performance.

Saiba mais em: Circuito Pecuária de Alta Performance

Conteúdo e Estudos:

Paulo Marcelo (CEO da GA): Zootecnista, mestre em Produção Animal e pioneiro na aplicação da ciência de dados na pecuária.

Marcelo Ribas (CEO Intergado): Veterinário, doutor em Zootecnia e responsável pela área de pesquisa e inovação da Intergado.

Análises:

Time de Estatísticos e Cientistas de Dados GA e Intergado

Produção do conteúdo:

Milena Marzocchi (Analista de Negócios da GA): Zootecnista, mestre em produção animal sustentável, especialista em marketing.

Tecnologia pecuária: você conhece as últimas tendências do setor?

Tecnologia na pecuária
Fique por dentro dessas tendências de tecnologia pecuária e entenda porque algumas propriedades brasileiras se destacam no cenário mundial!

Não consegue ler agora o artigo “Tecnologia pecuária: você conhece as últimas tendências do setor”? Clique no play e ouça este post:

Até o ano de 2050, a produção de alimentos em todo o mundo terá a missão de sustentar 2,3 bilhões de pessoas a mais. O crescimento do setor deverá ser de 70%, priorizando a produtividade e o incremento de cerca de 120 milhões de hectares de novas áreas. Essa necessidade deve impulsionar a ampliação de investimentos na agricultura e na pecuária da ordem de 60% — boa parte voltada à capacidade de geração de proteína animal, que precisará crescer 200 milhões de toneladas. Neste cenário, seremos 9,2 bilhões de seres humanos no planeta e 72% dos países em desenvolvimento vão consumir carne — contra o índice de 58% aferido atualmente.

 

Esses dados apurados por uma pesquisa recente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul reforçam a importância de aplicar as últimas tendências de tecnologia pecuária nas fazendas brasileiras. A modernização tem sido responsável pela transformação, ainda que gradativa, deste segmento econômico — especialmente nos últimos 10 anos. O Brasil deixou o modelo praticado décadas atrás, de criar gado de forma extensiva por meio de grandes áreas de pastagens, e começou a intensificar a produção de proteína por meio dos sistemas de TIP (Terminação Intensiva a Pasto) e de confinamento com maior controle nutricional, além do GMD (Ganho Médio Diário), para escalar a produção e alcançar melhor qualidade.

 

Esses sistemas exigem acompanhamento e monitoramento constantes para garantir a alta produtividade alta e a boa lucratividade do plantel. Por isso é importante considerar a coleta, a leitura e a interpretação corretas dos diversos dados que interferem na quantidade de carne produzida a cada ciclo, o que só pode ser feito com eficiência se houver gestão da informação adequada.


Continue a leitura para saber quais são as últimas tendências de aplicação da tecnologia pecuária que vão fazer a sua fazenda produzir mais arrobas com menos custos.

 

Business Intelligence (BI): aplicação da tecnologia pecuária

 

O processo de coletar, organizar, compartilhar e analisar as informações procedentes de um monitoramento constante é chamado de inteligência de negócios — business intelligence, em inglês. Por meio dessa técnica é possível transformar a gestão de processos e otimizá-los para que o resultado seja o mais eficiente possível.

 

A estratégia é fazer uso de recursos que permitam resgatar o histórico de ações e comportamentos por meio de relatórios, gráficos, indicadores corretos e dados estatísticos que permitam tomar a decisão acertada para o negócio. Para fazer isso na pecuária, é imprescindível que o dono da fazenda utilize ferramentas de gestão da informação que permitam o processamento e análise de milhares de dados do seu negócio em tempo real. Integradas a equipamentos, elas apresentam um retrato claro do que acontece na propriedade — isso é ter as rédeas do negócio nas mãos.

 

Por meio de softwares robustos de BI focados nos indicadores da pecuária, é possível:

 

  • identificar os impactos do trato no confinamento;
  • medir os benefícios dos tipos de dieta fornecida ao rebanho;
  • acompanhar a evolução do gado ao longo de cada ciclo;
  • saber qual é  a rentabilidade de cada boi e lote na cria, recria e engorda com simulação dos melhores cenários para a fazenda;
  • diversos outros indicadores importantes para o produtor.

 

Pecuária moderna: de olho na tela

 

O controle dos plantéis já não pode mais ser feito de forma manual. Uma das tendências mais importantes da implantação da tecnologia pecuária é a digitalização de todos os dados e informações, mas não da forma como muitas empresas fazem.

 

Diferentemente da simples inserção manual de dados numa planilha eletrônica, a inovação nas propriedades passa pela utilização de notebooks, tablets, smartphones, chips e leitores de códigos de barra pelos operadores da fazenda. Isso torna a coleta de informações do campo mais precisa, facilitando a visualização na tela pelos gestores, que acompanham a evolução dos números a cada operação.

 

Os softwares mais modernos do mercado são híbridos, ou seja, funcionam online e offline permitindo a sincronização das informações coletadas no campo com o banco de dados no servidor ou na nuvem, automaticamente. Assim, os milhares de dados são processados mais rapidamente para que o Business Intelligence possa gerar relatórios e estatísticas que vão permitir a análise precisa e maior o controle de toda a operação – de ponta a ponta.

 

Mercado em expansão: previsão de aumento na demanda por carne impulsiona pecuária de corte

 

As altas taxas de crescimento da demanda mundial por proteína animal nos próximos anos trazem grandes oportunidades de negócios para pecuária brasileira, que hoje tem o segundo maior rebanho bovino do mundo conforme levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Mas para atender às expectativas do mercado em quantidade e qualidade, é preciso produzir cada vez mais arrobas em menos hectares. É importante, por exemplo, selecionar raças que ganhem peso mais rapidamente e consumam menos. Essa missão só pode ser alcançada com o uso de tecnologia reprodução, nas técnicas de manejo, na evolução do rebanho, no controle de sanidade, na rastreabilidade, na engorda e, principalmente, em como gerir e controlar todas essas informações.

 

Como em qualquer atividade de precisão, um desvio, por menor que seja, pode gerar prejuízos significativos. No caso da pecuária, diferenças ainda que pequenas no dia a dia podem custar milhares de toneladas de perda de produtividade ao final do ciclo.

 

Quanto antes o produtor absorver e dominar o uso da tecnologia produção, mais oportunidades de negócios conseguirá aproveitar agora e no futuro, garantindo o crescimento sustentável da fazenda nos âmbitos produtivo, ambiental e econômico.

Continue acompanhando as informações do nosso blog e saiba mais sobre como a tecnologia pecuária pode ajudar a transformar positivamente a sua propriedade e aumentar a lucratividade do seu negócio.


 

Se você se interessa por pecuária no Brasil, inteligência artificial e tecnologia pecuária como um todo, confira outros materiais publicados no nosso blog:

  • Existe evolução sem revolução? Um breve cenário da pecuária de precisão no Brasil – e o que nos espera
  • Medição de resultados de monta natural e IATF: como a tecnologia pode ajudar
  • A evolução da pecuária no Brasil
  • Gerenciamento rural profissional: o que diferencia um bom de um mau gestor

 

controle de gado de corte

Gerenciamento rural profissional: o que diferencia um bom de um mau gestor

Gerenciamento rural na pecuária: veja como a tecnologia ajuda a diferenciar um bom e um mau produtor
Gerenciamento rural na pecuária: veja como a tecnologia ajuda a diferenciar um bom e um mau produtor

Não pode ler agora o post “Gerenciamento rural profissional: o que diferencia um bom de um mau gestor”? Clique no play e ouça este conteúdo:

O gerenciamento rural de propriedades ligadas à pecuária está evoluindo. Esse movimento que não começou agora — já são pelo menos 20 anos numa curva ascendente — intensifica o foco do produtor nos resultados e o incentiva a profissionalizar ainda mais a fazenda, deixando de lado formas ultrapassadas de monitoramento e acompanhamento da evolução do rebanho para dar lugar às análises criteriosas de dados e às previsões de curto, médio e longo prazos. É basicamente a desconstrução do tradicional ditado que diz que “o olho do dono é que engorda o boi”. Agora, o “olho na tela é que engorda o lucro”.

 

Esse comportamento já é encontrado na maioria das fazendas brasileiras, que deixaram a gestão agropecuária tradicional para migrar para o que há de mais moderno e tecnológico na lida com o plantel. Também pudera: além da sustentabilidade financeira da propriedade, os produtores rurais ou administradores precisam dar conta de atender o crescimento da demanda de proteína animal bovina previsto por especialistas do mercado, que deve alcançar taxas superiores a 2% ao ano nos próximos 9 anos. Ao final desse período, a quantidade de carne produzida em 2027 deve ser de 11,4 mil toneladas, o que corresponde a uma variação de 20,5% em relação ao volume que foi produzido ao longo do ano passado.


 

Naturalmente, a exigência não é só por quantidade, mas também por qualidade. Os consumidores querem cada vez mais carnes que possam ter a confiança atestada, com controle de origem e informações sobre a produção. A preocupação com a saúde dos animais, por exemplo, deixou de ser exclusiva do dono ou administrador do negócio: o público também quer ter essas informações à disposição, geralmente por meio de um QRCode na própria embalagem, para saber se o boi foi vacinado corretamente com garantia de que não há carência de medicamentos, além de saber a origem, a avaliação do produtor relacionada à questões de bem estar animal e sustentabilidade socioambiental e outras. Mas como oferecer tantas informações e detalhes sem incorporar à rotina da fazenda mais manejos, operações ou tempo dedicado para obter esses dados?

 

Tecnologia facilita o gerenciamento rural

 

A pecuária moderna está cada vez mais dinâmica com inovações na parte técnica e tecnológica, o que tem exigido mais profissionalismo e um aperfeiçoamento constante por parte do produtor e dos gestores. Aqui o ditado que citamos antes torna-se verdadeiro: o gerente da fazenda ou dono do empreendimento deve se preocupar com todo o processo produtivo, e não apenas com a oscilação do mercado ou as demandas recorrentes apresentadas pelo superior hierárquico (se for o caso). Você sabe que a pecuária é um tipo de negócio que pode ser muito sensível às interferências de fatores externos, e controlar de perto cada indicador é a chave para a boa rentabilidade da fazenda.

 

Ao contrário do que acontecia nas décadas de 80 e 90, hoje não é viável que o desenvolvimento dos bois, a definição da melhor época para o início da estação de monta, o atingimento do ponto ótimo de abate, planejamento de fluxo de caixa – dentre outros ainda mais específicos – sejam definidos apenas com base na observação unicamente de aspectos visíveis aos olhos ou apostando todas as fichas na experiência adquirida nas práticas tradicionais. É claro que esse tipo de conhecimento tem valor, mas se ele for sustentado por dados precisos e por uma análise estratégica do contexto e sua relação com as metas do negócio, será possível ter muito mais certezas na evolução do ciclo produtivo e, principalmente, nos resultados de curta, médio e longo prazos.

 

Por exemplo: em muitos casos, o gestor pecuário vive longe da propriedade e as visitas às fazendas não são tão frequentes. Há casos de pecuaristas que, pela quantidade de negócios que têm pelo Brasil, não conseguem estar em uma unidade em intervalos menores do que dois meses. Em situações assim, como ele poderá acompanhar o andamento da sua produção para tomar as decisões no tempo necessário?

 

Essas questões assim são facilmente resolvidas com o uso de soluções de gestão agropecuária baseadas no que há de mais moderno na tecnologia para o campo. Por meio da coleta automatizada de dados, e relatórios gerados em tempo real dos mais diversos indicadores e da análise dessas informações é possível aferir o desenvolvimento de cada animal, por meio de chips, sensores e de algoritmos que recebem os dados e os convertem em valiosas informações gerenciais disponíveis na tela do computador.

 

Gerenciamento rural de qualidade, onde quer que esteja

 

Aproveitando novamente o exemplo acima, o gerenciamento rural com uma visão empresarial permite que as limitações de distância, tempo e precisão das informações não exista mais. Como a produção passa a ser monitorada integralmente, a partir de tablets e smartphones operados pelo próprio funcionário, a situação real do que ocorre em qualquer dos processos produtivos da cria ao confinamento intensivo, pode ser monitorada a qualquer momento, e de qualquer lugar que ofereça uma conexão à internet.

 

Por meio dessas informações, o gestor consegue saber no que precisa concentrar mais atenção, os fatores que podem estar prejudicando o atingimento das metas estabelecidas, o desempenho do rebanho e da equipe, bem como direcionar a atividade produtiva e as estratégias de manejo. É a rédea do negócio, literalmente, na palma da mão do dono e do gerente da propriedade.

 

Gerenciamento rural: impacto sem volta

 

Essa situação que prevê o uso intensivo da tecnologia é uma jornada sem volta. Os negócios que compreenderem a importância da administração inteligente das fazendas por meio de um software de pecuária terão curvas expressivas de crescimento e “colherão os frutos” dessa renovação na atividade gerencial por meio dos lucros e dos diferenciais em relação aos concorrentes.

 

Dessa forma, a pecuária tradicional vem se modernizando rapidamente e se adaptando às novas tecnologias para alcançar um nível de controle, gestão e resultados que era improvável há quase 10 anos atrás. O apego às velhas técnicas de produção está dando lugar a adoção da inovação para evoluir o rebanho e revolucionar a fazenda.

Para acompanhar outras informações sobre esse assunto, visite o nosso blog e conheça as soluções no nosso site.

 


Se você se interessa por pecuária no Brasil, confira outros materiais publicados no nosso blog:

  • A evolução da pecuária no Brasil
  • Estação de monta: boas práticas para gerar melhores resultados na sua propriedade
  • Recria de bezerros: como manter uma boa gestão

 

controle de gado de corte

Controle de sanidade: como controlar a saúde do animal durante a evolução do rebanho

Controle de sanidade: como controlar a saúde do animal durante a evolução do rebanho
Controle de sanidade: como controlar a saúde do animal durante a evolução do rebanho? Confira nesse post.

 

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Febre aftosa, brucelose, tuberculose bovina, carrapatos, mosca-dos-chifres… Doenças como estas e outras tantas são preocupações constantes de pecuaristas e gerentes de todo o Brasil. Além delas, outros problemas podem interferir negativamente na produtividade da fazenda e o quadro só pode ser revertido com o controle de sanidade individual e de todo o rebanho.

 

Além de impedir a desvalorização do produto final — a carne —, a fazenda que investe no manejo adequado tem grande vantagem competitiva na comparação com outros produtores e entrega garantias sanitárias reais para os mercados que abastece. Mas é importante que o dono da propriedade, o gerente do negócio e as equipes operacionais tenham em mente que é fundamental analisar o controle de sanidade além do calendário de vacinas obrigatórias dos órgãos regulamentadores. Essa consciência de grande parte da cadeia produtiva e dos negócios pecuários nacionais é o que tem levado o Brasil a ocupar posição de liderança no mundo.

 

O controle de sanidade é o que vai garantir o manejo sanitário ideal para promover a saúde do rebanho que gera impacto direto no desempenho de ganho de peso e carcaça do animal. O resultado desse trabalho bem feito é a eliminação da incidência de doenças, o melhor aproveitamento do material genético, o aumento da produção e a conquista de lucros maiores. Aliás, a própria taxa de prenhez cresce com o controle sanitário adequado de um problema comum em muitas propriedades: a diarreia viral bovina (BVD). A eliminação da doença silenciosa e que não apresenta sintomas, permitiu que a taxa de prenhez de algumas fazendas das regiões Norte e Nordeste do Brasil saltassem de 12% para 65% em uma única aplicação — um crescimento de 22,6% na comparação com as fêmeas em um lote que tinha 58% de animais contaminados.

 

Mas o grau de sucesso nesse tipo de procedimento está diretamente ligado à forma como é feito o gerenciamento desse controle. Além de prevenção ser a palavra de ordem, é preciso analisar diversos dados para fazer o planejamento sanitário adequado considerando histórico passado, controle de vacinas e medicações administradas nos animais nos locais de origem, tempo de carência individual e de lotes, dentre muitos outros. Controlar e administrar todas essas informações de maneira correta é praticamente impossível sem a ajuda da tecnologia. Ela é a principal aliada do gestor para evitar que o manejo sanitário precário se transforme em graves problemas de produção e risco para o lucro do negócio.

 

Controle de sanidade bem feito

 

A pecuária brasileira se transformou nos últimos anos, e com ela a forma como o produtor enxerga alguns manejos específicos. A vacinação é uma das práticas que mais evoluiu nesse período. Hoje o pecuarista já entende a importância do planejamento do controle sanitário e percebe claramente o impacto que ele pode causar no desempenho do animal e no caixa na hora da venda.

 

Felizmente a ideia de que as vacinas são um “gasto” tem perdido adeptos. A maior parte dos produtores vai além das vacinas obrigatórias, e entende os benefícios de criar e gerenciar um calendário próprio considerando aplicar outros compostos que, no longo prazo, podem melhorar o desempenho do animal, a qualidade da carne e, consequentemente, gerar maior lucratividade por cabeça de gado.

 

Para Elci Rincón Ferreira, médico veterinário especialista em sanidade e reprodução bovina que atua em grandes propriedades no Brasil, a execução de um programa sanitário bem elaborado é o que vai garantir os melhores resultados.

 

— Quanto o planejamento e a execução deste programa são bem feitos, todos os envolvidos ganham. O animal vai menos vezes ao curral ou à mangueira, o trabalho com ele pode ser melhor categorizado e até o stress do gado diminui, o que se reflete na qualidade da carne — afirma.

 

Diferentemente do que alguns gestores pecuários pensam, o investimento em vacinação para além das aplicações obrigatórias, seja na cria, recria, engorda ou no ciclo completo, não ultrapassa os 0,8% de todo o investimento feito no animal. Esse valor corresponde à utilização de remédios de altíssima qualidade, que são desenvolvidos especialmente para não deixar resíduos na carne e não tornar o boi resistente a antibióticos, por exemplo.

 

— O animal saudável produz muito mais do que o que não está imunizado. Não é a vacina que faz o animal ganhar peso, mas se ele recebe uma nutrição adequada, tem boa genética e passa por um programa sanitário ajustado e bem controlado, automaticamente vai produzir mais carne — diz Ferreira.

 

Personalização do calendário sanitário

 

Cada fazenda apresenta uma realidade sanitária diferente, seja por conta do tamanho do rebanho, das doenças que mais acometem o plantel da região ou pelo ritmo de crescimento do negócio desejado pelos donos ou gerentes da propriedade. Logicamente, a operacionalização do controle sanitário é um dos desafios mais importantes da administração da fazenda e o uso da tecnologia é fundamental para alcançar este objetivo.

 

Na Fazenda Nova Piratininga, o acompanhamento artesanal ou manual do rebanho inviabilizaria a manutenção do elevado nível de qualidade da carne originada na propriedade. A solução foi buscar uma solução que atendesse de forma completa às necessidades técnicas e sanitárias do negócio.

 

— Para resolver essa situação, nós buscamos um fornecedor que permitisse acompanhar e controlar o processo desde o começo do confinamento. Discutimos e criamos boas soluções sanitárias dentro da plataforma, e conseguimos monitorar a dosagem dos medicamentos aplicados na própria tela do computador. Funciona assim: por meio de um sensor, nós lemos o brinco do animal e o sistema já identifica aquele boi. Na tela já aparece a ficha completa dele com campos como as doenças e os medicamentos que estamos aplicando. Por exemplo: pneumonia, casco, refugo de cocho. Conforme nós selecionamos, informamos ao sistema quanto e quando o animal foi medicado, e isso nos dá a segurança de não abater um durante o período de carência de determinado antibiótico.

 

O veterinário afirma que o grau de detalhamento oferecido pelo software de gestão na coleta de dados ajuda muito no planejamento. Ao iniciar o protocolo de entrada, o operador já insere quais medicamentos estão disponíveis na fazenda, quais deles foram aplicados e o custo de cada um, o que permite a elaboração de relatórios e comparativos no meio e ao final do ciclo — o que fomenta a tomada de decisões mais acertadas no negócio.

Para conhecer mais detalhes desta e de outras soluções inovadoras que ajudam os pecuaristas e produzirem cada vez mais, melhor e obtendo mais lucratividade, acesse o nosso site e leia o nosso blog.


 

Se você se interessa por pecuária no Brasil, confira outros materiais publicados no nosso blog:

  • Estação de monta: boas práticas para gerar melhores resultados na sua propriedade
  • Recria de bezerros: como manter uma boa gestão
  • Gerenciamento rural profissional: o que diferencia um bom de um mau gestor

controle de gado de corte

Hora do trato – O que podemos melhorar?

Nesta série de artigos de Nutrição, mostramos pontos importante a serem gerenciados em um confinamento para uma pecuária de sucesso. Caso não tenha lido os outros 2 artigos, recomendo a leitura para acompanhar o raciocínio.

Amplamente conhecido como “trato dos animais”, abordaremos o fornecimento da dieta e seus respectivos gargalos operacionais.

Os bovinos são animais que desempenham melhor quando manejados de maneira estável e o confinamento deve seguir uma rotina diária para melhores resultados. O uso de tecnologias e softwares de gestão como o TGC e a Automação GA, auxiliam neste processo.

É muito comum ocorrer atraso no trato por diversas razões, como manutenção do caminhão, atraso na fabricação, atraso na leitura de cocho. Quando isso acontece, os animais respondem negativamente, pois ficam com a quantidade de comida abaixo do planejado no cocho, o que diminui o consumo e afeta o ganho de peso diário. Além do desempenho animal, o processo de fabricação é prejudicado, pois muitas vezes é feito às pressas com dosagem errada dos ingredientes, causando a fabricação de uma dieta diferente da planejada pelo nutricionista e até fornecimento da quantidade errada.

Quando se automatiza o trato, a eficiência desse processo melhora com correção dos problemas citados acima, otimização do tempo (sobra mais tempo para manutenção dos maquinários e equipamentos) e, consequentemente, a redução dos custos com menos desperdícios.

Benefícios do trato eficiente:

  • Reduz o ciclo de produção (tempo entre uma fabricação e outra);
  • Otimiza o uso dos equipamentos: aumento da capacidade de atendimento, o que permite ter menos caminhões ou mais bois;
  • Reduz o tempo gasto no fornecimento: em média de 3 horas / reduz horas extras;
  • Quantidade real do que foi fornecido;
  • Apuração do custo alimentar é fiel à fabricação – para cada batida fabricada o custo é referente aquele lote.

Fornecimento da dieta

Existe uma diferença entre a dieta que foi prevista e a que realmente foi fornecida ao animal e, quando separamos pelos tipos de dietas (adaptação, crescimento e terminação), vimos que o erro de leitura de cocho e fornecimento é maior dentro da fase de adaptação, quando comparado com as outras. A quantidade fornecida fica desbalanceada, comprometendo o desempenho do animal e custos.

Dessa maneira, vamos elencar algumas práticas de melhorias que podem ser implementadas com facilidade dentro do confinamento.

Boas práticas de fornecimento

Desempenho do animal: o que o boi “fala” sobre a eficiência dos processos

Em parceria com a Intergado, analisamos os dados coletados através das balanças eletrônicas e obtivemos 600 pesagens de cada animal (lote composto por 70 cabeças) em um período de 100 dias de cocho. Concluímos que o desempenho do animal é positivo quando os processos estão alinhados e o manejo correto. Índices como o GPD (ganho de peso diário) e peso do animal vivo se mantém constantes em todo o período de cocho.

Por sua vez, quando há mudanças no manejo, vemos a diferença desses mesmos índices zootécnicos. No gráfico abaixo, diante das altas dos insumos, o pecuarista foi obrigado a fazer uma mudança de alguns ingredientes sem alterar a composição da dieta. A 1ª mudança foi em substituição do milho na dieta, afetando o desempenho para 1,60 kg/dia.

Na sequência, houve uma leve recuperação, porém a 2ª mudança ocorreu quando não conseguiram sustentar os estoques e tiveram que recomprar, houve então outra queda. Na 3ª mudança, houve retorno do milho à dieta, quando os animais se estabeleceram e voltaram muito próximo ao GPD inicial, porém parte desse retorno é ganho compensatório devido aos meses anteriores que foram ruins.

Ao considerar o cenário ideal, sem as trocas de dietas, o peso projetado para os animais do lote seria de 573,44 kg. Neste caso, os animais estariam prontos com 9 dias a menos de cocho e um custo reduzido de R$117,00/cabeça (considerando uma diária de R$13,00).

Fica claro a necessidade de observamos o animal com profundidade e, para isso, o pecuarista precisa ter dados e ferramentas que o auxiliem na tomada de decisões.

Neste caso avaliado, em uma propriedade com 5 mil cabeças e 2 giros ao ano, haveria uma redução de custos de mais de R$1,6 milhão, considerando que com a automação da fábrica, haverá uma melhoria na eficiência de fabricação (redução de R$483.600,00) e a saída antecipada dos animais em 9 dias (redução de R$1.170.000,00).

Em anos desafiadores com margens estreitas e necessidade crescente de uma gestão com alta maturidade, fica claro que os investimentos em tecnologias de gestão podem auxiliar o pecuarista nas melhores decisões, gerando mais lucratividade à propriedade.

Mas você pode estar se perguntando, quanto custa esse investimento? Ele realmente vale a pena? Veja abaixo as possíveis reduções e o retorno do investimento com a fábrica e fornecimento automatizados.

É evidente que o retorno sobre esse investimento se pague rapidamente, considerando o investimento de longo prazo. Atualmente, a GA possui um simulador de fábrica de ração, onde é possível simular sua propriedade e custos e assim, avaliar a sua realidade.

Para acessar mais conteúdos como este, não deixe de participar nossa Trilha de Conhecimento.

Saiba mais em: Trilha do Conhecimento GA

Conteúdo e Estudos:

Marcelo Ribas (CEO Intergado)

Veterinário, doutor em Zootecnia e responsável pela área de pesquisa e inovação da Intergado.

Paulo Marcelo (CEO da GA)

Zootecnista, mestre em Produção Animal e pioneiro na aplicação da ciência de dados na pecuária.

Análises:

Time de Estatísticos e Cientistas de Dados GA e Intergado

Produção do conteúdo:

Milena Marzocchi (Analista de Negócios da GA)

Zootecnista, mestre em produção animal sustentável, especialista em marketing.

Nutrição – O que precisa acontecer da porteira para dentro

Vimos no artigo anterior o resultado financeiro do confinamento nos últimos 3 anos e como a margem de lucro prevista para 2021 vai exigir um aumento significativo de eficiência na produção destacando o que pode impactar no resultado. Como é uma sequência, recomendo que leia antes este artigo. [colocar link do artigo 1 de nutrição]

Para um resultado mais apurado, fizemos uma simulação de um confinamento com capacidade estática de 5 mil cabeças que realiza 2 giros por ano totalizando 105 dias de confinamento, com um consumo médio diário de 16kg de matéria natural e custo da dieta de R$0,80/kg.

Primeiramente avaliamos a eficiência de fabricação e um dos índices importantíssimos e, para muitos ainda desconhecido, que é o chamado “custo do excesso”. Ele indica o quanto foi fabricado de ração acima dos índices toleráveis. Supondo que esta fábrica tenha que produzir 100kg da dieta e a tolerância da fabricação seja de 5% a mais ou a menos. Isso indica que se fabricar abaixo de 95kg ou acima de 105kg está ultrapassando essa margem de erro tolerado. A isso, chamamos custo do excesso!

É comum vermos que a fábrica sempre erra para valores acima do tolerado e observando a base de dados, sabemos que o custo do excesso representa em média 1% do custo alimentar.

No gráfico acima, vemos fábricas com ótimos índices de eficiência de fabricação (automatizadas) e outras nem tanto (sem automação) e podemos notar as grandes variações dos valores “desperdiçados”.

Em uma eficiência de 50%, o custo do excesso é de R$99,54/cabeça gerando um “desperdício” total de R$995.413,82. Quando trabalhamos com os melhores índices de eficiência, esses valores podem ser reduzidos para R$5,23/cabeça e R$52.390,20 considerando a capacidade de 10 mil animais.

Evolução da eficiência de fabricação (Efeito Dunning-Kruger)

No cliente analisado acima, percebe-se que com a anotação manual da produção da fábrica, a eficiência estava acima de 80%. Em agosto de 2017, foi iniciado o processo de automatização da fábrica do confinamento. Inicialmente, a eficiência registrou queda mostrando os números reais da operação. A partir disso, o produtor pode identificar os erros de estrutura, erros operacionais e falhas humanas que interferiam na eficiência da fábrica. O processo de ajuste levou de 6 meses a 1 ano até que a eficiência estabilizasse de forma correta. Dessa maneira, houve redução significativa no desperdício de ingredientes, melhorando o controle do estoque e reduzindo o custo com a nutrição. Este é o tempo médio de implantação e estabilização, mas já registramos casos em que produtores corrigiram os erros com mais velocidade e colheram resultados em apenas 3 meses.

Fica claro que quanto mais rápido essa transição for feita, menor o impacto financeiro da atividade.

Erros de fabricação e riscos

  • Custo médio equivocado – erro induzido na conta final por animal e lote;
  • Gestão do estoque – importante realizar boas negociações de compra e manter o estoque abastecido, se prevenindo das oscilações do mercado e alterações da dieta;
  • Quebra no peso de entrada – utilizar o balanção na entrada dos animais mascarando o peso correto por animal;
  • Resposta do animal – mudanças na dieta podem impactar negativamente no desempenho do animal.

Abaixo elencamos algumas boas práticas na fabricação.

Boas práticas de fabricação

– Planejamento: executar corretamente as dietas planejadas (adaptação, crescimento, terminação);

– Pré-Mistura: trabalhar com pré-mistura aumenta a assertividade e reduz o erro de desperdício, pois são ingredientes utilizados em baixas quantidades;

– Atualização da matéria seca: trabalhar com dados atualizados constantemente, fornecendo a dieta correta dentro do formulado;

– Batida (Tamanho x Assertividade): quanto menor a batida, maior o erro;

– Equipamento / Infraestrutura: realizar manutenções preventivas e manter em condições ideais de trabalho.

Fica claro que dentro da porteira existem vários pontos a serem melhorados quando falamos de nutrição animal. O processo de automação vem como uma melhoria representativa da fábrica de ração, reduzindo os custos desperdiçados, permitindo melhor gestão do estoque e do resultado financeiro da atividade.

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Marcelo Ribas (CEO Intergado)

Veterinário, doutor em Zootecnia e responsável pela área de pesquisa e inovação da Intergado.

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5 dicas para aperfeiçoar a gestão de fazendas

Gestão de fazendas
A gestão de fazendas pode melhorar se você seguir algumas dicas básicas. Confira 5 recomendações que vão ajudar muito sua produção agropecuária!

Não consegue ler agora o artigo “5 dicas para aperfeiçoar a gestão de fazendas”? Clique no play e ouça o conteúdo:

 

Até metade da próxima década, o crescimento da produção de proteína animal bovina deve alcançar taxas superiores a 2% ano ano. Ao final desse período, a quantidade de carne produzida em 2027 deve ser de 11,4 mil toneladas — uma variação de 20,5% em relação ao volume que foi produzido no ano passado. Para aproveitar as boas perspectivas de crescimento do mercado no médio e longo prazos, é fundamental manter o foco na gestão da fazenda e evoluir constantemente.

 

O crescimento da demanda é acompanhado pelo aumento das exigências na qualidade da carne, da sustentabilidade do processo produtivo e da diversificação dos mercados. Para se manter competitivo e lucrativo é preciso monitorar e analisar constantemente os diversos indicadores do negócio para planejar o crescimento da fazenda e acompanhar os movimentos mais favoráveis do setor. Essas orientações também são válidas para negócios recém-adquiridos ou que estão apresentando rentabilidade mais baixa do que o esperado. Agora é a melhor hora para ter a rédea do negócio nas mãos. O importante é ficar atento e ler este texto até o final; Com certeza essas dicas vão ajudar a elevar — e muito — o nível da pecuária praticada do lado de dentro da sua porteira.

 

Na gestão de fazendas é preciso conhecer profundamente o negócio

 

A maioria dos donos e gerentes de propriedades pecuárias do Brasil conhece muito sobre a atividade e os processos que envolvem a produção de gado de corte, mas somente há poucos anos os gestores vêm buscando mais conhecimento em administração e gestão empresarial. E a transição de produtor tradicional para empresário rural passa pelo controle aprofundado de todos os números do negócio e pela análise dos seus impactos na eficiência e rentabilidade de cada operação. Para coletar, processar e analisar uma grande quantidade de dados é fundamental usar ferramentas robustas e completas que permitam gerar histórico por animal e operação, além de fazer o cruzamento de informações necessárias ao planejamento do futuro do negócio.

 

Independente do tamanho da fazenda e do plantel, a gestão da informação feita da forma adequada é o melhor caminho para reduzir os riscos e alavancar o negócio. Para fazer a escalada tecnológica da sua fazenda é preciso entender qual o nível de controle atual e estabelecer uma meta de evolução; assim será mais fácil identificar qual solução deve ser implantada primeiro e quais são os próximos passos a seguir.

 

Um caso de escalada tecnológica bem sucedida é o da Fazenda Nova Piratininga, localizada no município de São Miguel do Araguaia (GO) — uma das maiores do Brasil. Com uma área de mais de 205 mil hectares, o empreendimento tem pelo menos 130 mil cabeças de gado, 1,7 mil quilômetros de estradas, 1,8 mil pastos e cerca de 300 funcionários. Os números são impressionantes — sobretudo os de área, que a colocam acima de metrópoles como o Rio de Janeiro ou Nova Iorque em extensão territorial. Claro que hoje a fazenda tem um grau de sofisticação e profissionalismo na gestão sem precedentes, mas nem sempre foi assim.

 

Segundo o gerente administrativo do negócio, José Cláudio da Silva (49), há sete anos, quando ele chegou na propriedade, o que viu foi uma mega-estrutura subutilizada: havia área construída, espaço para equipamentos, mas faltava colocar o foco na produtividade.

 

— O negócio não tinha quase nenhuma tecnologia, o manejo não existia. Sem a gestão correta, tudo é mais difícil. Costumo fazer a seguinte comparação: sem a inteligência dos softwares de pecuária, até uma chácara fica muito grande para se administrar — afirma o gestor.

 

Com a tecnologia, no entanto, qualquer fazenda, por maior que seja, fica “pequena”. Por isso a preocupação foi, num primeiro momento, montar uma equipe e planejar quais seriam os próximos passos. Era preciso fazer um “inventário” do que existia, qual era o tamanho do rebanho e como ele poderia produzir mais.

 

— No primeiro ano nós não tínhamos nenhum controle, não sabíamos nem que tipo de gado vivia na propriedade. Buscamos um sistema de gestão agropecuária justamente para permitir a montagem de um banco de dados, e isso ajudou muito a preparar as equipes e mudar as rotinas que não funcionavam do jeito certo — diz.

 

Manejo adequado: fundamental para a gestão de fazendas

 

O próximo passo era qualificar os funcionários e fazer com que eles unissem a tecnologia ao conhecimento que muitos já traziam de experiências anteriores e da prática no campo. Muitos bois, ainda que dentro da fazenda, eram criados quase que de forma extensiva e, portanto, quase não passavam por nenhum tipo de manejo. O primeiro desafio foi fazer a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), para capacitar a equipe e educar o gado, levando-o aos currais.

 

Vencida esta etapa, o ciclo seguinte melhorou de forma quase que automática: tornou-se possível, por meio de números que começaram a apresentar a situação real da propriedade de forma mais clara, acompanhar e monitorar questões fundamentais relacionadas à sanidade animal, empastamento, localização do gado e aspectos reprodutivos — hoje a Nova Piratininga trabalha com cria, recria e engorda das raças Nelore e Angus.

 

Gerenciamento preciso de informações

 

A organização geral da propriedade nos últimos anos gerou uma “enxurrada” de dados que começaram a retratar a fazenda de forma muito mais precisa do que acontecia antes. Agora é possível acompanhar, prever e direcionar precisamente a alimentação, a imunização e fases importantíssimas como a cria, a recria e a engorda, buscando mais produtividade e qualidade.

 

— Na estação de monta do período 2017/2018, trabalhamos com 52 mil matrizes. Fizemos 68 mil protocolos de IATF e só aí fizemos mais de 360 mil manejos — compara o administrador da Nova Piratininga.

 

As informações mais precisas permitem gerenciar 35 currais de modo simultâneo. Além de saber em tempo real o que acontece em cada um deles, é possível estimar resultados e intervir na produção, de modo a obter o melhor resultado no final do ciclo produtivo.

 

— A análise de dados nos dá poder para ver como a produtividade da fazenda evoluiu ao longo do ano e comparar, rapidamente, com o que planejamos no mês anterior, para saber se estamos no caminho certo — complementa.

 

Gestão de fazendas com rastreabilidade

 

Com a “casa em ordem”, é muito mais fácil fazer planos de médio e longo prazo. Um deles envolve a conquista de outro tipo de cliente e deve acontecer nos próximos anos.

 

Trata-se da produção de carne de altíssima qualidade para o consumidor final, que está cada vez mais preocupado com a forma de produção dos itens que coloca na mesa. O movimento já foi compreendido pelos gestores da Nova Piratininga, que estão desenvolvendo um projeto para criar um selo de rastreabilidade para o produto.

 

— Nós temos a possibilidade técnica de acompanhar exatamente todos os passos do boi na cadeia produtiva, desde o nascimento até a saída pela porteira. Conseguimos saber como ele foi nutrido, com quais tipos de alimento, que controle sanitário foi feito, para quem foi vendido… É uma riqueza muito grande de informações e queremos aproveitar essa capacidade que temos — diz Cláudio.

 

O acompanhamento individualizado de cada boi só é possível por conta da adoção da tecnologia, pois a quantidade de dados gerada é tão grande que seria impossível acompanhar de forma manual ou pelos métodos tradicionais. “É mais vantagem para o consumidor, que sabe que está comprando carne com qualidade. Quem tiver a rastreabilidade de uma ponta a outra vai sair na frente”, finaliza.

 

Tecnologia para gestão de fazendas

 

A orientação mais importante para que a gestão de fazendas seja aperfeiçoada é a que permitiu a transformação da Fazenda Nova Piratininga: gestão da informação. Isso só é possível tendo os dados na mão por meio da tecnologia. Antes, o olho do dono é que engordava o boi. Agora, “o olho na tela é que engorda o lucro”.

 

Para que tudo isso aconteça, é fundamental compreender a importância que uma plataforma completa de gestão agropecuária tem: é ela quem vai permitir planejar adequadamente, lidar com situações emergenciais e corrigir curvas para chegar à produtividade ideal ao final do ciclo. “É um sonho de todo gestor de fazenda ter uma solução completa, um ecossistema que integre todas as informações em gráficos e planilhas para serem analisados pelos zootecnistas”, afirma Cláudio.

Saiba mais sobre como melhorar a gestão de fazendas usando a tecnologia: acesse o nosso site e leia o nosso blog para conhecer mais técnicas e transformar a sua propriedade.


 

Se você se interessa por pecuária no Brasil, inteligência artificial na pecuária e demais tendências de gestão de fazendas, confira outros materiais publicados no nosso blog:

  • Existe evolução sem revolução? Um breve cenário da pecuária de precisão no Brasil – e o que nos espera
  • Medição de resultados de monta natural e IATF: como a tecnologia pode ajudar
  • A evolução da pecuária no Brasil
  • Gerenciamento rural profissional: o que diferencia um bom de um mau gestor

 

controle de gado de corte

Pecuária moderna: porque você deve olhar o processo de ponta a ponta

Pecuária moderna: porque você deve olhar o processo de ponta a ponta
Na pecuária moderna, os gestores acompanham dados em tempo real e conseguem visualizar toda a rentabilidade do processo. Saiba mais nesse nosso artigo!

 

Não consegue ler agora o artigo “Pecuária moderna: porque você deve olhar o processo de ponta a ponta”? Clique no play e ouça este post:

 

Desde o começo dos anos 60 até hoje, o processo de produção de proteína animal passou por transformações extremamente importantes: além de mais que dobrar o tamanho do rebanho, a demanda interna cresceu, o mercado externo ganhou mais atenção e a relação de produção por hectare exigiu a transformação da atividade essencialmente extensiva em uma pecuária moderna e preocupada com a rentabilidade.

 

Além da mudança de pensamento, os pecuaristas brasileiros começaram a perceber na prática a importância de concentrar os esforços e investimentos na inovação e em sistemas dedicados à gestão agropecuária. O passar dos anos mostrou como é fundamental identificar dados, analisar informações e planejar ações de curto, médio e longo prazos, a fim de garantir que o plantel seja cada vez mais rentável e o negócio dê mais lucro por meio de produtos diferenciados e de altíssima qualidade. O resultado é comprovado por meio de estatísticas e estudos de especialistas: pecuaristas que implantam sistemas dedicados à gestão agropecuária conseguem produzir mais de 20 arrobas por hectare/ano, cerca de quatro vezes mais do que quem adota técnicas mais antigas de controle de pasto, alimentação e outros fatores. Essa diferença acontece porque as plataformas modernas interligam todas as áreas da fazenda, permitindo o monitoramento em tempo real dos cochos, da engorda dos animais, do manejo, e indicando o ponto ótimo para o abate.

 

Estudos recentes mostraram como as propriedades que utilizam softwares de gestão são mais produtivas que outras. Em média, essa diferença chega a 73% no aumento da produção com 20% menos gastos operacionais e 16% de economia nas despesas administrativas. O motivo dessa diferença positiva é simples: quando a inteligência da informação é aplicada a favor dos negócios, o caminho para o crescimento fica mais rápido e seguro.

 

Neste sentido é fundamental buscar uma solução completa que permita ao gestor a prática de uma pecuária moderna, mais precisa e minuciosamente planejada. Só essa estratégia poderá garantir um rendimento crescente na sua fazenda.

 

A importância está em todo o processo

 

Muitas fazendas do Brasil têm áreas significativamente grandes. Essa característica, que valoriza o negócio por um lado, também pode ser a responsável por interferir no bom andamento da produção, fazendo com que a gestão dê “um passo para a frente e outro para trás”. O problema não está no tamanho da fazenda ou do rebanho, mas na falta de controle preciso de cada processo e do seus impactos no resultado da fazenda. Isso acontece quando não há a aplicação correta de plataformas de gestão agropecuária completas para as necessidades da propriedade, assim como a ausência de um banco de dados e de análises eficientes sobre o comportamento do rebanho diante deste ou daquele processo aplicado.

 

Numa das maiores fazendas do Brasil, a Nova Piratininga (GO), os gestores precisaram intervir rapidamente quando assumiram o controle da propriedade. Apesar da dimensão da área e da quantidade de animais, os processos não estavam integrados e a desinformação impedia que a produção atingisse seu máximo potencial.

 

O gerente administrativo da propriedade, José Cláudio da Silva, dá como exemplo o que foi implementado diante desse quadro: “No primeiro ano, quando não tínhamos controle nem sabíamos qual era o gado que tinha na fazenda, focamos no controle de rebanho. Buscamos um sistema completo de gestão que permitiu fazer o inventário do gado, o que aconteceu paralelamente à formação das equipes e qualificação das pessoas”, afirmou.

 

Depois da escolha da empresa mais preparada para fornecer a tecnologia, os 205 mil hectares da propriedade passaram a ter os dados coletados e inseridos no sistema. Por meio da Inseminação Artificial de Tempo Fixo (IATF), os gestores começaram a conhecer o rebanho e ter números claros sobre o ciclo reprodutivo. Hoje a empresa faz a cria com as raças Nelore e Angus a partir da plataforma completa de administração de fazendas.

 

— Ao longo dos últimos cinco anos, evoluímos e hoje, só na temporada 2017/2018, já entramos com 52 mil matrizes na estação de monta; fizemos ainda 68 mil protocolos de IATF e só pra ter uma ideia da diferença que isso faz no processo completo, tivemos cerca de 340 mil manejos. Quando olhamos o quadro geral, com as etapas de vacina, desmama e outros trabalhos, é que conseguimos ver que não há a menor possibilidade de se fazer isso só com as pessoas, por melhor que o time seja. A tecnologia é imprescindível para o agronegócio, sobretudo a pecuária moderna de corte — diz. Hoje a propriedade consegue trabalhar com 35 currais simultâneamente, com uma média de 4 lotes por dia em cada um desses currais.

 

Ecossistema opera melhor que soluções individuais

 

Tamanha demanda por informações de qualidade, processamento rápido e preciso de dados exige mais do que a simples implantação de um software de gestão agropecuária. Ainda que existam aplicativos que se propõem a coletar os dados da fazenda, valorizando pontualmente uma etapa ou outra do processo, somente uma plataforma mais ampla poderá ajudar o gestor de fazenda a ter uma visão de 360 graus do negócio e, principalmente, evoluir seu rebanho do ponto de vista quantitativo e qualitativo.

 

Um ecossistema completo voltado à gestão agropecuária implantado há menos de um ano em diversas fazendas modelo pelo Brasil comprova os benefícios de trabalhar com uma plataforma única. Nelas, os sistemas de cria, recria, engorda a pasto e TIP (Terminação Intensiva a Pasto) fornecem dados de processamento que permitem a gestão da informação de pelo menos 450 mil cabeças em IATF na estação de monta 17/18, 500 mil cabeças na recria, 325 mil cabeças na engorda a pasto e mais de 2,7 milhões de manejos operacionais no país.

 

— Esse sistema é como um sonho para o fazendeiro e o gestor agropecuário. Ele difere do que existe no mercado, porque as soluções que existem por aí não entregam o que precisamos de fato. É difícil até para que os próprios fornecedores entendam e entreguem o que quem trabalha com pecuária mais necessita — avalia o gerente da Nova Piratininga, José Cláudio da Silva.

 

A fazenda conta com a plataforma para:

 

  • coletar os dados no campo com precisão;
  • programar os eventos de manejo (periodicidade diária, semanal e mensal) com calendário de atividades por atividade, curral e por funcionário;
  • gerenciar a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e fazer o planejamento da estação de monta com evolução dos resultados para a próxima estação;
  • automatizar a fabricação e o fornecimento da nutrição ao animal;
  • planejar e realizar o controle sanitário;
  • ter o histórico completo de vida do animal incluindo movimentações, sanidade, nutrição, originação, destino;
  • fazer o inventário do gado obter consultoria na gestão da informação;
  • registrar o Kardex de cada animal com todo o seu histórico de custo desde nascimento até o abate;
  • controlar o estoque de insumos;
  • controlar o mapa do gado;
  • cruzar e analisar os dados estatisticamente.

 

Outro diferencial da plataforma é a facilidade de interpretação dos dados, que são apresentados em gráficos completos para agilizar a tomada de decisão pelo gestor. Ainda no exemplo da Nova Piratininga, a zootecnista responsável pelo planejamento de cria, recria e confinamento, Joyce Resende afirma que “o ecossistema mostra claramente cada operação, o que permite identificar os pontos de entrave e superá-los”. Essa praticidade é fundamental para o bom andamento da fazenda já que o universo de dados é imenso e sem um resumo visual da operação na rotina diária, “fica muito difícil trabalhar pelos resultados”.

 

Pecuária moderna viabiliza melhoria no controle do calendário sanitário

 

A preocupação com o correto controle da sanidade do rebanho é, além de uma exigência legal imprescindível, um fator importantíssimo para a obtenção de resultados extremamente positivos ao final do ciclo — e impactar positivamente o cliente ao entregar uma carne com garantia de qualidade.

 

Esta área recebe atenção especial dentro da propriedade da Nova Piratininga, e o Ecossistema que torna possível o exercício da pecuária moderna ajuda a operacionalizar o calendário sanitário.

 

Segundo o médico veterinário Elci Rincón, consultor especialista em sanidade e reprodução bovina, a plataforma permite controlar a vacinação e acompanhar a saúde dos animais, prevenindo doenças e as tratando da forma mais rápida possível.

 

— Só a tecnologia aplicada à nossa atividade é que poderia fornecer um diferencial que é muito importante para o meu trabalho: reunir um prontuário completo da saúde de cada boi. Consigo fazer isso por meio de um brinco individual que busca, num banco de dados, a informação completa sobre as doenças que ele já teve, se precisa de algum tratamento especial e até se devemos aplicar hormônios para induzir o cio. Tudo fica programado e além do arquivo, já obtemos a medicação e a dose corretas em cada caso.

 

Tais informações ajudam a escolher o ponto mais adequado para abater o animal, que não deve ser conduzido a esta etapa dentro do período de carência de um medicamento, por exemplo. “Sem a tecnologia, essa janela poderia não ser respeitada, ainda que involuntariamente, o que interferiria prejudicialmente na qualidade da carne”.

 

Por fim, o resultado desta preocupação e do monitoramento constante do plantel e da propriedade é a aplicação do business intelligence (BI), que é o que permite saber o melhor momento para vender, ajuda a identificar onde os custos da operação estão maiores, além de mostrar oportunidades para melhorar o fluxo de caixa.

Para acompanhar outras informações sobre a aplicação da tecnologia na pecuária moderna e conhecer a solução perfeita para aperfeiçoar a gestão da sua fazenda, leia o nosso blog e acesse o nosso site.

 


Se você se interessa por pecuária no Brasil, e demais tendências da pecuária moderna, confira outros materiais publicados no nosso blog:

  • Existe evolução sem revolução? Um breve cenário da pecuária de precisão no Brasil – e o que nos espera
  • Medição de resultados de monta natural e IATF: como a tecnologia pode ajudar
  • A evolução da pecuária no Brasil
  • Gerenciamento rural profissional: o que diferencia um bom de um mau gestor

 

controle de gado de corte

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