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A visão do dono define o tipo de resultado?

Para responder essa pergunta, primeiramente precisamos entender quais dados e qual a fonte de informação esse pecuarista tem em mãos para tomar suas decisões. Isso só reforça a importância do controle, administração e gestão de todos os dados da propriedade.

A base de dados da GA representa 68% do mercado de confinamento brasileiro e, ao analisarmos o comportamento desses confinadores, vemos que 28% deles não atualizam os custos operacionais da sua atividade há mais de 1 ANO e lançam um valor de diária estimado, na maioria das vezes. Ao considerar a alta dos custos em 2020, isso representa um grande risco para o negócio e inviabiliza medir a rentabilidade do negócio da forma correta.

Por sua vez, 72% dos clientes GA de alta gestão atualizam essa informação a cada dois meses e, ao fazerem isto, reduzem o risco e garantem resultados mais confiáveis. Já aqueles que fazem a integração com ERP têm esse ajuste mensal e de forma dinâmica, o que torna a apuração do resultado muito mais segura.

É importante entender que existem diferentes maneiras de observar e medir os resultados. Mas afinal de contas, qual é a melhor? Vamos entender essa evolução:

Foco no custo – Nesta etapa, o produtor se dedica aos custos, então realiza boas compras de insumos e animais de reposição.

Foco na receita – O produtor realiza boas vendas e tenta obter boas negociações de seus animais.

Foco na produtividade – Otimização dos processos para melhorar os índices e aumentar sua margem (bonificações ou premiações do frigorífico, por exemplo)

Foco no capital – Trabalha focado na rentabilidade e retorno do seu negócio, pois atingiu o alto nível de maturidade da gestão.

É importante entender que essa é uma escalada da baixa para alta gestão de maturidade e esse processo também está relacionado aos diferentes perfis do pecuarista, pois cada um tem habilidades que devem ser usadas ao seu favor.

“Operar em baixa maturidade, é estar em um risco muito elevado.” – Paulo Marcelo (CEO da GA)

O que muda da visão produtiva para a visão econômica na minha fazenda?

Na gestão de alta performance, onde se utiliza soluções de gestão integradas à sistemas ERP, é possível enxergar o mesmo animal como DRE (Demonstrativo de Resultado do Exercício), e isso muda completamente a visão de negócio e daquilo que será medido para se chegar ao resultado desejado.

Nessa mudança de visão produtiva para uma visão empresarial, o produtor deixa de monitorar apenas o peso de entrada/saída do animal e passa a acompanhar o seu estoque de arrobas que, ao valor da cotação do dia, mostra o valor real do ativo biológico do seu negócio.

Pode até parecer uma simples mudança de conceito, mas na prática significa saber seu estoque real e o quanto ele vale, obtendo uma visão de caixa mais precisa. Com informações econômicas é possível conectar os relatórios zootécnicos aos contábeis e os números revelam o valor real do seu negócio de forma mais segura. Para isso, vamos entender os perfis da gestão do negócio rural.           

Perfil de gestão de Negócio

O pecuarista com baixa gestão não consegue ter uma visão real do seu negócio. Se analisarmos os custos nutricionais em uma gestão de baixa maturidade, os valores são fixos ou atualizados apenas na última compra. Já na alta maturidade, esses custos são extremamente dinâmicos, a cada entrada de insumo o sistema de gestão da GA, integrado ao ERP, gera uma média ponderada móvel que, somada ao custo operacional da fábrica, fornece o custo real da dieta desses animais.

Nota-se o alto risco financeiro dentro do negócio quando consideramos que a nutrição representa cerca de 80% do custo da atividade.

Todas as anotações e registros realizados por humanos estão suscetíveis à erros, o que deixa o pecuarista em uma posição insegura sobre seu negócio. Índices como gestão de estoque, fluxo de caixa, eficiência de fornecimento e fabricação da ração são diretamente afetados, consequentemente, o resultado econômico não é confiável. Na alta maturidade, o resultado econômico está integrado com o resultado da contabilidade geral e fornece números mais precisos. Nesse cenário, o pecuarista consegue controlar melhor a exposição aos riscos e aproveitar as oportunidades do mercado.

Para saber mais informações sobre gestão de alta performance na pecuária, não deixe de participar do Circuito de Alta Performance.

Saiba mais em: Circuito Pecuária de Alta Performance

Conteúdo e Estudos:

Paulo Marcelo (CEO da GA): Zootecnista, mestre em Produção Animal e pioneiro na aplicação da ciência de dados na pecuária.

Marcelo Ribas (CEO Intergado): Veterinário, doutor em Zootecnia e responsável pela área de pesquisa e inovação da Intergado.

Análises:

Time de Estatísticos e Cientistas de Dados GA e Intergado

Produção do conteúdo:

Milena Marzocchi (Analista de Negócios da GA): Zootecnista, mestre em produção animal sustentável, especialista em marketing.

Eficiência dos processos produtivos

O que o animal “fala” sobre isto

Quando falamos de desempenho animal precisamos entender todos os processos que fazem parte do processo produtivo. Neste artigo, trouxemos algumas análises relevantes sobre esse tema.

Analisamos clientes com automação na fábrica de ração para entender o erro por tipo de alimento e, segundo a base de dados da GA, a maioria dos clientes erra para “cima’’ durante a fabricação da dieta. Também foi constatado que os ingredientes proteicos, insumos de alto custo, são os que apresentam a maior margem de erro conforme gráfico abaixo:

Erros na fabricação por tipo de alimento


Fonte: GA + INTERGADO, 2021

O cenário ideal é fabricar e fornecer a dieta o mais próximo do previsto para não “furar” o estoque e, dessa maneira, consumir os ingredientes dentro do planejado para não prejudicar o desempenho do animal (caso seja necessário realizar a troca de ingredientes durante o ciclo) e não aumentar os custos de produção.

Com a tecnologia de pesagem voluntária diária dos animais da Intergado, conseguimos obter todos esses dados e entender o que está impactando na produtividade.

No gráfico abaixo, analisamos um animal de uma fazenda tecnificada. Percebemos que o desvio entre o desempenho previsto pela dieta formulada e pela dieta fornecida foi de apenas 3%, indicando bons índices do processo. (Linha preta e cinza praticamente sobrepostas).

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

O nutricionista dessa propriedade, formulou uma dieta considerando que o animal terminaria o confinamento com 547kg. O cliente estimou o ganho de peso diário no sistema com média de 1,5 kg/dia (linha dourada) com peso final esperado de 515kg. Já a medição diária e individual, através das balanças eletrônicas da Intergado, mostrou que o animal terminou o período confinado com 532kg.

Existe uma diferença entre a predição e a resposta real do animal e, nesse caso específico, a fábrica de ração trabalhava com índices de controle rigorosos, porém com margem para melhoria da eficiência. Vale ressaltar que mesmo com uma boa operação de fábrica, ainda assim, podemos ter diferenças entre a realidade e as previsões.

Concluímos que nessa situação, estamos subestimando a exigência do animal na formulação da dieta e que a tecnologia do “boi sensor” (animal coletando dados para orientar as decisões do pecuarista, através do monitoramento das pesagens diárias voluntárias nas balanças da Intergado) pode ajudar a calibrar o modelo para chegar no ponto de equilíbrio. Vamos entender melhor no próximo gráfico.

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

No gráfico acima, vemos que a linha azul reflete exatamente o que aconteceu com o boi, pois é o acompanhamento feito a partir da pesagem diária do animal. Importante ressaltar que com o dado real temos mais informações para calibrar e tomar decisões referente ao confinamento. Vimos um desvio de 30,52% entre o ganho de peso real e o ganho de peso previsto pelo modelo (linhas preta e cinza praticamente sobrepostas).

Também fica claro que utilizar o ganho linear (linha dourada) não é a melhor opção a ser adotada quanto ao desempenho do animal. Isso pode trazer erros no controle de estoque e, o mais importante, não é possível identificar o que realmente está acontecendo com o animal ao longo do processo de engorda.

Para isso, temos a oportunidade de usar o animal como um sensor da fazenda já que ele responde a todas as interações e usar o conhecimento sobre o seu comportamento para corrigir os processos durante os dias de cocho, equilibrando exigência nutricional e desempenho para tomar melhores decisões produtivas e econômicas.

O custo da perda de desempenho

Naturalmente, ao longo do período confinado, o ganho de peso diário diminui e depois tende a estabilizar. Inicialmente, é maior devido ao ganho compensatório e depois se estabiliza quando o animal já está habituado à dieta, ao cocho e ao ambiente.

Um dos fatores que interferem no desempenho animal é a troca de dietas que exigem uma adaptação do animal à nova formulação. No gráfico abaixo, percebemos o impacto das trocas de dieta em 2 momentos, acarretando uma perda de 5,27 kg que representa R$58,00/cabeça durante o confinamento.

Ganho de peso diário x Dias de confinamento

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

Essas mudanças de ingredientes na dieta podem ser pressionadas pelo mercado ou por falha de algum fornecedor, como aconteceu muito em 2020. Mas, com o planejamento de estoque bem-feito, com insumos suficientes para o ciclo e mantendo as eficiências dos processos (sem perdas) é possível controlar os custos e evitar a troca de ingredientes que prejudicam o desempenho animal. Mesmo quando as trocas são por ingredientes similares em qualidade e energia, a resposta do animal é negativa.

Veja no gráfico abaixo, o que aconteceu em 2020 com 5 mudanças na dieta provocadas por condições de mercado, trocando por ingredientes de igual valor nutricional:

Composição das dietas x Ganho de peso diário (GPD) x Energia metabolizável (EM)

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

As linhas tracejadas na vertical indicam os períodos em que foram realizadas trocas de ingredientes por indisponibilidade no mercado. Na linha laranja, temos a Energia Metabolizável (EM) que foi entregue ao longo do tempo, considerando as mudanças de ingredientes. Nota-se que o nutricionista tentou manter estável durante as trocas, mas na linha verde temos o GPD do animal mostrando quedas drásticas em cada troca.

Os animais estavam abaixo do seu potencial máximo e, segundo estimativas, para recuperar as perdas, os animais precisariam de 9 dias a mais de cocho, representando um custo adicional de R$117,00 por cabeça.

Em casos em que é necessário fazer a mudança na dieta, o mais recomendado é realizar essa troca de forma gradativa e, assim, facilitar a adaptação do animal e reduzir perdas de desempenho. A melhor forma de fazer isso é com a automação da fabricação e do fornecimento, que facilitam intercalar diferentes dietas ao longo do dia de trato e por períodos determinados.

Importante entender que o bovino é um animal que gosta de rotina e as decisões que tomamos durante o período confinado refletem diretamente na performance do animal. Utilizar o animal como “sensor” é uma grande oportunidade de tomar decisões assertivas. Dessa maneira, fica claro que para ser um bom pecuarista é preciso ser um bom planejador e também um bom observador.

Para acessar mais conteúdos como este, não deixe de participar nossa Trilha de Conhecimento.

Saiba mais em: Trilha do Conhecimento GA

Conteúdo e Estudos:

Marcelo Ribas (CEO Intergado)

Veterinário, doutor em Zootecnia e responsável pela área de pesquisa e inovação da Intergado.

Paulo Marcelo (CEO da GA)

Zootecnista, mestre em Produção Animal e pioneiro na aplicação da ciência de dados na pecuária.

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Time de Estatísticos e Cientistas de Dados GA e Intergado

Produção do conteúdo:

Milena Marzocchi (Analista de Negócios da GA)

Zootecnista, mestre em produção animal sustentável, especialista em marketing.

Gerenciamento rural profissional: o que diferencia um bom de um mau gestor

Gerenciamento rural na pecuária: veja como a tecnologia ajuda a diferenciar um bom e um mau produtor
Gerenciamento rural na pecuária: veja como a tecnologia ajuda a diferenciar um bom e um mau produtor

Não pode ler agora o post “Gerenciamento rural profissional: o que diferencia um bom de um mau gestor”? Clique no play e ouça este conteúdo:

O gerenciamento rural de propriedades ligadas à pecuária está evoluindo. Esse movimento que não começou agora — já são pelo menos 20 anos numa curva ascendente — intensifica o foco do produtor nos resultados e o incentiva a profissionalizar ainda mais a fazenda, deixando de lado formas ultrapassadas de monitoramento e acompanhamento da evolução do rebanho para dar lugar às análises criteriosas de dados e às previsões de curto, médio e longo prazos. É basicamente a desconstrução do tradicional ditado que diz que “o olho do dono é que engorda o boi”. Agora, o “olho na tela é que engorda o lucro”.

 

Esse comportamento já é encontrado na maioria das fazendas brasileiras, que deixaram a gestão agropecuária tradicional para migrar para o que há de mais moderno e tecnológico na lida com o plantel. Também pudera: além da sustentabilidade financeira da propriedade, os produtores rurais ou administradores precisam dar conta de atender o crescimento da demanda de proteína animal bovina previsto por especialistas do mercado, que deve alcançar taxas superiores a 2% ao ano nos próximos 9 anos. Ao final desse período, a quantidade de carne produzida em 2027 deve ser de 11,4 mil toneladas, o que corresponde a uma variação de 20,5% em relação ao volume que foi produzido ao longo do ano passado.


 

Naturalmente, a exigência não é só por quantidade, mas também por qualidade. Os consumidores querem cada vez mais carnes que possam ter a confiança atestada, com controle de origem e informações sobre a produção. A preocupação com a saúde dos animais, por exemplo, deixou de ser exclusiva do dono ou administrador do negócio: o público também quer ter essas informações à disposição, geralmente por meio de um QRCode na própria embalagem, para saber se o boi foi vacinado corretamente com garantia de que não há carência de medicamentos, além de saber a origem, a avaliação do produtor relacionada à questões de bem estar animal e sustentabilidade socioambiental e outras. Mas como oferecer tantas informações e detalhes sem incorporar à rotina da fazenda mais manejos, operações ou tempo dedicado para obter esses dados?

 

Tecnologia facilita o gerenciamento rural

 

A pecuária moderna está cada vez mais dinâmica com inovações na parte técnica e tecnológica, o que tem exigido mais profissionalismo e um aperfeiçoamento constante por parte do produtor e dos gestores. Aqui o ditado que citamos antes torna-se verdadeiro: o gerente da fazenda ou dono do empreendimento deve se preocupar com todo o processo produtivo, e não apenas com a oscilação do mercado ou as demandas recorrentes apresentadas pelo superior hierárquico (se for o caso). Você sabe que a pecuária é um tipo de negócio que pode ser muito sensível às interferências de fatores externos, e controlar de perto cada indicador é a chave para a boa rentabilidade da fazenda.

 

Ao contrário do que acontecia nas décadas de 80 e 90, hoje não é viável que o desenvolvimento dos bois, a definição da melhor época para o início da estação de monta, o atingimento do ponto ótimo de abate, planejamento de fluxo de caixa – dentre outros ainda mais específicos – sejam definidos apenas com base na observação unicamente de aspectos visíveis aos olhos ou apostando todas as fichas na experiência adquirida nas práticas tradicionais. É claro que esse tipo de conhecimento tem valor, mas se ele for sustentado por dados precisos e por uma análise estratégica do contexto e sua relação com as metas do negócio, será possível ter muito mais certezas na evolução do ciclo produtivo e, principalmente, nos resultados de curta, médio e longo prazos.

 

Por exemplo: em muitos casos, o gestor pecuário vive longe da propriedade e as visitas às fazendas não são tão frequentes. Há casos de pecuaristas que, pela quantidade de negócios que têm pelo Brasil, não conseguem estar em uma unidade em intervalos menores do que dois meses. Em situações assim, como ele poderá acompanhar o andamento da sua produção para tomar as decisões no tempo necessário?

 

Essas questões assim são facilmente resolvidas com o uso de soluções de gestão agropecuária baseadas no que há de mais moderno na tecnologia para o campo. Por meio da coleta automatizada de dados, e relatórios gerados em tempo real dos mais diversos indicadores e da análise dessas informações é possível aferir o desenvolvimento de cada animal, por meio de chips, sensores e de algoritmos que recebem os dados e os convertem em valiosas informações gerenciais disponíveis na tela do computador.

 

Gerenciamento rural de qualidade, onde quer que esteja

 

Aproveitando novamente o exemplo acima, o gerenciamento rural com uma visão empresarial permite que as limitações de distância, tempo e precisão das informações não exista mais. Como a produção passa a ser monitorada integralmente, a partir de tablets e smartphones operados pelo próprio funcionário, a situação real do que ocorre em qualquer dos processos produtivos da cria ao confinamento intensivo, pode ser monitorada a qualquer momento, e de qualquer lugar que ofereça uma conexão à internet.

 

Por meio dessas informações, o gestor consegue saber no que precisa concentrar mais atenção, os fatores que podem estar prejudicando o atingimento das metas estabelecidas, o desempenho do rebanho e da equipe, bem como direcionar a atividade produtiva e as estratégias de manejo. É a rédea do negócio, literalmente, na palma da mão do dono e do gerente da propriedade.

 

Gerenciamento rural: impacto sem volta

 

Essa situação que prevê o uso intensivo da tecnologia é uma jornada sem volta. Os negócios que compreenderem a importância da administração inteligente das fazendas por meio de um software de pecuária terão curvas expressivas de crescimento e “colherão os frutos” dessa renovação na atividade gerencial por meio dos lucros e dos diferenciais em relação aos concorrentes.

 

Dessa forma, a pecuária tradicional vem se modernizando rapidamente e se adaptando às novas tecnologias para alcançar um nível de controle, gestão e resultados que era improvável há quase 10 anos atrás. O apego às velhas técnicas de produção está dando lugar a adoção da inovação para evoluir o rebanho e revolucionar a fazenda.

Para acompanhar outras informações sobre esse assunto, visite o nosso blog e conheça as soluções no nosso site.

 


Se você se interessa por pecuária no Brasil, confira outros materiais publicados no nosso blog:

  • A evolução da pecuária no Brasil
  • Estação de monta: boas práticas para gerar melhores resultados na sua propriedade
  • Recria de bezerros: como manter uma boa gestão

 

controle de gado de corte

O bom resultado vem da origem

Todo produtor deveria conhecer todos os custos envolvidos no seu negócio, pois quando falamos de sucesso na pecuária, é importante conhecer e controlar os custos de produção com profundidade.

É possível que o produtor realize negócios com segurança, desde que tenha estratégias bem definidas. A atividade pecuária é arriscada e envolve diversas variáveis. Algumas são controláveis e outras nem tanto, como por exemplo as oscilações do mercado.

Os custos mais impactantes do confinamento são de reposição e nutrição. A reposição representa 80% do custo total do negócio e a nutrição representa de 80-90% do custo de produção. Com participações tão representativas, fica claro que ter uma gestão de alta maturidade, controlar e acompanhar os custos é extremamente necessário.

(Fonte GA, 2021)

Quais fatores podem afetar o bolso do pecuarista? Vejamos:

  • Preço de mercado

É importante estar atento às oscilações dos preços e oportunidades que o mercado pode te oferecer. O momento atual é delicado devido à baixa oferta de animais e consequente valorização dos animais de reposição.

  • Fornecedor

Entender seus parceiros, identificar quem são os melhores fornecedores que entregam animais mais homogêneos e com melhor previsibilidade de resposta – aqueles lotes que “deixam” mais resultado e com que frequência isso acontece.

  • Distância (Transporte)

Entender que a distância pode impactar as primeiras semanas de adaptação e na resposta sanitária dos protocolos de entrada. É importante traçar uma operação para que isso não atrapalhe o desempenho do animal.

  • Gestão de contrato

É de extrema importância ter o controle das informações negociadas em um contrato para saber o valor real por cabeça, fornecedor e período, para tomar decisões mais assertivas na compra e pagar o justo pelo melhor resultado.

  • Custo da aquisição (Frete/Comissão)

Envolve a compra do animal, frete, comissão e outros valores que impactarão no valor final do animal.

  • Manejo de entrada

Trata-se dos primeiros manejos, formação de lotes, adaptação dos animais e como isso pode impactar no resultado.

Fica claro que a impossibilidade de controlar as variáveis externas pode afetar a rentabilidade do negócio. Portanto, é fundamental que o produtor tenha total controle e busque sempre melhorias sobre as variáveis internas para que aproveite as melhores oportunidades de reposição.

Para entender esse cenário através de dados, fizemos uma simulação entre o valor pago pelo boi magro e os valores de eficiência biológica do animal (a eficiência biológica avalia o custo da carcaça produzida, ou seja, quanto de comida o animal precisou para produzir 1@ de carcaça).

Sabemos que outras variáveis como manejo, controle de sobra, trato, eficiência da fábrica e dieta, também interferem no resultado, porém conseguimos fazer uma previsão do lucro. Veja no gráfico abaixo:

No gráfico da esquerda, o pecuarista teve R$ 431,32 de lucro, porém se ele se tornar mais eficiente pode potencializar o resultado e aumentar o lucro para R$ 520,71/cabeça. Uma diferença de quase R$90,00, devido a eficiência biológica.

Vamos supor que uma propriedade atingiu a máxima eficiência biológica e os animais de reposição são similares ao exemplo anterior, porém devido às oscilações do mercado, o pecuarista pagou mais caro pelo boi magro. Nesta situação, o resultado foi de R$ 204,00/cabeça. Se ele tivesse feito uma compra padrão, em valores justos, esse valor alcançaria R$ 658,03 por cabeça, o que o resulta em uma diferença de R$ 454,03 por animal.

Em propriedades que já tem uma estrutura bem definida ou estão em processo contínuo de melhorias (automação da fábrica, controle de estoque, leitura de cocho), fica evidente que a compra do boi magro bem feita favorecerá o lucro. Ressaltamos a importância de realizar bons negócios na compra do boi magro e se proteger de outras variáveis.

“Boi bom é o que deixa o melhor lucro.” Marcelo Ribas (Diretor Executivo da Intergado)

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