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Inteligência de negócios X Inteligência artificial na pecuária

Inteligência de negócios X Inteligência artificial na pecuária
Inteligência de negócios X Inteligência artificial na pecuária: entenda melhor essa diferença

Hoje vamos conversar sobre a inteligência artificial na pecuária brasileira e de que forma isso interfere na inteligência do seu negócio. Você sabe como aproveitar a tecnologia neste sentido?

 

Em primeiro lugar, é importante dizer que essas discussões não são apenas importantes, mas imprescindíveis para o cenário que vivemos hoje. O Brasil tem um PIB agropecuário que chega a R$ 1,5 trilhão por ano e nós somos um dos três maiores exportadores de alimentos do planeta. Tão grandiosa quanto essa posição é a nossa responsabilidade: espera-se que o Brasil responda por 40% de toda a produção de alimentos que deve dobrar até 2050 para atender a demanda do aumento populacional no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação.


Seremos 9 bilhões de pessoas que vão consumir mais frutas, verduras, legumes, grãos e principalmente, mais carne. A produção de proteína animal precisará aumentar pelo menos 13% para atender às demandas dos mercados interno e externo. Mas qual é o melhor caminho para chegarmos a esse volume? Como podemos começar a escalar nossa produção hoje e transformar a produtividade da pecuária brasileira?

 

Aplicação da inteligência artificial na pecuária

 

Muita gente ainda tem uma visão equivocada de que o campo e os computadores são de universos totalmente diferentes e, pior, que não são compatíveis. Alguns gestores agropecuários têm resistência em buscar e implantar soluções e recursos tecnológicos nas suas fazendas. Adotar tecnologia exige uma mudança de cultura que começa pela maneira como o dono vê o negócio até chegar na ponta mudando o jeito como o peão lida com o animal. O fator humano é a grande questão já que a barreira da infraestrutura necessária para o uso da tecnologia no campo – acesso à energia, internet, equipamentos adaptados ao meio rural e softwares específicos para a pecuária – já foi superada há muito tempo. Mas muitos pecuaristas insistem em viver no passado enquanto o mercado evolui a galopes montado na análise dos dados gerados no campo. E contra dados não há “achismos”. Com dados confiáveis nas mãos, o produtor tem a segurança de tomar as melhores decisões para o seu negócio.

 

Mais que uma ferramenta tecnológica, um sistema de gestão completo é a representação concreta da inteligência de mercado. Pra entender o que isso significa basta perceber que todos os recursos disponíveis no software foram desenvolvidos para atender as necessidade do mercado, portanto são a tradução das melhores práticas. O que significa que, se você não usa os recursos disponíveis, muito provavelmente você está perdendo mercado para os produtores que usam. Esses têm uma visão mais precisa e completa do seus negócios e podem, a partir disso, identificar oportunidades que você está perdendo porque não tem informação suficiente para perceber quais são. Simples assim.

 

Ainda que os modelos de negócios de um ou outro produtor sejam diferentes, os processos, as métricas e os indicadores são os mesmos. Seja na cria, na recria, na engorda a pasto ou no confinamento é necessário controlar a nutrição, a sanidade, a curva de ganho de peso, o fluxo de caixa, inventário do gado, movimentações e manejos, dentre muitos outros. O que muda é a análise e o cruzamento dos dados para simular os cenários mais eficientes e rentáveis de cada modelo. E para provar essa tese o que mais se vê pelo Brasil são casos de sucesso do uso de softwares de gestão agropecuária.

 

Cases de sucesso: é possível aplicar inteligência artificial na pecuária?

 

Um desses casos é o da Fazenda Nova Piratininga, que fica no município de São Miguel do Araguaia, em Goiás. Essa é uma das maiores propriedades do Brasil, com uma área total de mais de 205 mil hectares. O negócio deles tem pelo menos 130 mil cabeças de gado, 1,7 mil quilômetros de estradas, 1,8 mil pastos e cerca de 300 funcionários. Obviamente que os números, impressionantes, já indicam que controlar tudo isso não é uma tarefa das mais fáceis.

 

Há pouco menos de dez anos o que existia lá era uma megaestrutura sub-aproveitada. Apesar da área construída, ninguém sabia sequer quantos animais estavam dentro da porteira. O manejo não existia e a coisa “corria solta”, sem nenhuma preocupação com a produtividade.

 

O salto se deu quando os novos gestores da fazenda implantaram uma solução completa de gestão agropecuária e prepararam as equipes a operá-lo. Nada complicado, e a capacitação dos funcionários aconteceu de forma rápida. Eram muitas novidades, claro, mas o resultado que eles alcançaram a partir daquele momento entrou para a história do negócio e o transformou num case nacional.

 

Os gestores associaram o uso das melhores técnicas à tecnologia e a estratégia deu um grande resultado. Com a adoção da Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), a equipe e os animais se acostumaram ao manejo e cuidado na coleta de dados desse processo começou a mostrar a realidade da fazenda na parte da cria, dando condições dos técnicos e zootecnistas de acompanhar e monitorar indicadores estratégicos para o negócio e, principalmente, puderam planejar as melhorias necessária para evoluir o rebanho e alcançar os resultados projetados para o seu modelo de negócio.

 

Resultado: na estação de monta do período de 2017/2018, a fazenda trabalhou com 52 mil matrizes e fez 68 mil protocolos de IATF. Foram mais de 360 mil manejos e o gerenciamento de 35 currais passou a acontecer simultaneamente, em tempo real — o que seria impossível de se fazer apenas com a força humana.

 

Essa mudança importante na gestão, sobre a qual nós já falamos no nosso blog num post especial sobre o assunto, fez surgir um novo horizonte de oportunidades. A compilação de todos os dados numa mesma plataforma permitiu explorar o potencial das máquinas (inteligência artificial na pecuária) em prol do movimento do mercado (inteligência de negócio). O produtor já não está mais sozinho gastando seu tempo e energia para fazer montar fórmulas e interpretar os números em planilhas preenchidas no curral pelos peões. Agora o produtor está analisando diversos cenários de negócio em gráficos visualmente amigáveis a partir de dados colhidos com precisão mostrando a realidade da fazenda em tempo real. Em qual desses dois casos você acredita que o gestor tomará melhores decisões?

 

Essa condição aprimorada de gerenciamento permitiu à fazenda pensar em outras estratégias, como investir na rastreabilidade da carne para alcançar outros clientes. Com as informações detalhadas sobre cada animal desde a entrada na porteira até a saída dele da propriedade, fica mais fácil planejar a aproximação com o consumidor final que quer cada vez mais transparência no processo que envolve o produto que ele coloca na mesa.

 

A mensagem que deixo pra você é essa: não perca tempo fazendo o que as máquinas podem fazer melhor e mais rápido que você. Concentre sua energia em fazer aquilo só você pode fazer: decidir o presente e o futuro da sua fazenda! E, certamente, a inteligência artificial na pecuária é uma grande aliada.


Se você se interessa por pecuária no Brasil, inteligência artificial na pecuária e demais tendências nessa área, confira outros materiais publicados no nosso blog:

  • Existe evolução sem revolução? Um breve cenário da pecuária de precisão no Brasil – e o que nos espera
  • Medição de resultados de monta natural e IATF: como a tecnologia pode ajudar
  • A evolução da pecuária no Brasil
  • Gerenciamento rural profissional: o que diferencia um bom de um mau gestor

controle de gado de corte

Pecuária de precisão: 5 passos para obter os melhores resultados

pecuária de precisão

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Os mais de 50 anos da criação de animais com fins comerciais no Brasil moldaram uma atividade que hoje coloca o país no topo do ranking da produção mundial. Nas décadas mais recentes, a adoção de recursos tecnológicos e metodologias modernas permitiu elevar a atividade a um patamar classificado como pecuária de precisão. Essa maneira de trabalhar trouxe muitos benefícios, mas nem todos os produtores estão acostumados a encontrar termos como cloud computing, chips, software e hardware no meio rural.

O motivo do estranhamento é o fato de que muitos donos de fazendas ainda preferem controlar o andamento das rotinas administrativas da propriedade manualmente — o que para eles pode parecer mais confiável do que inserir informações em um computador, por exemplo. Para isso, lançam mão de planilhas de preenchimento manual, cadernos de anotações e outros recursos considerados ultrapassados pelos produtores de alto desempenho.

Ainda que pareçam mais confiáveis — muitos alegam ter dificuldades para confiar em informações virtuais —, esse método é mais sujeito a erros e não permite o acompanhamento em tempo real de grandes plantéis como acontece com as técnicas mais modernas existentes no mercado.

Continue a leitura e saiba por onde começar para modernizar a sua propriedade e aumentar significativamente a lucratividade da sua fazenda.

Passo 1: Confie na nuvem

 

A computação em nuvem — também chamada de cloud computing — é uma tecnologia em crescimento em praticamente todas as atividades econômicas do mundo. É ela que está por trás da chamada “onipresença” do mundo virtual, pois trata-se de um conjunto de computadores e sistemas que nunca param de trabalhar. É utilizada por bancos, companhias telefônicas, corretoras de investimentos e grandes indústrias para manter seus dados sempre acessíveis e seguros.

Com o uso da computação em nuvem, quaisquer informações podem ser armazenadas digitalmente e permanecerem sempre disponíveis. Os dados são mantidos em data centers, que são grandes parques com diversos computadores interligados, que atuam de forma redundante entre si. Isso impede que por um motivo qualquer alguma coisa se perca. Além disso, esses locais são monitorados à distância e in loco por amplos sistemas de segurança para evitar que incidentes comprometam as informações.

Passo 2: Meça tudo o que for possível

 

Independentemente do tamanho da propriedade, há diversos fatores que interagem uns com os outros e se alteram, minuto a minuto, refletindo diretamente no resultado final. Se um determinado animal está doente tende a se alimentar menos reduzindo assim o seu desempenho. Se o ganho de peso individual e do lote não é medido diariamente, não é possível mensurar a eficiência da dieta adotada e muito menos predizer o ponto ótimo de abate. Sem medir o consumo e as sobras de ração no cocho não é possível fazer a gestão adequada do estoque de insumos considerando a melhor oportunidade de preço para compra sem contar o impacto no processo de fabricação e distribuição no desempenho dos animais. Até dados que parecem irrelevantes quando somados podem causar uma diferença significativa de rentabilidade.

Para que a propriedade seja marcada pela pecuária de precisão que acontece ali, é fundamental ser extremamente detalhista na gestão e buscar medir absolutamente tudo o que acontece. Deslocamentos e movimentos dos animais, o quanto eles ingerem de água e alimento por dia, qual é a variação de peso com o passar do tempo, quais as diferenças entre grupos semelhantes e outros aspectos ainda mais específicos precisam ser acompanhados diariamente. Depois de coletados, eles podem ser analisados em relatórios periódicos que ajudarão o pecuarista a tomar as decisões acertadas para produzir cada vez mais e melhor.

Passo 3: Integre todas as áreas

 

O acompanhamento minucioso de uma fazenda torna-se mais difícil na mesma proporção em que ela cresce. Por outro lado, ninguém impedirá o aumento da produção porque não tem como verificar a evolução do negócio. Neste sentido, a adoção de ferramentas tecnológicas de alto nível é fundamental.

Hoje existem no mercado equipamentos de campo que contém sensores e interfaces de comunicação que permitem a coleta de dados em tempo real. E não é apenas a leitura feita por um funcionário: conectados à redes de computadores, eles podem emitir de forma ininterrupta detalhes sobre o quanto de alimento foi distribuído nos cochos, em quanto tempo foi consumido, qual o peso do animal antes e depois de comer, entre outras inúmeras variáveis da rotina agropecuária. A riqueza de informações contribui também para analisar quais os processos mais eficientes para a estrutura da fazenda e quais podem ser melhorados.

Passo 4: Invista em capacitação

 

A tradicional imagem do homem do campo de chapéu, andando à cavalo e com pouca instrução mas muito conhecimento prático tende a ser cada vez mais rara nas propriedades de alto rendimento. Ainda que muito do que eles sabem seja válido, é preciso atualizar os meios pelos quais a produção terá capacidade de crescer e a lucratividade, aumentar. O perfil deste profissional tem que ser cada vez mais analítico e familiarizado com dispositivos modernos.

Essas tecnologias tendem a permitir o controle completo da propriedade, a qualquer momento e em qualquer lugar, por meio de smartphones e tablets. Além disso, a quantidade de informação gerada a partir do processamento dos dados emitidos pelos equipamentos da fazenda é imensa, e a análise e interpretação delas será fundamental para definir os rumos de cada ciclo produtivo.

 

Passo 5: Use um software de gestão

 

Para unificar todas essas ações e permitir que elas gerem o resultado adequado, é fundamental mantê-las sob o controle criterioso de uma plataforma completa de gestão agropecuária. É ela quem permitirá organizar, ler, compreender e agir conforme as necessidades para garantir o funcionamento perfeito de toda a fazenda — desde a chegada do animal até a identificação do ponto ótimo de abate e a sua comercialização.

Esse tipo de recurso permite otimizar o controle das atividades, aumentando significativamente a eficiência de todos os setores da cadeia interna. É ele que vai indicar a lucratividade da fazenda, em quais aspectos é preciso investir mais e o que pode estar drenando o lucro de um negócio tão minucioso como a pecuária.

Continue acompanhando nosso blog para saber como aumentar a lucratividade da sua fazenda.

Gerenciamento rural profissional: o que diferencia um bom de um mau gestor

Gerenciamento rural na pecuária: veja como a tecnologia ajuda a diferenciar um bom e um mau produtor
Gerenciamento rural na pecuária: veja como a tecnologia ajuda a diferenciar um bom e um mau produtor

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O gerenciamento rural de propriedades ligadas à pecuária está evoluindo. Esse movimento que não começou agora — já são pelo menos 20 anos numa curva ascendente — intensifica o foco do produtor nos resultados e o incentiva a profissionalizar ainda mais a fazenda, deixando de lado formas ultrapassadas de monitoramento e acompanhamento da evolução do rebanho para dar lugar às análises criteriosas de dados e às previsões de curto, médio e longo prazos. É basicamente a desconstrução do tradicional ditado que diz que “o olho do dono é que engorda o boi”. Agora, o “olho na tela é que engorda o lucro”.

 

Esse comportamento já é encontrado na maioria das fazendas brasileiras, que deixaram a gestão agropecuária tradicional para migrar para o que há de mais moderno e tecnológico na lida com o plantel. Também pudera: além da sustentabilidade financeira da propriedade, os produtores rurais ou administradores precisam dar conta de atender o crescimento da demanda de proteína animal bovina previsto por especialistas do mercado, que deve alcançar taxas superiores a 2% ao ano nos próximos 9 anos. Ao final desse período, a quantidade de carne produzida em 2027 deve ser de 11,4 mil toneladas, o que corresponde a uma variação de 20,5% em relação ao volume que foi produzido ao longo do ano passado.


 

Naturalmente, a exigência não é só por quantidade, mas também por qualidade. Os consumidores querem cada vez mais carnes que possam ter a confiança atestada, com controle de origem e informações sobre a produção. A preocupação com a saúde dos animais, por exemplo, deixou de ser exclusiva do dono ou administrador do negócio: o público também quer ter essas informações à disposição, geralmente por meio de um QRCode na própria embalagem, para saber se o boi foi vacinado corretamente com garantia de que não há carência de medicamentos, além de saber a origem, a avaliação do produtor relacionada à questões de bem estar animal e sustentabilidade socioambiental e outras. Mas como oferecer tantas informações e detalhes sem incorporar à rotina da fazenda mais manejos, operações ou tempo dedicado para obter esses dados?

 

Tecnologia facilita o gerenciamento rural

 

A pecuária moderna está cada vez mais dinâmica com inovações na parte técnica e tecnológica, o que tem exigido mais profissionalismo e um aperfeiçoamento constante por parte do produtor e dos gestores. Aqui o ditado que citamos antes torna-se verdadeiro: o gerente da fazenda ou dono do empreendimento deve se preocupar com todo o processo produtivo, e não apenas com a oscilação do mercado ou as demandas recorrentes apresentadas pelo superior hierárquico (se for o caso). Você sabe que a pecuária é um tipo de negócio que pode ser muito sensível às interferências de fatores externos, e controlar de perto cada indicador é a chave para a boa rentabilidade da fazenda.

 

Ao contrário do que acontecia nas décadas de 80 e 90, hoje não é viável que o desenvolvimento dos bois, a definição da melhor época para o início da estação de monta, o atingimento do ponto ótimo de abate, planejamento de fluxo de caixa – dentre outros ainda mais específicos – sejam definidos apenas com base na observação unicamente de aspectos visíveis aos olhos ou apostando todas as fichas na experiência adquirida nas práticas tradicionais. É claro que esse tipo de conhecimento tem valor, mas se ele for sustentado por dados precisos e por uma análise estratégica do contexto e sua relação com as metas do negócio, será possível ter muito mais certezas na evolução do ciclo produtivo e, principalmente, nos resultados de curta, médio e longo prazos.

 

Por exemplo: em muitos casos, o gestor pecuário vive longe da propriedade e as visitas às fazendas não são tão frequentes. Há casos de pecuaristas que, pela quantidade de negócios que têm pelo Brasil, não conseguem estar em uma unidade em intervalos menores do que dois meses. Em situações assim, como ele poderá acompanhar o andamento da sua produção para tomar as decisões no tempo necessário?

 

Essas questões assim são facilmente resolvidas com o uso de soluções de gestão agropecuária baseadas no que há de mais moderno na tecnologia para o campo. Por meio da coleta automatizada de dados, e relatórios gerados em tempo real dos mais diversos indicadores e da análise dessas informações é possível aferir o desenvolvimento de cada animal, por meio de chips, sensores e de algoritmos que recebem os dados e os convertem em valiosas informações gerenciais disponíveis na tela do computador.

 

Gerenciamento rural de qualidade, onde quer que esteja

 

Aproveitando novamente o exemplo acima, o gerenciamento rural com uma visão empresarial permite que as limitações de distância, tempo e precisão das informações não exista mais. Como a produção passa a ser monitorada integralmente, a partir de tablets e smartphones operados pelo próprio funcionário, a situação real do que ocorre em qualquer dos processos produtivos da cria ao confinamento intensivo, pode ser monitorada a qualquer momento, e de qualquer lugar que ofereça uma conexão à internet.

 

Por meio dessas informações, o gestor consegue saber no que precisa concentrar mais atenção, os fatores que podem estar prejudicando o atingimento das metas estabelecidas, o desempenho do rebanho e da equipe, bem como direcionar a atividade produtiva e as estratégias de manejo. É a rédea do negócio, literalmente, na palma da mão do dono e do gerente da propriedade.

 

Gerenciamento rural: impacto sem volta

 

Essa situação que prevê o uso intensivo da tecnologia é uma jornada sem volta. Os negócios que compreenderem a importância da administração inteligente das fazendas por meio de um software de pecuária terão curvas expressivas de crescimento e “colherão os frutos” dessa renovação na atividade gerencial por meio dos lucros e dos diferenciais em relação aos concorrentes.

 

Dessa forma, a pecuária tradicional vem se modernizando rapidamente e se adaptando às novas tecnologias para alcançar um nível de controle, gestão e resultados que era improvável há quase 10 anos atrás. O apego às velhas técnicas de produção está dando lugar a adoção da inovação para evoluir o rebanho e revolucionar a fazenda.

Para acompanhar outras informações sobre esse assunto, visite o nosso blog e conheça as soluções no nosso site.

 


Se você se interessa por pecuária no Brasil, confira outros materiais publicados no nosso blog:

  • A evolução da pecuária no Brasil
  • Estação de monta: boas práticas para gerar melhores resultados na sua propriedade
  • Recria de bezerros: como manter uma boa gestão

 

controle de gado de corte

Controle de sanidade: como controlar a saúde do animal durante a evolução do rebanho

Controle de sanidade: como controlar a saúde do animal durante a evolução do rebanho
Controle de sanidade: como controlar a saúde do animal durante a evolução do rebanho? Confira nesse post.

 

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Febre aftosa, brucelose, tuberculose bovina, carrapatos, mosca-dos-chifres… Doenças como estas e outras tantas são preocupações constantes de pecuaristas e gerentes de todo o Brasil. Além delas, outros problemas podem interferir negativamente na produtividade da fazenda e o quadro só pode ser revertido com o controle de sanidade individual e de todo o rebanho.

 

Além de impedir a desvalorização do produto final — a carne —, a fazenda que investe no manejo adequado tem grande vantagem competitiva na comparação com outros produtores e entrega garantias sanitárias reais para os mercados que abastece. Mas é importante que o dono da propriedade, o gerente do negócio e as equipes operacionais tenham em mente que é fundamental analisar o controle de sanidade além do calendário de vacinas obrigatórias dos órgãos regulamentadores. Essa consciência de grande parte da cadeia produtiva e dos negócios pecuários nacionais é o que tem levado o Brasil a ocupar posição de liderança no mundo.

 

O controle de sanidade é o que vai garantir o manejo sanitário ideal para promover a saúde do rebanho que gera impacto direto no desempenho de ganho de peso e carcaça do animal. O resultado desse trabalho bem feito é a eliminação da incidência de doenças, o melhor aproveitamento do material genético, o aumento da produção e a conquista de lucros maiores. Aliás, a própria taxa de prenhez cresce com o controle sanitário adequado de um problema comum em muitas propriedades: a diarreia viral bovina (BVD). A eliminação da doença silenciosa e que não apresenta sintomas, permitiu que a taxa de prenhez de algumas fazendas das regiões Norte e Nordeste do Brasil saltassem de 12% para 65% em uma única aplicação — um crescimento de 22,6% na comparação com as fêmeas em um lote que tinha 58% de animais contaminados.

 

Mas o grau de sucesso nesse tipo de procedimento está diretamente ligado à forma como é feito o gerenciamento desse controle. Além de prevenção ser a palavra de ordem, é preciso analisar diversos dados para fazer o planejamento sanitário adequado considerando histórico passado, controle de vacinas e medicações administradas nos animais nos locais de origem, tempo de carência individual e de lotes, dentre muitos outros. Controlar e administrar todas essas informações de maneira correta é praticamente impossível sem a ajuda da tecnologia. Ela é a principal aliada do gestor para evitar que o manejo sanitário precário se transforme em graves problemas de produção e risco para o lucro do negócio.

 

Controle de sanidade bem feito

 

A pecuária brasileira se transformou nos últimos anos, e com ela a forma como o produtor enxerga alguns manejos específicos. A vacinação é uma das práticas que mais evoluiu nesse período. Hoje o pecuarista já entende a importância do planejamento do controle sanitário e percebe claramente o impacto que ele pode causar no desempenho do animal e no caixa na hora da venda.

 

Felizmente a ideia de que as vacinas são um “gasto” tem perdido adeptos. A maior parte dos produtores vai além das vacinas obrigatórias, e entende os benefícios de criar e gerenciar um calendário próprio considerando aplicar outros compostos que, no longo prazo, podem melhorar o desempenho do animal, a qualidade da carne e, consequentemente, gerar maior lucratividade por cabeça de gado.

 

Para Elci Rincón Ferreira, médico veterinário especialista em sanidade e reprodução bovina que atua em grandes propriedades no Brasil, a execução de um programa sanitário bem elaborado é o que vai garantir os melhores resultados.

 

— Quanto o planejamento e a execução deste programa são bem feitos, todos os envolvidos ganham. O animal vai menos vezes ao curral ou à mangueira, o trabalho com ele pode ser melhor categorizado e até o stress do gado diminui, o que se reflete na qualidade da carne — afirma.

 

Diferentemente do que alguns gestores pecuários pensam, o investimento em vacinação para além das aplicações obrigatórias, seja na cria, recria, engorda ou no ciclo completo, não ultrapassa os 0,8% de todo o investimento feito no animal. Esse valor corresponde à utilização de remédios de altíssima qualidade, que são desenvolvidos especialmente para não deixar resíduos na carne e não tornar o boi resistente a antibióticos, por exemplo.

 

— O animal saudável produz muito mais do que o que não está imunizado. Não é a vacina que faz o animal ganhar peso, mas se ele recebe uma nutrição adequada, tem boa genética e passa por um programa sanitário ajustado e bem controlado, automaticamente vai produzir mais carne — diz Ferreira.

 

Personalização do calendário sanitário

 

Cada fazenda apresenta uma realidade sanitária diferente, seja por conta do tamanho do rebanho, das doenças que mais acometem o plantel da região ou pelo ritmo de crescimento do negócio desejado pelos donos ou gerentes da propriedade. Logicamente, a operacionalização do controle sanitário é um dos desafios mais importantes da administração da fazenda e o uso da tecnologia é fundamental para alcançar este objetivo.

 

Na Fazenda Nova Piratininga, o acompanhamento artesanal ou manual do rebanho inviabilizaria a manutenção do elevado nível de qualidade da carne originada na propriedade. A solução foi buscar uma solução que atendesse de forma completa às necessidades técnicas e sanitárias do negócio.

 

— Para resolver essa situação, nós buscamos um fornecedor que permitisse acompanhar e controlar o processo desde o começo do confinamento. Discutimos e criamos boas soluções sanitárias dentro da plataforma, e conseguimos monitorar a dosagem dos medicamentos aplicados na própria tela do computador. Funciona assim: por meio de um sensor, nós lemos o brinco do animal e o sistema já identifica aquele boi. Na tela já aparece a ficha completa dele com campos como as doenças e os medicamentos que estamos aplicando. Por exemplo: pneumonia, casco, refugo de cocho. Conforme nós selecionamos, informamos ao sistema quanto e quando o animal foi medicado, e isso nos dá a segurança de não abater um durante o período de carência de determinado antibiótico.

 

O veterinário afirma que o grau de detalhamento oferecido pelo software de gestão na coleta de dados ajuda muito no planejamento. Ao iniciar o protocolo de entrada, o operador já insere quais medicamentos estão disponíveis na fazenda, quais deles foram aplicados e o custo de cada um, o que permite a elaboração de relatórios e comparativos no meio e ao final do ciclo — o que fomenta a tomada de decisões mais acertadas no negócio.

Para conhecer mais detalhes desta e de outras soluções inovadoras que ajudam os pecuaristas e produzirem cada vez mais, melhor e obtendo mais lucratividade, acesse o nosso site e leia o nosso blog.


 

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Medição de resultados de monta natural e IATF: como a tecnologia pode ajudar

Medição de resultados de monta natural e IATF: como a tecnologia pode ajudar
Medição de resultados de monta natural e IATF: como a tecnologia pode ajudar? Descubra nesse post!

A monta natural é o sistema de reprodução em que o touro permanece com as vacas durante todo o ano. Para muitos pecuaristas, zootecnistas e veterinários, trata-se de uma forma ultrapassada de se promover a reprodução dos animais, mas a avaliação das propriedades e o acompanhamento da realidade brasileira mostram que, na verdade, 90% das matrizes em idade reprodutiva são cobertas por monta natural (Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP).

Apesar disso, não exercer um controle preciso sobre a estação pode impactar diretamente na boa administração da fazenda. A monta sem definição torna bem mais difícil executar corretamente os controles sanitários, produtivos e reprodutivos do rebanho e pode fazer com que a rentabilidade da fazenda caia. Por esta razão, é fundamental que o dono da fazenda, seus gestores e equipes definam e planejem com a maior precisão possível os melhores períodos para que os acasalamentos aconteçam. Ainda que seja comum realizar essa prática em duas estações ao longo ano, essa estratégia não é sugerida a qualquer tipo de propriedade por fazer com que os nascimentos ocorram durante um intervalo cronológico muito grande. Isso interfere no manejo e facilita a incidência de doenças nos bezerros que nascem na época mais úmida do ano, por exemplo.

Você já sabe da necessidade de observar o processo produtivo da pecuária de corte de ponta a ponta e que o acompanhamento do ciclo por meio de dados é cada vez mais imprescindível para o alcance das metas de produtividade e lucratividade da propriedade, portanto o quanto antes esse processo começar, melhor. Mas como a tecnologia pode ajudar a obter os melhores resultados?

 

Controle aprimorado do rebanho na monta natural

Ao planejar a estação de monta para o início do período das chuvas, o pecuarista e a sua equipe devem considerar todos os fatores que interferem no fluxo produtivo. Nesta fase, não adianta achar que um dado é pequeno o suficiente para passar batido: tudo interfere no resultado final, e por isso é importante para o bom andamento dos procedimentos.

A comparação e a análise de dados por meio de uma ferramenta avançada de controle de gado vão favorecer a desmistificação de algumas crenças que podem iludir e induzir à interpretação equivocada.

Consideremos uma hipótese costumeiramente apresentada por especialistas: um touro P.O. que tenha custado cerca de R$ 8 mil fará parte de um mesmo rebanho por, no máximo, quatro anos. O custo deste animal é, portanto, de R$ 2 mil/ano. Caso ele esteja em um pasto alugado, deve se somar a este valor outros R$ 360 por cada período de 12 meses. Contando a imunização necessária, os medicamentos, a remuneração do colaborador e o manejo ao longo de todo o ano, chega-se ao custo de pelo menos outros R$ 100 por ano. Num cenário de monta natural em que esse touro interaja com um lote de pelo menos 30 vacas, o custo de geração de bezerros será de R$ 2,4 mil por ano.

Agora imagine uma situação semelhante, mas utilizando a Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF). O cálculo é muito mais simples, porque depende unicamente da quantidade de vacas expostas ao sêmen (que custa a partir de R$ 12). Somados os hormônios e o trabalho do inseminador (mais R$ 40), são R$ 1,5 mil para as mesmas 30 vacas.

Esse tipo de comparação até pode ser feita manualmente, mas a partir da adoção de um sistema de gestão agropecuária baseado na precisão de dados, permite ao administrador da fazenda economizar tempo e dinheiro ao tomar a melhor decisão mais rapidamente. Até porque são diversos fatores a serem considerados. Entre eles estão o índice de prenhez, o peso na desmama e o preço de venda.

Monitoramento da monta natural e IATF

A evolução do rebanho desde a reprodução exige uma visão completa do negócio. A organização dos fluxos, como dissemos no começo deste artigo, é imprescindível e não deve acontecer somente dentro da fazenda. Além disso, deve-se contemplar etapas importantes como a cria e a recria, oportunizando a leitura em tempo real e a interpretação completa dos dados, fornecendo:

  •  Calendário dos eventos por lote com controle de toda a operação, incluindo dados do curral, atividades por equipe e profissional;
  • Financeiro: custos de produção individual da matriz e do bezerro;
  • Previsão de parto pós-IATF por meio de relatórios na web e nos coletores off-line;
  • Acompanhamento dos índices de: idade ao primeiro parto, taxa de prenhez, índice de serviço, intervalo entre partos, taxa de nascimento, taxa de concepção por touro por partida, custo da IATF por matriz e por lote, controle de nutrição e suplementação, dentre outros;
  • Histórico de vida do bezerro incluindo alocação de piquete (mapa do gado), custos de sanidade, nutrição a pasto e suplementação, dados zootécnicos, custos operacionais, taxa de desmame, dentre outros;
  • Nutrição: Controle de consumo vaca/bezerro com creep feeding, por cabeça ou percentual do peso vivo e controle de consumo apenas das matrizes;
  • Planejamento da estação de monta com evolução dos resultados para a próxima estação.

Gerenciar tantas informações à mão torna a tarefa de gerar resultados mais árdua e arriscada. Portanto, é importante avaliar as necessidades do seu negócio e quais tecnologias poderão ajudá-lo a evoluir o rebanho e garantir o retorno financeiro da sua atividade.

Para acompanhar outras informações e saber como a tecnologia pode ser aplicada à gestão da sua fazenda, continue lendo o nosso blog e acessando o nosso site.


 

Se você se interessa por pecuária no Brasil, confira outros materiais publicados no nosso blog:

  • A evolução da pecuária no Brasil
  • Estação de monta: boas práticas para gerar melhores resultados na sua propriedade
  • Recria de bezerros: como manter uma boa gestão

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Escalada da gestão na propriedade

O pecuarista que deseja elevar seu nível de maturidade de gestão passará por uma jornada que está diretamente relacionada à tecnologia de gestão da informação.

Nessa escalada, a depender da segurança e da qualidade da informação desejada, existe uma solução mais indicada. Confira na tabela abaixo:

Necessidade (Problema)Solução (Recurso)Característica
(Foco e Riscos)
ControlePlanilhaFoco na coleta. Processo manual com baixa segurança e confiança dos dados.
ProcessosSoftwareFoco na rotina, padronização na coleta. Armazenamento mais seguro e acesso controlado aos dados.
PrecisãoAutomaçãoFoco na eficiência. Processo automatizado com alta confiabilidade e assertividade nos dados.
InsightsAnáliseFoco na melhoria contínua. Dados gerando informações a partir de análises, agilidade e segurança nas decisões.
SustentabilidadeIntegração ERPFoco no resultado econômico. Integração de dados produtivos e financeiros gerando conhecimento do negócio.

É importante entender que a adoção de tecnologia na propriedade acontece de forma mais eficiente quando os processos já estão bem alinhados. Entender e seguir os passos dessa jornada fará com que a propriedade evolua seu nível de gestão rapidamente e traz diversas melhorias.

O impacto da eficiência no resultado

Ao considerar uma propriedade com capacidade estática para 5 mil cabeças e com 2 giros ao ano, analisamos o impacto da eficiência nos dois modelos de gestão (baixa e alta maturidade).

Se na fábrica de ração ele operar com uma eficiência de 55% (fabricação não automatizada), terá um prejuízo R$ 1,2 milhão/ano. Indo para índices de 95% (fabricação automatizada), o valor é reduzido para R$ 77 mil/ano. Apenas com a tecnologia de monitoramento e automação da fábrica, o prejuízo é reduzido em mais de R$ 1,12 milhão de reais. Nessa situação, o investimento na automação da fábrica representaria 0,62% desse prejuízo, o que nos mostra claramente que o retorno desse investimento é extremamente rápido.

Se a diferença entre a quantidade de ração que foi fabricada e a quantidade que foi fornecida aos animais for acima de 8% (errado), temos um prejuízo de R$ 1,4 milhão/ano. Se essa diferença diminuir para 2%, o prejuízo é reduzido para R$ 352 mil/ano. 

Ao avaliarmos a diferença de eficiência entre a pesagem diária (pesar o animal todo dia através de balanças eletrônicas e sensores eletrônicos – Intergado) e a pesagem estática (aquela realizada apenas quando o animal entra e quando sai do confinamento), temos um AUMENTO de receita de R$ 475 mil/ano, pois com a pesagem automatizada (sem a necessidade de levar o animal até o curral de manejo) conseguimos identificar o ponto ideal de abate deste animal e antecipamos a sua saída com economia de tempo, ração e, consequentemente, o custo para produzir esse animal será menor.

Somado todos esses fatores, esse pecuarista teve um prejuízo de R$ 2 milhões em um ano de atividade e girou 10 mil cabeças em 2 ciclos. Novamente, as evidências mostram que a atividade completa deve ter uma gestão muito criteriosa e, sim, os pequenos erros impactam fortemente no resultado econômico.

“Fica claro que quanto mais rápido aplicarmos as tecnologias de monitoramento da fabricação e fornecimento da dieta, menor é o impacto financeiro e maior será a margem de resultado econômico.” – Paulo Marcelo (CEO da GA)

Para saber mais informações sobre gestão de alta performance na pecuária, não deixe de participar do Circuito de Alta Performance.

Saiba mais em: Circuito Pecuária de Alta Performance

Conteúdo e Estudos:

Paulo Marcelo (CEO da GA): Zootecnista, mestre em Produção Animal e pioneiro na aplicação da ciência de dados na pecuária.

Marcelo Ribas (CEO Intergado): Veterinário, doutor em Zootecnia e responsável pela área de pesquisa e inovação da Intergado.

Análises:

Time de Estatísticos e Cientistas de Dados GA e Intergado

Produção do conteúdo:

Milena Marzocchi (Analista de Negócios da GA): Zootecnista, mestre em produção animal sustentável, especialista em marketing.

VOCÊ CONHECE SEU FORNECEDOR DE BOI MAGRO?

Qualificação dos fornecedores

Você conhece os fornecedores de boi magro da sua propriedade? Fizemos uma análise criteriosa para que sua compra seja a mais rentável possível. Veja só:

Os gráficos acima comparam 3 fornecedores diferentes de um mesmo cliente GA, que foram avaliados pela homogeneidade dos lotes e a consistência de suas entregas. Para melhor entendimento do gráfico, entenda que quanto mais ao centro e mais à direita do círculo, melhor é o cenário. E quanto mais distante do centro e mais à esquerda, ou seja, mais próximo da borda, pior será o cenário.

Para minimizar variações de sazonalidade, diferenças de dieta e clima, analisamos um cliente e seus fornecedores em um curto espaço de tempo. Veja abaixo as conclusões:

Fornecedor 1 – Animais menos lucrativos, dispersão dos animais entre média a grande. Muito arriscado adquirir animais desse fornecedor. Nesta situação, o comprador deve pagar menos pelos animais para que esse risco seja “aceitável”.

Fornecedor 2 – Foi responsável pelo lote mais lucrativo, entretanto a maioria dos currais apresentou lucro menor e maior variabilidade de animais dentro do lote. Infelizmente esse fornecedor não tem constância nas entregas. Neste caso ele entregou um lote muito bom, mas não consegue ter constância nesse padrão.

Fornecedor 3 – É o mais previsível e eficiente, mostrando que vale a pena pagar um pouco mais por esse animal, pois a capacidade de gerar lucro no futuro tende a ser melhor.

Estratégia de apartação

Conhecer os custos, avaliar o potencial dos animais, utilizar estratégias de compras e conhecer seus fornecedores são passos para sucesso no processo de originação, porém de nada adianta fazer tudo isso e não realizar uma boa apartação dos animais no momento de entrada do confinamento. Vamos entender como utilizar isso ao seu favor.

Quando avaliamos os animais sabemos que, em teoria, lotes homogêneos são mais rentáveis, pois o manejo é mais preciso e eficiente. Dessa forma, os animais tendem a responder de maneira padronizada qualquer alteração de manejo, clima, dieta (com exceção logicamente dos refugos e adoentados).

Então, qual a melhor maneira de formar lotes homogêneos? Muita atenção nos diferentes pesos dentro da sua propriedade. Entenda quais são:

Peso do contrato ou Peso Financeiro – obtido no momento da compra dos animais. Na maioria das vezes é pesado no “balanção” e somado ao frete e comissão.

Peso zootécnico ou Peso de manejo de entrada – obtido pela pesagem individual (balancinha) ou pesagem em lote (“balanção”) quando os animais são pesados todos juntos no próprio caminhão.

Peso de produção ou peso real + econômico – obtido diariamente através das balanças de pesagem voluntária dentro dos currais de engorda. Permite saber quanto o animal está ganhando de peso em resposta ao manejo e dieta.

O peso de contrato é útil para a parte financeira, pois totalizará outros custos de frete e comissão, além do custo exato do animal pago pelo seu peso. A prática mais recomendada e feita por 67,7% dos clientes GA, é utilizar a balancinha no manejo de entrada, obtendo o peso individual dos animais.

Ao avaliar a base em 50% dos contratos, houve uma diferença entre peso de contrato e peso zootécnico de 16kg por animal. Se considerarmos um confinamento de 100 dias, isso representa uma diferença negativa de 160g por dia por animal. E em outros 25% dos contratos a diferença foi superior a 40kg, o que representa uma perda de 400g/dia (100 dias confinados).

Sabendo que o custo do boi magro + nutrição são representativos no custo total, fica claro a importância de se obter o peso individual dos animais (peso zootécnico) no momento de entrada de confinamento e, assim, evitar essas perdas na nutrição.

“Utilizar a balancinha e obter o peso individual dos animais potencializa as decisões de apartação.” Marcelo Ribas (Diretor Executivo da Intergado)

Teste de homogeneidade

Outro ponto importante é avaliar o quanto a variação dos animais (na entrada) influencia outros parâmetros como quantidade de @ produzidas, eficiência biológica, GMD e lucratividade. Sabemos que existem outras variáveis ao longo do processo que irão impactar a resposta zootécnica, mas o alerta que fica ao produtor é para trabalhar bem o manejo do confinamento, manter a operação de forma eficiente para que não tenha problemas, caso exista essa variação do lote.

Homogeneidade de peso x carcaça x exigência x ponto de abate

No gráfico acima, podemos ver que o coeficiente de variação (trata-se de uma medida de distribuição das probabilidades) dos animais tende a diminuir conforme aumenta os dias de cocho. Esse processo é natural devido a padronização e resposta do lote ao confinamento. Além disso, o mercado frigorífico exige essa uniformização dos lotes por questões comerciais.

Avaliamos o ganho de peso de cerca de 10 mil animais, utilizando o sistema de balanças eletrônicas voluntárias da Intergado, onde o animal é pesado automaticamente enquanto está bebendo água.

Pudemos observar que:

Coeficiente de variação baixo (lote homogêneo com animais muito similares em peso)
– Maior uniformização do lote com menos dias de cocho (melhores bonificações do frigorífico);
– Maior assertividade da exigência nutricional.

Coeficiente de variação alto (indicando animais diferentes no mesmo lote temos):
– Maior variação no GPD. Cada animal terá sua exigência nutricional, seu ponto de acabamento e, consequentemente, ponto de abate em dias diferentes.

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Marcelo Ribas (CEO Intergado)

Veterinário, doutor em Zootecnia e responsável pela área de pesquisa e inovação da Intergado.

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Zootecnista, mestre em Produção Animal e pioneiro na aplicação da ciência de dados na pecuária.

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Zootecnista, mestre em produção animal sustentável, especialista em marketing.

Controle de gado de corte baseado em dados: como as informações ajudam na gestão agropecuária

Controle de gado de corte baseado em dados: como as informações ajudam na gestão agropecuária
Nesse post, entenda como as informações beneficiam o controle de gado de corte nas propriedades.

 

Não pode ler agora o post “Controle de gado de corte baseado em dados: como as informações ajudam na gestão agropecuária”? Clique no play e ouça o conteúdo:

 

O ano de 2019 será importante para a pecuária brasileira, sobretudo para os produtores que comercializam o plantel no mercado externo. Quem conhece os movimentos econômicos tem previsto que a partir do dia 1º de janeiro haverá uma alta no preço dos animais, marcando uma virada econômica no cenário. A preparação para o atendimento da demanda doméstica e estrangeira passa, obrigatoriamente, pelo controle de gado de corte e isso só pode ser feito de uma maneira: com o uso eficiente e inteligente da tecnologia.

 

O ciclo de alta do preço do boi gordo deve acontecer porque a perspectiva é que a cotação do animal pronto para o abate se valorize acima da inflação. Essa etapa também deve favorecer que os pecuaristas retenham mais vacas para aumentar o rebanho futuro. Isso exige ainda mais cuidados para que esses animais passem pelo ciclo e mantenham um ótimo quadro de saúde ao final dele, mesmo que precisem permanecer mais tempo no confinamento ou na propriedade.

 

Para informar e mostrar como o uso de uma plataforma eficiente de gestão agropecuária pode contribuir significativamente com o bom andamento da fazenda, nós preparamos este e-book completo e gratuito que traz todas as informações das quais você precisa para transformar a sua fazenda em uma produtora de lucros. Clique aqui para ler agora e preparar o seu negócio para 2019.

 

Controle de gado de corte fomenta crescimento no Brasil

 

Os últimos 30 anos mostram que dentre todos os países produtores do mundo, o Brasil é um dos que desponta na liderança do crescimento da produtividade. O levantamento considera dados oficiais que fomentam a elaboração de políticas para o setor da pecuária de corte pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e apontam que a adoção da tecnologia é um diferencial irrefutável de que a gestão das propriedades precisa se modernizar cada vez mais. Basta observar outro dado que mostra que de 1975 a 2015 cerca de 60% do crescimento da produção foi ocasionado por recursos de última geração incorporados à rotina do campo. Destes, 15,4% foram atribuídos ao trabalho e outros 15,1% à terra.

 

Ao longo do século XX o Brasil se posicionou, por conta desses fatores, como um dos maiores exportadores de carne bovina do mundo e até o final deste ano, teremos enviado para os Estados Unidos cerca de 10 milhões de toneladas. Tais números se justificam pela preocupação dos pecuaristas nacionais em oferecer qualidade por meio do monitoramento constante de aspectos como o controle de gado de corte baseado em dados. Isso significa que plataformas completas de gestão agropecuária facilitam essa tarefa ao oferecer bancos de dados atualizados que dão ao gerente da propriedade e à sua equipe todas as informações necessárias para a tomada de decisão correta no ciclo produtivo.

 

Dentre as informações que podem ser obtidas a partir do uso de um software de gestão agropecuária, estão:

 

  • Controle de contrato (compra, boitel, parceria produzida);
  • Peso de entrada individual e por lote;
  • Peso de saída individual e por lote;
  • Identificação individual por animal (SISBOV ou número de controle);
  • Consumo de matéria seca/dia por animal e lote;
  • Previsão de fornecimento diário de ração com base na leitura de cocho digitalizada;
  • Controle de eficiência na fabricação e fornecimento de ração;
  • Controle de estoque de insumos;
  • Controle sanitário;
  • Rendimento de carcaça;
  • Ganho líquido de carcaça;
  • Custo por arroba produzida;
  • Lucro por arroba;
  • Lucro total.

 

Inteligência a serviço da boa gestão do campo

 

Mais importante do que reunir todos os dados em uma plataforma é o processo de tratá-los e interpretá-los. A pecuária de precisão exige uma zootecnia de precisão, obtida por meio da análise de alto nível desenvolvida pelos técnicos e gerentes de cada unidade produtiva. É por isso que a escolha de qual software que vai fazer a gestão da informação de toda a operação no campo é tão importante.

 

Essa situação não é baseada apenas no “achismo”: a consultoria internacional Alberdeen Research apurou que no mundo inteiro, as empresas que utilizam sistemas de gestão baseados na tecnologia registram aumento na produtividade da ordem de 73%, redução de 18% dos gastos operacionais e economia de 16% nos valores dedicados aos custos administrativos. Bons volumes para repensar a sua estratégia e ferramenta de administração da fazenda, não?

 

O “sim” para essa pergunta foi dado como resposta até agora por mais de 570 propriedades pecuárias do Brasil, Paraguai e Bolívia. Elas adotam uma solução desenvolvida por especialistas que contempla todo o ciclo produtivo — cria, recria, engorda a pasto e terminação intensiva a pasto (TIP). O Ecossistema GA tem na base todos os dados de mais de 450 mil cabeças em IATF (Inseminação Artificial de Tempo Fixo), 500 mil cabeças na recria que totalizam mais de 2,7 milhões de manejos operacionais e é a opção preferida de grandes empreendimentos brasileiros.

Para saber mais sobre a solução ideal para implementação na sua propriedade, clique aqui e acesse o nosso e-book gratuito sobre o Controle de gado de corte baseado em dados e como as informações ajudam na gestão agropecuária.

 

controle de gado de corte

A importância de adotar um sistema moderno de controle de gado

controle de gado

Não pode ler agora? Ouça o post clicando no player:

A possibilidade de aumentar a rentabilidade e a produtividade da fazenda está direta e intimamente ligada ao controle de gado, feito de forma minuciosa. Diferentemente do que acontecia há cerca de 50 anos, quando a pecuária de corte ganhou traços mais industriais no Brasil, a quantidade de fatores que interferem na qualidade e no volume da carne aumentou significativamente. Graças ao conhecimento mais aprofundado da produção, o pecuarista está mais atento a detalhes, que antes passavam despercebidos, e que podem significar a diferença entre ter lucro ou não.

A velha máxima “o olho do dono é que engorda o boi” já não é mais verdadeira. Antes era comum, pela falta de dados precisos sobre o rebanho, o dono ficar de “olho” apenas no valor de venda da arroba sem considerar os demais custos envolvidos, imaginando que apenas as oscilações do mercado interferiam no resultado da produção. Esse costume, que chegou a estar presente em 80% das fazendas brasileiras nos anos 90, acaba por contribuir para a formação de um ciclo de erros constantes que não permitem o acompanhamento detalhado da rentabilidade do negócio, comprometendo significativamente a gestão pecuária.

Em um levantamento feito pela Embrapa Gado de Corte com centenas de propriedades da microrregião de Alto Taquari (MS) há cerca de duas décadas, verificou-se que apenas 4% delas mantinha e atualizava um planejamento detalhado sobre os rumos da produção. O mesmo percentual compreendia os produtores que tinham registros que possibilitavam o cálculo; e apenas 12% adotavam fichas de controle de rebanho. A situação, preocupante do ponto de vista da boa gestão, se repetiu em 2011, quando uma nova edição do estudo foi produzida: 93% das fazendas não tinham nenhum tipo de planejamento estratégico de longo prazo para saber aonde a empresa chegaria no futuro.

Neste artigo apresentamos os principais aspectos a serem observados para fazer o controle de gado correto e aumentar a produtividade da fazenda. Acompanhe.

Como fazer o controle de gado adequado às demandas modernas

O principal aspecto para virar a chave na gestão de uma propriedade em direção à alta lucratividade e à melhoria da produção é o entendimento, por parte dos donos e gestores, de que é fundamental ter à disposição todos os dados relacionados ao rebanho e aos processos para tomar decisões mais acertadas. Ainda que o modelo da fazenda seja extremamente tradicional e seja feito há muitos anos da mesma forma, não há como buscar a eficiência gerencial e produtiva sem contar com o apoio da tecnologia. Apesar de existirem plataformas completas de gestão agropecuária à disposição dos produtores, 54% dos que foram questionados pela Embrapa acredita “não ser necessário” medir o desempenho do plantel para garantir a manutenção futura dos lucros.

Essa questão cultural é a base para erros e imprevistos que, na análise detalhada de longo prazo, poderiam ser evitados. O acompanhamento, que em algumas situações é feito em planilhas manuais ou sistemas improvisados, ganhou aliados importantes, dedicados às rotinas da fazenda, que permitem a leitura de diversas informações provenientes de várias fontes diferentes, a qualquer momento.

Monitoramento de dados: a base do controle de gado eficiente

O volume de informações a serem coletadas e processadas pelas fazendas pode ser uma das justificativas dos produtores que mantêm os métodos tradicionais na gestão da propriedade. De fato, ao fazer o controle individual do plantel, o acompanhamento gera uma grande quantidade de dados, já que cada animal tem histórico de informações relacionadas ao consumo, ganho de peso, aplicação de medicamentos e outros aspectos. Isso deve ser analisado de forma particularizada, permitindo a aferição individual da performance.

Em se tratando de um sistema produtivo de engorda tipo confinamento, a coleta e triagem dessas informações pode ser facilitada. Por meio do controle por lotes, os indicadores aparecem reunidos conforme a especificidade de cada conjunto de indivíduos. Eles podem ser agrupados por raça, categoria, aspectos genéticos e tempo de vida, por exemplo, permitindo a elaboração de comparações considerando dados zootécnicos, financeiros e outros critérios. Nesse sistema, a escolha de uma plataforma completa de gestão agropecuária é fundamental para permitir ao produtor predizer o ponto ótimo de abate de cada animal ou lote e, assim, identificar a janela de abate de maior lucratividade para a fazenda.

O sistema, além de possibilitar a gestão mais eficiente da informação, padroniza e simplifica a coleta dos dados. Pelo método, a facilidade se dá pela possibilidade de inserir todas as informações do negócio no sistema. Basta o gestor informar quanto de alimentação foi fornecida e consumida, quais medicamentos foram administrados e outras variáveis para obter um “retrato” atualizado da propriedade. Softwares mais avançados são integrados com sistema de automação da fábrica de ração e da distribuição do alimento nos cochos, eliminando a coleta manual dos dados. Nesses casos, os sistemas existentes se conectam com sensores dos equipamentos e lêem os dados em tempo real, aumentando o grau de precisão dos relatórios e balanços.

Exemplos de informações que podem ser obtidas a partir do uso de um software de gestão agropecuária:

  • Controle de contrato (compra, Boitel, parceria produzida);
  • Peso de entrada individual e por lote;
  • Peso de saída individual e por lote;
  • Identificação individual por animal (SISBOV ou número de controle);
  • Consumo de matéria seca/dia por animal e lote;
  • Previsão de fornecimento diário de ração com base na leitura de cocho digitalizada;
  • Controle de eficiência na fabricação e fornecimento de ração;
  • Controle de estoque de insumos;
  • Controle sanitário;
  • Rendimento de carcaça;
  • Ganho líquido de carcaça;
  • Custo por arroba produzida;
  • Lucro por arroba;
  • Lucro total;

Para aumentar a precisão dos dados coletados e ampliar as possibilidades de controle e gestão das informações é fundamental analisar as funcionalidades do software. Exemplos de funcionalidades a considerar:

  • Integração com o software de rastreabilidade;
  • Integração com automação de fabricação e fornecimento de ração;
  • Integração com balanças no curral, na fábrica de ração e nos caminhões de fornecimento;
  • Integração do ERP (Enterprise Resource Planning, um software específico para gestão empresarial);

A decisão sobre o método de controle da produção será do gestor pecuário, mas é importante que ele tenha acesso às ferramentas mais modernas disponíveis no mercado. De fato, a aproximação cada vez maior das atividades dentro da propriedade com a tecnologia é capaz de aumentar a lucratividade com simplicidade e eficiência, interferindo positivamente no alcance das metas produtivas do negócio.

Eficiência dos processos produtivos

O que o animal “fala” sobre isto

Quando falamos de desempenho animal precisamos entender todos os processos que fazem parte do processo produtivo. Neste artigo, trouxemos algumas análises relevantes sobre esse tema.

Analisamos clientes com automação na fábrica de ração para entender o erro por tipo de alimento e, segundo a base de dados da GA, a maioria dos clientes erra para “cima’’ durante a fabricação da dieta. Também foi constatado que os ingredientes proteicos, insumos de alto custo, são os que apresentam a maior margem de erro conforme gráfico abaixo:

Erros na fabricação por tipo de alimento


Fonte: GA + INTERGADO, 2021

O cenário ideal é fabricar e fornecer a dieta o mais próximo do previsto para não “furar” o estoque e, dessa maneira, consumir os ingredientes dentro do planejado para não prejudicar o desempenho do animal (caso seja necessário realizar a troca de ingredientes durante o ciclo) e não aumentar os custos de produção.

Com a tecnologia de pesagem voluntária diária dos animais da Intergado, conseguimos obter todos esses dados e entender o que está impactando na produtividade.

No gráfico abaixo, analisamos um animal de uma fazenda tecnificada. Percebemos que o desvio entre o desempenho previsto pela dieta formulada e pela dieta fornecida foi de apenas 3%, indicando bons índices do processo. (Linha preta e cinza praticamente sobrepostas).

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

O nutricionista dessa propriedade, formulou uma dieta considerando que o animal terminaria o confinamento com 547kg. O cliente estimou o ganho de peso diário no sistema com média de 1,5 kg/dia (linha dourada) com peso final esperado de 515kg. Já a medição diária e individual, através das balanças eletrônicas da Intergado, mostrou que o animal terminou o período confinado com 532kg.

Existe uma diferença entre a predição e a resposta real do animal e, nesse caso específico, a fábrica de ração trabalhava com índices de controle rigorosos, porém com margem para melhoria da eficiência. Vale ressaltar que mesmo com uma boa operação de fábrica, ainda assim, podemos ter diferenças entre a realidade e as previsões.

Concluímos que nessa situação, estamos subestimando a exigência do animal na formulação da dieta e que a tecnologia do “boi sensor” (animal coletando dados para orientar as decisões do pecuarista, através do monitoramento das pesagens diárias voluntárias nas balanças da Intergado) pode ajudar a calibrar o modelo para chegar no ponto de equilíbrio. Vamos entender melhor no próximo gráfico.

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

No gráfico acima, vemos que a linha azul reflete exatamente o que aconteceu com o boi, pois é o acompanhamento feito a partir da pesagem diária do animal. Importante ressaltar que com o dado real temos mais informações para calibrar e tomar decisões referente ao confinamento. Vimos um desvio de 30,52% entre o ganho de peso real e o ganho de peso previsto pelo modelo (linhas preta e cinza praticamente sobrepostas).

Também fica claro que utilizar o ganho linear (linha dourada) não é a melhor opção a ser adotada quanto ao desempenho do animal. Isso pode trazer erros no controle de estoque e, o mais importante, não é possível identificar o que realmente está acontecendo com o animal ao longo do processo de engorda.

Para isso, temos a oportunidade de usar o animal como um sensor da fazenda já que ele responde a todas as interações e usar o conhecimento sobre o seu comportamento para corrigir os processos durante os dias de cocho, equilibrando exigência nutricional e desempenho para tomar melhores decisões produtivas e econômicas.

O custo da perda de desempenho

Naturalmente, ao longo do período confinado, o ganho de peso diário diminui e depois tende a estabilizar. Inicialmente, é maior devido ao ganho compensatório e depois se estabiliza quando o animal já está habituado à dieta, ao cocho e ao ambiente.

Um dos fatores que interferem no desempenho animal é a troca de dietas que exigem uma adaptação do animal à nova formulação. No gráfico abaixo, percebemos o impacto das trocas de dieta em 2 momentos, acarretando uma perda de 5,27 kg que representa R$58,00/cabeça durante o confinamento.

Ganho de peso diário x Dias de confinamento

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

Essas mudanças de ingredientes na dieta podem ser pressionadas pelo mercado ou por falha de algum fornecedor, como aconteceu muito em 2020. Mas, com o planejamento de estoque bem-feito, com insumos suficientes para o ciclo e mantendo as eficiências dos processos (sem perdas) é possível controlar os custos e evitar a troca de ingredientes que prejudicam o desempenho animal. Mesmo quando as trocas são por ingredientes similares em qualidade e energia, a resposta do animal é negativa.

Veja no gráfico abaixo, o que aconteceu em 2020 com 5 mudanças na dieta provocadas por condições de mercado, trocando por ingredientes de igual valor nutricional:

Composição das dietas x Ganho de peso diário (GPD) x Energia metabolizável (EM)

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

As linhas tracejadas na vertical indicam os períodos em que foram realizadas trocas de ingredientes por indisponibilidade no mercado. Na linha laranja, temos a Energia Metabolizável (EM) que foi entregue ao longo do tempo, considerando as mudanças de ingredientes. Nota-se que o nutricionista tentou manter estável durante as trocas, mas na linha verde temos o GPD do animal mostrando quedas drásticas em cada troca.

Os animais estavam abaixo do seu potencial máximo e, segundo estimativas, para recuperar as perdas, os animais precisariam de 9 dias a mais de cocho, representando um custo adicional de R$117,00 por cabeça.

Em casos em que é necessário fazer a mudança na dieta, o mais recomendado é realizar essa troca de forma gradativa e, assim, facilitar a adaptação do animal e reduzir perdas de desempenho. A melhor forma de fazer isso é com a automação da fabricação e do fornecimento, que facilitam intercalar diferentes dietas ao longo do dia de trato e por períodos determinados.

Importante entender que o bovino é um animal que gosta de rotina e as decisões que tomamos durante o período confinado refletem diretamente na performance do animal. Utilizar o animal como “sensor” é uma grande oportunidade de tomar decisões assertivas. Dessa maneira, fica claro que para ser um bom pecuarista é preciso ser um bom planejador e também um bom observador.

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