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Inteligência de negócios X Inteligência artificial na pecuária

Inteligência de negócios X Inteligência artificial na pecuária
Inteligência de negócios X Inteligência artificial na pecuária: entenda melhor essa diferença

Hoje vamos conversar sobre a inteligência artificial na pecuária brasileira e de que forma isso interfere na inteligência do seu negócio. Você sabe como aproveitar a tecnologia neste sentido?

 

Em primeiro lugar, é importante dizer que essas discussões não são apenas importantes, mas imprescindíveis para o cenário que vivemos hoje. O Brasil tem um PIB agropecuário que chega a R$ 1,5 trilhão por ano e nós somos um dos três maiores exportadores de alimentos do planeta. Tão grandiosa quanto essa posição é a nossa responsabilidade: espera-se que o Brasil responda por 40% de toda a produção de alimentos que deve dobrar até 2050 para atender a demanda do aumento populacional no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação.


Seremos 9 bilhões de pessoas que vão consumir mais frutas, verduras, legumes, grãos e principalmente, mais carne. A produção de proteína animal precisará aumentar pelo menos 13% para atender às demandas dos mercados interno e externo. Mas qual é o melhor caminho para chegarmos a esse volume? Como podemos começar a escalar nossa produção hoje e transformar a produtividade da pecuária brasileira?

 

Aplicação da inteligência artificial na pecuária

 

Muita gente ainda tem uma visão equivocada de que o campo e os computadores são de universos totalmente diferentes e, pior, que não são compatíveis. Alguns gestores agropecuários têm resistência em buscar e implantar soluções e recursos tecnológicos nas suas fazendas. Adotar tecnologia exige uma mudança de cultura que começa pela maneira como o dono vê o negócio até chegar na ponta mudando o jeito como o peão lida com o animal. O fator humano é a grande questão já que a barreira da infraestrutura necessária para o uso da tecnologia no campo – acesso à energia, internet, equipamentos adaptados ao meio rural e softwares específicos para a pecuária – já foi superada há muito tempo. Mas muitos pecuaristas insistem em viver no passado enquanto o mercado evolui a galopes montado na análise dos dados gerados no campo. E contra dados não há “achismos”. Com dados confiáveis nas mãos, o produtor tem a segurança de tomar as melhores decisões para o seu negócio.

 

Mais que uma ferramenta tecnológica, um sistema de gestão completo é a representação concreta da inteligência de mercado. Pra entender o que isso significa basta perceber que todos os recursos disponíveis no software foram desenvolvidos para atender as necessidade do mercado, portanto são a tradução das melhores práticas. O que significa que, se você não usa os recursos disponíveis, muito provavelmente você está perdendo mercado para os produtores que usam. Esses têm uma visão mais precisa e completa do seus negócios e podem, a partir disso, identificar oportunidades que você está perdendo porque não tem informação suficiente para perceber quais são. Simples assim.

 

Ainda que os modelos de negócios de um ou outro produtor sejam diferentes, os processos, as métricas e os indicadores são os mesmos. Seja na cria, na recria, na engorda a pasto ou no confinamento é necessário controlar a nutrição, a sanidade, a curva de ganho de peso, o fluxo de caixa, inventário do gado, movimentações e manejos, dentre muitos outros. O que muda é a análise e o cruzamento dos dados para simular os cenários mais eficientes e rentáveis de cada modelo. E para provar essa tese o que mais se vê pelo Brasil são casos de sucesso do uso de softwares de gestão agropecuária.

 

Cases de sucesso: é possível aplicar inteligência artificial na pecuária?

 

Um desses casos é o da Fazenda Nova Piratininga, que fica no município de São Miguel do Araguaia, em Goiás. Essa é uma das maiores propriedades do Brasil, com uma área total de mais de 205 mil hectares. O negócio deles tem pelo menos 130 mil cabeças de gado, 1,7 mil quilômetros de estradas, 1,8 mil pastos e cerca de 300 funcionários. Obviamente que os números, impressionantes, já indicam que controlar tudo isso não é uma tarefa das mais fáceis.

 

Há pouco menos de dez anos o que existia lá era uma megaestrutura sub-aproveitada. Apesar da área construída, ninguém sabia sequer quantos animais estavam dentro da porteira. O manejo não existia e a coisa “corria solta”, sem nenhuma preocupação com a produtividade.

 

O salto se deu quando os novos gestores da fazenda implantaram uma solução completa de gestão agropecuária e prepararam as equipes a operá-lo. Nada complicado, e a capacitação dos funcionários aconteceu de forma rápida. Eram muitas novidades, claro, mas o resultado que eles alcançaram a partir daquele momento entrou para a história do negócio e o transformou num case nacional.

 

Os gestores associaram o uso das melhores técnicas à tecnologia e a estratégia deu um grande resultado. Com a adoção da Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), a equipe e os animais se acostumaram ao manejo e cuidado na coleta de dados desse processo começou a mostrar a realidade da fazenda na parte da cria, dando condições dos técnicos e zootecnistas de acompanhar e monitorar indicadores estratégicos para o negócio e, principalmente, puderam planejar as melhorias necessária para evoluir o rebanho e alcançar os resultados projetados para o seu modelo de negócio.

 

Resultado: na estação de monta do período de 2017/2018, a fazenda trabalhou com 52 mil matrizes e fez 68 mil protocolos de IATF. Foram mais de 360 mil manejos e o gerenciamento de 35 currais passou a acontecer simultaneamente, em tempo real — o que seria impossível de se fazer apenas com a força humana.

 

Essa mudança importante na gestão, sobre a qual nós já falamos no nosso blog num post especial sobre o assunto, fez surgir um novo horizonte de oportunidades. A compilação de todos os dados numa mesma plataforma permitiu explorar o potencial das máquinas (inteligência artificial na pecuária) em prol do movimento do mercado (inteligência de negócio). O produtor já não está mais sozinho gastando seu tempo e energia para fazer montar fórmulas e interpretar os números em planilhas preenchidas no curral pelos peões. Agora o produtor está analisando diversos cenários de negócio em gráficos visualmente amigáveis a partir de dados colhidos com precisão mostrando a realidade da fazenda em tempo real. Em qual desses dois casos você acredita que o gestor tomará melhores decisões?

 

Essa condição aprimorada de gerenciamento permitiu à fazenda pensar em outras estratégias, como investir na rastreabilidade da carne para alcançar outros clientes. Com as informações detalhadas sobre cada animal desde a entrada na porteira até a saída dele da propriedade, fica mais fácil planejar a aproximação com o consumidor final que quer cada vez mais transparência no processo que envolve o produto que ele coloca na mesa.

 

A mensagem que deixo pra você é essa: não perca tempo fazendo o que as máquinas podem fazer melhor e mais rápido que você. Concentre sua energia em fazer aquilo só você pode fazer: decidir o presente e o futuro da sua fazenda! E, certamente, a inteligência artificial na pecuária é uma grande aliada.


Se você se interessa por pecuária no Brasil, inteligência artificial na pecuária e demais tendências nessa área, confira outros materiais publicados no nosso blog:

  • Existe evolução sem revolução? Um breve cenário da pecuária de precisão no Brasil – e o que nos espera
  • Medição de resultados de monta natural e IATF: como a tecnologia pode ajudar
  • A evolução da pecuária no Brasil
  • Gerenciamento rural profissional: o que diferencia um bom de um mau gestor

controle de gado de corte

Gestão pecuária: perspectivas para 2019

gestão pecuária
Perspectivas e possibilidades na gestão pecuária em 2019

O novo ano chegou e a possibilidade de crescimento do lucro das fazendas e propriedades agropecuárias do Brasil está, novamente, entre os principais desejos dos empreendedores e donos do negócio. Além da simples necessidade de ampliação do faturamento para a manutenção do negócio, você sabe que há uma responsabilidade muito grande sobre quem lida com a produção de gado: a necessidade de suprimento da demanda crescente dos mercados nacional e internacional. Para atendê-la é fundamental investir em gestão pecuária de qualidade.

Expectativas otimistas já apontam 2019 como o ano da retomada dos negócios depois de um 2018 delicado por conta de fatores como a greve dos caminhoneiros — que interferiu negativamente no fornecimento de insumos. No mercado internacional, houve redução no volume de carne comprada pela Rússia, Arábia Saudita e China. Mas a adesão de tecnologias de ponta e análise de dados estão acelerando o desempenho do agronegócio brasileiro com previsão de aumento da performance nos próximos doze meses.

O próprio Ministério da Agricultura prevê que ocorra uma recuperação expressiva no valor bruto da produção pecuária brasileira “da porteira pra dentro”: quatro das cinco cadeias ligadas à pecuária devem ampliar o volume de negócios que serão fechados. Só o setor de bovinos deve movimentar R$ 79 bilhões ao longo deste ano.

Outra leitura feita por especialistas nacionais aponta que a expectativa de bois terminados a pasto nos próximos anos deve ser classificada como “confortável”, ou seja, não haverá falta de animais para o abate e o preço da arroba do boi gordo deve se manter estável. Apesar da perspectiva de oferta crescente de animais, há uma tendência de fortalecimento do mercado doméstico.

E você, está preparado para enfrentar esse momento que se aproxima? Para te ajudar a verificar se a sua propriedade está apta a lidar com essas exigências de quantidade e qualidade que já estão aparecendo no horizonte da gestão pecuária brasileira, nós produzimos este e-book que apresenta detalhadamente quais são as perspectivas e as possibilidades do setor neste novo ano. O conteúdo é totalmente gratuito, basta clicar no link para acessá-lo!

Se você preferir, preencha o formulário abaixo e receba o material no seu e-mail:

 


 

Gestão pecuária exige investimentos na cria

Nós elaboramos esse material a partir da manifestação dos maiores especialistas do Brasil em gestão pecuária. Eles explicam a importância de investir nas etapas do ciclo produtivo e dedicar atenção especial à cria, que dentre todas é a que tem mais capacidade de direcionar os rumos do negócio.

Luciano Penteado, médico veterinário e consultor que orienta gestores de fazendas de grande porte do País, afirma: “considerar a fase de cria como a menos rentável é um erro estratégico grave, porém muito comum”. Você sabe disso? Qual é a importância que o seu negócio e os seus líderes dão à esta etapa do ciclo produtivo?

O e-book aborda questões que podem levar o gestor agropecuário a esse erro, ainda que involuntariamente. Ao mesmo tempo em que é a mais importante e exige maiores investimentos, esta é justamente a fase que pode demorar mais tempo para dar resultados. E é aí que está o segredo do negócio!

Esta é a fase que exige mais tecnologia, eficiência e qualificação! O uso maciço da tecnologia, pode até parecer que custa mais, mas é exatamente o que vai fazer a taxa de rendimento por hectare da fazenda saltar de forma impressionante.

Suporte tecnológico é fundamental

Ao acessar o nosso e-book sobre as perspectivas e possibilidades para 2019 você vai saber por que a maioria dos especialistas consultados busca estimular nos pecuaristas a mudança de mentalidade. Ainda que as práticas antigas da propriedade tenham sustentado e trazido o negócio até aqui, os próximos tempos são de profunda mudança e exigem uma visão mais moderna e empresarial sobre o negócio rural.

— Sistemas de produção com o ciclo mais curto acabam se destacando e saindo na frente da corrida pela competitividade e alta lucratividade, mas não são sustentados. É preciso lembrar de investir na cria e não esquecer de implementar sistemas avançados baseados na tecnologia, para superar o “ciclo tradicional da vaca”. Nesta condição, quando o preço do bezerro cai, o produtor fica desesperado — afirma Penteado.

Uma plataforma integrada que organize e controle desde a reprodução dos animais até a previsão do ponto ótimo de abate oferece diversas vantagens aos produtores. Muitas das propriedades ainda confia apenas em registros analógicos ou não integrados para controlar a produção. Isso reduz a confiabilidade das informações, que estão sujeitas à diversas falhas humanas.

Por isso, não perca tempo e clique agora no link para ter acesso completo e gratuito ao nosso e-book Gestão Pecuária: perspectivas e possibilidades para 2019. Além disso, você já sabe: saiba mais sobre o mundo da gestão agropecuária no nosso blog e no nosso site.

Boa leitura!

Medição de resultados de monta natural e IATF: como a tecnologia pode ajudar

Medição de resultados de monta natural e IATF: como a tecnologia pode ajudar
Medição de resultados de monta natural e IATF: como a tecnologia pode ajudar? Descubra nesse post!

A monta natural é o sistema de reprodução em que o touro permanece com as vacas durante todo o ano. Para muitos pecuaristas, zootecnistas e veterinários, trata-se de uma forma ultrapassada de se promover a reprodução dos animais, mas a avaliação das propriedades e o acompanhamento da realidade brasileira mostram que, na verdade, 90% das matrizes em idade reprodutiva são cobertas por monta natural (Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP).

Apesar disso, não exercer um controle preciso sobre a estação pode impactar diretamente na boa administração da fazenda. A monta sem definição torna bem mais difícil executar corretamente os controles sanitários, produtivos e reprodutivos do rebanho e pode fazer com que a rentabilidade da fazenda caia. Por esta razão, é fundamental que o dono da fazenda, seus gestores e equipes definam e planejem com a maior precisão possível os melhores períodos para que os acasalamentos aconteçam. Ainda que seja comum realizar essa prática em duas estações ao longo ano, essa estratégia não é sugerida a qualquer tipo de propriedade por fazer com que os nascimentos ocorram durante um intervalo cronológico muito grande. Isso interfere no manejo e facilita a incidência de doenças nos bezerros que nascem na época mais úmida do ano, por exemplo.

Você já sabe da necessidade de observar o processo produtivo da pecuária de corte de ponta a ponta e que o acompanhamento do ciclo por meio de dados é cada vez mais imprescindível para o alcance das metas de produtividade e lucratividade da propriedade, portanto o quanto antes esse processo começar, melhor. Mas como a tecnologia pode ajudar a obter os melhores resultados?

 

Controle aprimorado do rebanho na monta natural

Ao planejar a estação de monta para o início do período das chuvas, o pecuarista e a sua equipe devem considerar todos os fatores que interferem no fluxo produtivo. Nesta fase, não adianta achar que um dado é pequeno o suficiente para passar batido: tudo interfere no resultado final, e por isso é importante para o bom andamento dos procedimentos.

A comparação e a análise de dados por meio de uma ferramenta avançada de controle de gado vão favorecer a desmistificação de algumas crenças que podem iludir e induzir à interpretação equivocada.

Consideremos uma hipótese costumeiramente apresentada por especialistas: um touro P.O. que tenha custado cerca de R$ 8 mil fará parte de um mesmo rebanho por, no máximo, quatro anos. O custo deste animal é, portanto, de R$ 2 mil/ano. Caso ele esteja em um pasto alugado, deve se somar a este valor outros R$ 360 por cada período de 12 meses. Contando a imunização necessária, os medicamentos, a remuneração do colaborador e o manejo ao longo de todo o ano, chega-se ao custo de pelo menos outros R$ 100 por ano. Num cenário de monta natural em que esse touro interaja com um lote de pelo menos 30 vacas, o custo de geração de bezerros será de R$ 2,4 mil por ano.

Agora imagine uma situação semelhante, mas utilizando a Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF). O cálculo é muito mais simples, porque depende unicamente da quantidade de vacas expostas ao sêmen (que custa a partir de R$ 12). Somados os hormônios e o trabalho do inseminador (mais R$ 40), são R$ 1,5 mil para as mesmas 30 vacas.

Esse tipo de comparação até pode ser feita manualmente, mas a partir da adoção de um sistema de gestão agropecuária baseado na precisão de dados, permite ao administrador da fazenda economizar tempo e dinheiro ao tomar a melhor decisão mais rapidamente. Até porque são diversos fatores a serem considerados. Entre eles estão o índice de prenhez, o peso na desmama e o preço de venda.

Monitoramento da monta natural e IATF

A evolução do rebanho desde a reprodução exige uma visão completa do negócio. A organização dos fluxos, como dissemos no começo deste artigo, é imprescindível e não deve acontecer somente dentro da fazenda. Além disso, deve-se contemplar etapas importantes como a cria e a recria, oportunizando a leitura em tempo real e a interpretação completa dos dados, fornecendo:

  •  Calendário dos eventos por lote com controle de toda a operação, incluindo dados do curral, atividades por equipe e profissional;
  • Financeiro: custos de produção individual da matriz e do bezerro;
  • Previsão de parto pós-IATF por meio de relatórios na web e nos coletores off-line;
  • Acompanhamento dos índices de: idade ao primeiro parto, taxa de prenhez, índice de serviço, intervalo entre partos, taxa de nascimento, taxa de concepção por touro por partida, custo da IATF por matriz e por lote, controle de nutrição e suplementação, dentre outros;
  • Histórico de vida do bezerro incluindo alocação de piquete (mapa do gado), custos de sanidade, nutrição a pasto e suplementação, dados zootécnicos, custos operacionais, taxa de desmame, dentre outros;
  • Nutrição: Controle de consumo vaca/bezerro com creep feeding, por cabeça ou percentual do peso vivo e controle de consumo apenas das matrizes;
  • Planejamento da estação de monta com evolução dos resultados para a próxima estação.

Gerenciar tantas informações à mão torna a tarefa de gerar resultados mais árdua e arriscada. Portanto, é importante avaliar as necessidades do seu negócio e quais tecnologias poderão ajudá-lo a evoluir o rebanho e garantir o retorno financeiro da sua atividade.

Para acompanhar outras informações e saber como a tecnologia pode ser aplicada à gestão da sua fazenda, continue lendo o nosso blog e acessando o nosso site.


 

Se você se interessa por pecuária no Brasil, confira outros materiais publicados no nosso blog:

  • A evolução da pecuária no Brasil
  • Estação de monta: boas práticas para gerar melhores resultados na sua propriedade
  • Recria de bezerros: como manter uma boa gestão

controle de gado de corte

Eficiência dos processos produtivos

O que o animal “fala” sobre isto

Quando falamos de desempenho animal precisamos entender todos os processos que fazem parte do processo produtivo. Neste artigo, trouxemos algumas análises relevantes sobre esse tema.

Analisamos clientes com automação na fábrica de ração para entender o erro por tipo de alimento e, segundo a base de dados da GA, a maioria dos clientes erra para “cima’’ durante a fabricação da dieta. Também foi constatado que os ingredientes proteicos, insumos de alto custo, são os que apresentam a maior margem de erro conforme gráfico abaixo:

Erros na fabricação por tipo de alimento


Fonte: GA + INTERGADO, 2021

O cenário ideal é fabricar e fornecer a dieta o mais próximo do previsto para não “furar” o estoque e, dessa maneira, consumir os ingredientes dentro do planejado para não prejudicar o desempenho do animal (caso seja necessário realizar a troca de ingredientes durante o ciclo) e não aumentar os custos de produção.

Com a tecnologia de pesagem voluntária diária dos animais da Intergado, conseguimos obter todos esses dados e entender o que está impactando na produtividade.

No gráfico abaixo, analisamos um animal de uma fazenda tecnificada. Percebemos que o desvio entre o desempenho previsto pela dieta formulada e pela dieta fornecida foi de apenas 3%, indicando bons índices do processo. (Linha preta e cinza praticamente sobrepostas).

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

O nutricionista dessa propriedade, formulou uma dieta considerando que o animal terminaria o confinamento com 547kg. O cliente estimou o ganho de peso diário no sistema com média de 1,5 kg/dia (linha dourada) com peso final esperado de 515kg. Já a medição diária e individual, através das balanças eletrônicas da Intergado, mostrou que o animal terminou o período confinado com 532kg.

Existe uma diferença entre a predição e a resposta real do animal e, nesse caso específico, a fábrica de ração trabalhava com índices de controle rigorosos, porém com margem para melhoria da eficiência. Vale ressaltar que mesmo com uma boa operação de fábrica, ainda assim, podemos ter diferenças entre a realidade e as previsões.

Concluímos que nessa situação, estamos subestimando a exigência do animal na formulação da dieta e que a tecnologia do “boi sensor” (animal coletando dados para orientar as decisões do pecuarista, através do monitoramento das pesagens diárias voluntárias nas balanças da Intergado) pode ajudar a calibrar o modelo para chegar no ponto de equilíbrio. Vamos entender melhor no próximo gráfico.

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

No gráfico acima, vemos que a linha azul reflete exatamente o que aconteceu com o boi, pois é o acompanhamento feito a partir da pesagem diária do animal. Importante ressaltar que com o dado real temos mais informações para calibrar e tomar decisões referente ao confinamento. Vimos um desvio de 30,52% entre o ganho de peso real e o ganho de peso previsto pelo modelo (linhas preta e cinza praticamente sobrepostas).

Também fica claro que utilizar o ganho linear (linha dourada) não é a melhor opção a ser adotada quanto ao desempenho do animal. Isso pode trazer erros no controle de estoque e, o mais importante, não é possível identificar o que realmente está acontecendo com o animal ao longo do processo de engorda.

Para isso, temos a oportunidade de usar o animal como um sensor da fazenda já que ele responde a todas as interações e usar o conhecimento sobre o seu comportamento para corrigir os processos durante os dias de cocho, equilibrando exigência nutricional e desempenho para tomar melhores decisões produtivas e econômicas.

O custo da perda de desempenho

Naturalmente, ao longo do período confinado, o ganho de peso diário diminui e depois tende a estabilizar. Inicialmente, é maior devido ao ganho compensatório e depois se estabiliza quando o animal já está habituado à dieta, ao cocho e ao ambiente.

Um dos fatores que interferem no desempenho animal é a troca de dietas que exigem uma adaptação do animal à nova formulação. No gráfico abaixo, percebemos o impacto das trocas de dieta em 2 momentos, acarretando uma perda de 5,27 kg que representa R$58,00/cabeça durante o confinamento.

Ganho de peso diário x Dias de confinamento

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

Essas mudanças de ingredientes na dieta podem ser pressionadas pelo mercado ou por falha de algum fornecedor, como aconteceu muito em 2020. Mas, com o planejamento de estoque bem-feito, com insumos suficientes para o ciclo e mantendo as eficiências dos processos (sem perdas) é possível controlar os custos e evitar a troca de ingredientes que prejudicam o desempenho animal. Mesmo quando as trocas são por ingredientes similares em qualidade e energia, a resposta do animal é negativa.

Veja no gráfico abaixo, o que aconteceu em 2020 com 5 mudanças na dieta provocadas por condições de mercado, trocando por ingredientes de igual valor nutricional:

Composição das dietas x Ganho de peso diário (GPD) x Energia metabolizável (EM)

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

As linhas tracejadas na vertical indicam os períodos em que foram realizadas trocas de ingredientes por indisponibilidade no mercado. Na linha laranja, temos a Energia Metabolizável (EM) que foi entregue ao longo do tempo, considerando as mudanças de ingredientes. Nota-se que o nutricionista tentou manter estável durante as trocas, mas na linha verde temos o GPD do animal mostrando quedas drásticas em cada troca.

Os animais estavam abaixo do seu potencial máximo e, segundo estimativas, para recuperar as perdas, os animais precisariam de 9 dias a mais de cocho, representando um custo adicional de R$117,00 por cabeça.

Em casos em que é necessário fazer a mudança na dieta, o mais recomendado é realizar essa troca de forma gradativa e, assim, facilitar a adaptação do animal e reduzir perdas de desempenho. A melhor forma de fazer isso é com a automação da fabricação e do fornecimento, que facilitam intercalar diferentes dietas ao longo do dia de trato e por períodos determinados.

Importante entender que o bovino é um animal que gosta de rotina e as decisões que tomamos durante o período confinado refletem diretamente na performance do animal. Utilizar o animal como “sensor” é uma grande oportunidade de tomar decisões assertivas. Dessa maneira, fica claro que para ser um bom pecuarista é preciso ser um bom planejador e também um bom observador.

Para acessar mais conteúdos como este, não deixe de participar nossa Trilha de Conhecimento.

Saiba mais em: Trilha do Conhecimento GA

Conteúdo e Estudos:

Marcelo Ribas (CEO Intergado)

Veterinário, doutor em Zootecnia e responsável pela área de pesquisa e inovação da Intergado.

Paulo Marcelo (CEO da GA)

Zootecnista, mestre em Produção Animal e pioneiro na aplicação da ciência de dados na pecuária.

Análises:

Time de Estatísticos e Cientistas de Dados GA e Intergado

Produção do conteúdo:

Milena Marzocchi (Analista de Negócios da GA)

Zootecnista, mestre em produção animal sustentável, especialista em marketing.

Nutrição – O que precisa acontecer da porteira para dentro

Vimos no artigo anterior o resultado financeiro do confinamento nos últimos 3 anos e como a margem de lucro prevista para 2021 vai exigir um aumento significativo de eficiência na produção destacando o que pode impactar no resultado. Como é uma sequência, recomendo que leia antes este artigo. [colocar link do artigo 1 de nutrição]

Para um resultado mais apurado, fizemos uma simulação de um confinamento com capacidade estática de 5 mil cabeças que realiza 2 giros por ano totalizando 105 dias de confinamento, com um consumo médio diário de 16kg de matéria natural e custo da dieta de R$0,80/kg.

Primeiramente avaliamos a eficiência de fabricação e um dos índices importantíssimos e, para muitos ainda desconhecido, que é o chamado “custo do excesso”. Ele indica o quanto foi fabricado de ração acima dos índices toleráveis. Supondo que esta fábrica tenha que produzir 100kg da dieta e a tolerância da fabricação seja de 5% a mais ou a menos. Isso indica que se fabricar abaixo de 95kg ou acima de 105kg está ultrapassando essa margem de erro tolerado. A isso, chamamos custo do excesso!

É comum vermos que a fábrica sempre erra para valores acima do tolerado e observando a base de dados, sabemos que o custo do excesso representa em média 1% do custo alimentar.

No gráfico acima, vemos fábricas com ótimos índices de eficiência de fabricação (automatizadas) e outras nem tanto (sem automação) e podemos notar as grandes variações dos valores “desperdiçados”.

Em uma eficiência de 50%, o custo do excesso é de R$99,54/cabeça gerando um “desperdício” total de R$995.413,82. Quando trabalhamos com os melhores índices de eficiência, esses valores podem ser reduzidos para R$5,23/cabeça e R$52.390,20 considerando a capacidade de 10 mil animais.

Evolução da eficiência de fabricação (Efeito Dunning-Kruger)

No cliente analisado acima, percebe-se que com a anotação manual da produção da fábrica, a eficiência estava acima de 80%. Em agosto de 2017, foi iniciado o processo de automatização da fábrica do confinamento. Inicialmente, a eficiência registrou queda mostrando os números reais da operação. A partir disso, o produtor pode identificar os erros de estrutura, erros operacionais e falhas humanas que interferiam na eficiência da fábrica. O processo de ajuste levou de 6 meses a 1 ano até que a eficiência estabilizasse de forma correta. Dessa maneira, houve redução significativa no desperdício de ingredientes, melhorando o controle do estoque e reduzindo o custo com a nutrição. Este é o tempo médio de implantação e estabilização, mas já registramos casos em que produtores corrigiram os erros com mais velocidade e colheram resultados em apenas 3 meses.

Fica claro que quanto mais rápido essa transição for feita, menor o impacto financeiro da atividade.

Erros de fabricação e riscos

  • Custo médio equivocado – erro induzido na conta final por animal e lote;
  • Gestão do estoque – importante realizar boas negociações de compra e manter o estoque abastecido, se prevenindo das oscilações do mercado e alterações da dieta;
  • Quebra no peso de entrada – utilizar o balanção na entrada dos animais mascarando o peso correto por animal;
  • Resposta do animal – mudanças na dieta podem impactar negativamente no desempenho do animal.

Abaixo elencamos algumas boas práticas na fabricação.

Boas práticas de fabricação

– Planejamento: executar corretamente as dietas planejadas (adaptação, crescimento, terminação);

– Pré-Mistura: trabalhar com pré-mistura aumenta a assertividade e reduz o erro de desperdício, pois são ingredientes utilizados em baixas quantidades;

– Atualização da matéria seca: trabalhar com dados atualizados constantemente, fornecendo a dieta correta dentro do formulado;

– Batida (Tamanho x Assertividade): quanto menor a batida, maior o erro;

– Equipamento / Infraestrutura: realizar manutenções preventivas e manter em condições ideais de trabalho.

Fica claro que dentro da porteira existem vários pontos a serem melhorados quando falamos de nutrição animal. O processo de automação vem como uma melhoria representativa da fábrica de ração, reduzindo os custos desperdiçados, permitindo melhor gestão do estoque e do resultado financeiro da atividade.

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Conteúdo e Estudos:

Marcelo Ribas (CEO Intergado)

Veterinário, doutor em Zootecnia e responsável pela área de pesquisa e inovação da Intergado.

Paulo Marcelo (CEO da GA)

Zootecnista, mestre em Produção Animal e pioneiro na aplicação da ciência de dados na pecuária.

Análises:

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Produção do conteúdo:

Milena Marzocchi (Analista de Negócios da GA)

Zootecnista, mestre em produção animal sustentável, especialista em marketing.

A evolução da pecuária no Brasil

Pecuária no Brasil: Tecnologia tornou o país o segundo maior produtor de carne do mundo

Pecuária no Brasil
Entenda como a Pecuária no Brasil evoluiu tanto nos últimos anos

 

Não pode ler agora? Ouça a matéria clicando no player:

 

O Brasil tem o segundo maior rebanho bovino do mundo segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2017 o país tinha 226 milhões de cabeças, o que corresponde a 22,64% do total mundial. A vice-liderança se dá porque a Índia tem, no comparativo internacional, 303 milhões de animais (30,39% do total). A pecuária no Brasil evoluiu, e hoje permite suprir a demanda interna com carnes de alta qualidade e ainda exportar, mas nem sempre foi assim.

Quem olhar dados históricos do mercado e da cadeia produtiva do gado de corte do final dos anos 60 e compará-los com os números recentes, vai perceber uma diferença. Antes o tipo de propriedade administrada pelos fazendeiros tinha uma característica em comum: grandes áreas de pastagem. Os números mostram, no entanto, que agora a prioridade é a pecuária intensiva e o foco está na produção de qualidade.

Área maior, produtividade menor

Há cerca de 40 anos, o país tinha menos da metade do rebanho atual. O que era produzido pela pecuária no Brasil não atendia a demanda da população interna e o mercado externo não era considerado prioritário. A cadeia foi embalada sobretudo pela inserção de novas raças que eram fruto da política do governo para o setor pecuarista. Na época, a região Centro-Oeste protagonizou uma explosão no número de propriedades, já que a área apresentava aspectos naturais e geográficos mais adequados do que os de outros estados, além de um bom posicionamento que dava condições logísticas ímpares no momento de escoar a produção.

Mas a prioridade da região nessa época não era exatamente a modernização da produção, focando na produtividade do plantel. As propriedades eram muito grandes e o gado criado solto crescia em número de cabeças, deixando de lado características que hoje fazem da pecuária do Brasil uma das mais modernas do mundo.

Salto de produtividade

Em 40 anos, o rebanho mais que dobrou no país. Um detalhe importante é que a área de pastagens não cresceu na mesma proporção — em alguns casos, até diminuiu. Isso reflete a melhoria da produtividade, que é obtida por meio do controle de elementos altamente influenciadores no processo como o ganho de peso dos animais, a diminuição da mortalidade, o aumento nas taxas de natalidade e na diminuição progressiva da idade de abate.


O conjunto de atitudes tomadas pelos produtores e donos de propriedades que começaram a perceber a importância de se investir em tecnologia foi o que proporcionou, ao longo das duas últimas décadas do século XX, o crescimento desta atividade produtiva. Desde o ano 2000, o abate de bovinos cresceu cerca de 90% — o que posicionou o Brasil como um dos maiores exportadores do globo. No ano de 2018, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estima que o volume total de carne bovina produzido aqui será de 9,9 milhões de toneladas, acima das 9,5 milhões registradas no ano passado. Mas para concretizar essa previsão, será preciso investir cada vez mais em tecnologia.

Pecuária no Brasil: inovação quadruplica produção

A ideia de que a pecuária deve se aproximar cada vez mais da agricultura não é exatamente nova, mas tem ganhado cada vez mais evangelistas nos últimos anos. Para alguns especialistas, esse é o único caminho de fazer com que propriedades produzam cada vez mais por hectare anualmente. O agrônomo Ivan Wedekin, por exemplo, afirma que a pecuária brasileira tem apresentado números ascendentes ano após ano, mas “é a hora de olhar e cuidar da pecuária como se cuida de uma lavoura”. Segundo o consultor, essa nova visão depende de investimentos para integrar sistemas dentro da porteira, já que o controle dos diversos fatores que contribuem para a criação de gado de corte de qualidade tem que ser rigoroso.

Pecuaristas que implantam sistemas dedicados à gestão agropecuária conseguem produzir mais de 20 arrobas por hectare/ano, cerca de quatro vezes mais do que quem adota técnicas mais antigas de controle de pasto, alimentação e outros fatores. Essa diferença acontece porque as plataformas modernas interligam todas as áreas da fazenda, permitindo o monitoramento em tempo real dos cochos, da engorda dos animais, do manejo e indicando o ponto ótimo para o abate.

Continue acessando o nosso blog para saber como aumentar a produtividade e a lucratividade dos seus negócios agropecuários! Nosso objetivo é estimular a pecuária no Brasil e ajudar produtores a melhorarem seus resultados.

Se você se interessa por pecuária no Brasil, confira outros materiais publicados no nosso blog:

  • Estação de monta: boas práticas para gerar melhores resultados na sua propriedade
  • Recria de bezerros: como manter uma boa gestão
  • Gerenciamento rural profissional: o que diferencia um bom de um mau gestor

A importância de adotar um sistema moderno de controle de gado

controle de gado

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A possibilidade de aumentar a rentabilidade e a produtividade da fazenda está direta e intimamente ligada ao controle de gado, feito de forma minuciosa. Diferentemente do que acontecia há cerca de 50 anos, quando a pecuária de corte ganhou traços mais industriais no Brasil, a quantidade de fatores que interferem na qualidade e no volume da carne aumentou significativamente. Graças ao conhecimento mais aprofundado da produção, o pecuarista está mais atento a detalhes, que antes passavam despercebidos, e que podem significar a diferença entre ter lucro ou não.

A velha máxima “o olho do dono é que engorda o boi” já não é mais verdadeira. Antes era comum, pela falta de dados precisos sobre o rebanho, o dono ficar de “olho” apenas no valor de venda da arroba sem considerar os demais custos envolvidos, imaginando que apenas as oscilações do mercado interferiam no resultado da produção. Esse costume, que chegou a estar presente em 80% das fazendas brasileiras nos anos 90, acaba por contribuir para a formação de um ciclo de erros constantes que não permitem o acompanhamento detalhado da rentabilidade do negócio, comprometendo significativamente a gestão pecuária.

Em um levantamento feito pela Embrapa Gado de Corte com centenas de propriedades da microrregião de Alto Taquari (MS) há cerca de duas décadas, verificou-se que apenas 4% delas mantinha e atualizava um planejamento detalhado sobre os rumos da produção. O mesmo percentual compreendia os produtores que tinham registros que possibilitavam o cálculo; e apenas 12% adotavam fichas de controle de rebanho. A situação, preocupante do ponto de vista da boa gestão, se repetiu em 2011, quando uma nova edição do estudo foi produzida: 93% das fazendas não tinham nenhum tipo de planejamento estratégico de longo prazo para saber aonde a empresa chegaria no futuro.

Neste artigo apresentamos os principais aspectos a serem observados para fazer o controle de gado correto e aumentar a produtividade da fazenda. Acompanhe.

Como fazer o controle de gado adequado às demandas modernas

O principal aspecto para virar a chave na gestão de uma propriedade em direção à alta lucratividade e à melhoria da produção é o entendimento, por parte dos donos e gestores, de que é fundamental ter à disposição todos os dados relacionados ao rebanho e aos processos para tomar decisões mais acertadas. Ainda que o modelo da fazenda seja extremamente tradicional e seja feito há muitos anos da mesma forma, não há como buscar a eficiência gerencial e produtiva sem contar com o apoio da tecnologia. Apesar de existirem plataformas completas de gestão agropecuária à disposição dos produtores, 54% dos que foram questionados pela Embrapa acredita “não ser necessário” medir o desempenho do plantel para garantir a manutenção futura dos lucros.

Essa questão cultural é a base para erros e imprevistos que, na análise detalhada de longo prazo, poderiam ser evitados. O acompanhamento, que em algumas situações é feito em planilhas manuais ou sistemas improvisados, ganhou aliados importantes, dedicados às rotinas da fazenda, que permitem a leitura de diversas informações provenientes de várias fontes diferentes, a qualquer momento.

Monitoramento de dados: a base do controle de gado eficiente

O volume de informações a serem coletadas e processadas pelas fazendas pode ser uma das justificativas dos produtores que mantêm os métodos tradicionais na gestão da propriedade. De fato, ao fazer o controle individual do plantel, o acompanhamento gera uma grande quantidade de dados, já que cada animal tem histórico de informações relacionadas ao consumo, ganho de peso, aplicação de medicamentos e outros aspectos. Isso deve ser analisado de forma particularizada, permitindo a aferição individual da performance.

Em se tratando de um sistema produtivo de engorda tipo confinamento, a coleta e triagem dessas informações pode ser facilitada. Por meio do controle por lotes, os indicadores aparecem reunidos conforme a especificidade de cada conjunto de indivíduos. Eles podem ser agrupados por raça, categoria, aspectos genéticos e tempo de vida, por exemplo, permitindo a elaboração de comparações considerando dados zootécnicos, financeiros e outros critérios. Nesse sistema, a escolha de uma plataforma completa de gestão agropecuária é fundamental para permitir ao produtor predizer o ponto ótimo de abate de cada animal ou lote e, assim, identificar a janela de abate de maior lucratividade para a fazenda.

O sistema, além de possibilitar a gestão mais eficiente da informação, padroniza e simplifica a coleta dos dados. Pelo método, a facilidade se dá pela possibilidade de inserir todas as informações do negócio no sistema. Basta o gestor informar quanto de alimentação foi fornecida e consumida, quais medicamentos foram administrados e outras variáveis para obter um “retrato” atualizado da propriedade. Softwares mais avançados são integrados com sistema de automação da fábrica de ração e da distribuição do alimento nos cochos, eliminando a coleta manual dos dados. Nesses casos, os sistemas existentes se conectam com sensores dos equipamentos e lêem os dados em tempo real, aumentando o grau de precisão dos relatórios e balanços.

Exemplos de informações que podem ser obtidas a partir do uso de um software de gestão agropecuária:

  • Controle de contrato (compra, Boitel, parceria produzida);
  • Peso de entrada individual e por lote;
  • Peso de saída individual e por lote;
  • Identificação individual por animal (SISBOV ou número de controle);
  • Consumo de matéria seca/dia por animal e lote;
  • Previsão de fornecimento diário de ração com base na leitura de cocho digitalizada;
  • Controle de eficiência na fabricação e fornecimento de ração;
  • Controle de estoque de insumos;
  • Controle sanitário;
  • Rendimento de carcaça;
  • Ganho líquido de carcaça;
  • Custo por arroba produzida;
  • Lucro por arroba;
  • Lucro total;

Para aumentar a precisão dos dados coletados e ampliar as possibilidades de controle e gestão das informações é fundamental analisar as funcionalidades do software. Exemplos de funcionalidades a considerar:

  • Integração com o software de rastreabilidade;
  • Integração com automação de fabricação e fornecimento de ração;
  • Integração com balanças no curral, na fábrica de ração e nos caminhões de fornecimento;
  • Integração do ERP (Enterprise Resource Planning, um software específico para gestão empresarial);

A decisão sobre o método de controle da produção será do gestor pecuário, mas é importante que ele tenha acesso às ferramentas mais modernas disponíveis no mercado. De fato, a aproximação cada vez maior das atividades dentro da propriedade com a tecnologia é capaz de aumentar a lucratividade com simplicidade e eficiência, interferindo positivamente no alcance das metas produtivas do negócio.

Administração inteligente de fazendas com software de pecuária

software pecuária

 

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A produtividade média da pecuária brasileira foi de 5,57 arrobas por hectare entre os anos de 2013 e 2017. O dado faz parte do estudo Ativos da Pecuária de Corte, realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), e indica um aumento de 22,2% na comparação com a média do período de 2007 a 2012. Estados como o Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rondônia e São Paulo foram destaque, graças a redução do ciclo produtivo dos animais dentro de uma mesma propriedade e pelo uso mais eficaz de modernas ferramentas de produção, como softwares para pecuária.

 

Esse movimento é característico dos anos mais recentes, sobretudo a partir dos anos 2000, e ocorre de uma maneira muito diferente do que acontecia há quatro décadas: ao invés de expandir áreas, a pecuária tem usado espaços cada vez menores para produzir carne. Um dos motivos é a ampliação territorial das atividades agrícolas, que em alguns casos avançam sobre partes das propriedades que antes eram usadas para a criação de animais.

 

O custo da terra e a pressão para redução do desmatamento limitou o crescimento das áreas destinadas à pecuária e conduziu os pecuaristas a avançar sobre o delay que marcou o desenvolvimento do setor durante muito tempo, fazendo-os buscar estratégias e ferramentas que acelerassem o processo de cria, engorda e abate dos animais. A implantação de novas técnicas e tecnologias permitiu a redução do ciclo de produção de cinco anos – registrados num passado recente – para pouco mais de 36 meses na atualidade.

 

Coletar dados é fundamental

 

Diferentemente do que acontece na atividade agrícola, a pecuária exige a gestão de dois seres biológicos: a pastagem e o boi. Ainda que esse fator não receba tanta atenção ou monitoramento quanto o rebanho, associar técnicas de produção de pastagem e de intensificação da pecuária são fundamentais para obter patamares ideais de produtividade e lucratividade.

 

Por isso é imprescindível que o produtor tenha ao seu alcance ferramentas robustas, extremamente bem desenhadas, para permitir a coleta, o acesso e a análise dos dados no momento adequado para a tomada de decisão. Estar atento à essa necessidade vai habilitar a fazenda a acompanhar as tendências nacionais de produtividade, que prevêem que em 10 anos a pecuária trilhará uma rampa de crescimento sem precedentes.

 

O que antes era feito manualmente, por meio de tabelas e anotações à caneta, conta hoje com um grau de sofisticação inédito na produção de proteína animal. São softwares para pecuária especialmente desenvolvidos para o setor que contam com a curadoria de zootecnistas e estatísticos para ajudar a formatar a melhor interface para o gestor da fazenda.

 

Software de pecuária sob medida

 

Duas soluções desenvolvidas no Brasil já entregam o poder do controle da propriedade em tempo real para o pecuarista. São elas:

 

 

  • TGC — Tecnologia para Gestão de confinamento: software criado para gerir a atividade intensiva da pecuária. Ele possibilita gestão completa dos processos produtivos, administrativos e financeiros do semiconfinamento e confinamento. Atua na padronização da coleta e na organização dos dados, proporcionando o gerenciamento das informações de forma eficiente para o melhor desempenho da operação e do negócio. Um dos destaques é o planejamento nutricional e administração das dietas fornecidas aos animais com controle de estoque e custos dos insumos necessários à fabricação. O TGC é líder de mercado e está em mais de 60% das fazendas que adotam a tecnologia na gestão do negócio;

 

 

  • Ecossistema GA: é uma plataforma completa para gestão de múltiplas fazendas nas fases de cria, recria, engorda a pasto e TIP com evolução de categoria, ERA e peso. A plataforma apresenta o mapa do gado completo com relatórios de taxa de lotação por setor, retiro e pasto, além de fazer a programação e controle da estação de monta com projeções de nascimento por retiro e por mês. Um dos diferenciais é o processo de auditoria dos dados coletados a campo e registro de histórico de cada dado processado.

 

Esses sistemas oferecem diferenciais importantes em relação a outras soluções disponíveis no mercado. Uma das mais significativas é a possibilidade de uso em fazendas com ou sem acesso à internet, graças à característica híbrida da plataforma do Ecossistema GA. Dessa forma o gestor agropecuário pode escolher entre manter todas as informações na nuvem — quando a operação é toda online e os dados são transmitidos em tempo real para um data center — ou em um armazenamento local, transferindo o que foi coletado somente quando houve conexão.

 

Acessibilidade e uso facilitado

 

Em algumas propriedades, o receio de que a adoção da tecnologia traga dificuldades de operação acaba por postergar a implantação de um software para pecuária, impactando negativamente nos resultados e na produtividade da fazenda. Mas as duas soluções apresentadas acima vão exatamente na contramão dessa tendência.

 

Os dois sistemas são amigáveis e têm telas de fácil leitura e compreensão. Na parte de cria, por exemplo, há informações detalhadas sobre a nutrição que permitem acompanhar todas as variáveis que podem interferir no resultado final.

 

Também é possível fazer a leitura automatizada dos animais por meio de brincos que concentram a “ficha” completa de cada boi. Dessa forma é possível acompanhar a evolução deles e promover adaptações específicas na alimentação buscando mais produtividade e lucro.

 

Outra possibilidade é acompanhar a origem dos animais e automatizar a compra. Por meio do TGO — Tecnologia de Gestão de Originação, o produtor consegue atribuir parâmetros para especificar o tipo exato de bezerro desejado, a forma de pagamento, o padrão da carcaça e outras características técnicas. Essa ferramenta, que pode ser utilizada pelos compradores das fazendas onde quer que eles estejam via tablets e smartphones, deixa o processo de seleção dos animais para a compra muito mais técnico e menos subjetivo, considerando o planejamento de engorda e priorizando a qualidade da produção.

 

Análise de especialistas

 

Todas as informações coletadas pelo sistema precisam ser processadas. Mas, mais do que permitir que o gestor ou proprietário da fazenda faça a análise dos dados, as duas soluções apresentadas contam com uma retaguarda técnica e estatística completa. São profissionais zootecnistas e especialistas em análise de dados pecuários que prestam a consultoria da gestão da informação.

 

As ferramentas oferecem painéis completos de gestão pecuária para acompanhamento de cria, recria, engorda e outros aspectos; análise estatística para avaliar quais são as variáveis que têm impacto direto no custo de produção do animal; interpretação dos dados e sugestão das melhores atitudes a serem tomadas pelos donos e gerentes das fazendas.

Para saber mais sobre cada uma das soluções e verificar como elas podem potencializar o lucro e a produtividade do seu negócio, visite o nosso site e continue lendo os conteúdos do nosso blog.


 

Se você se interessa por pecuária no Brasil, inteligência artificial na pecuária e demais tendências nessa área, confira outros materiais publicados no nosso blog:

  • Existe evolução sem revolução? Um breve cenário da pecuária de precisão no Brasil – e o que nos espera
  • Medição de resultados de monta natural e IATF: como a tecnologia pode ajudar
  • A evolução da pecuária no Brasil
  • Gerenciamento rural profissional: o que diferencia um bom de um mau gestor

 

controle de gado de corte

Maturidade de Gestão: em qual nível está sua propriedade?

Você é um(a) pecuarista com experiência, tem muito conhecimento sobre os bovinos e seu desenvolvimento no ciclo produtivo. Isso significa que sua propriedade tem uma gestão de alta maturidade e performance? A resposta é não! Mas fique tranquilo(a), para te guiar nessa escalada da gestão, você precisa compreender alguns pilares importantes do seu negócio e o nível de integração entre eles.

Os 07 Pilares da Alta Gestão

  • Tecnologia
  • Processos
  • Pessoas
  • Liderança
  • Infraestrutura
  • Gestão de risco
  • Conectividade

O melhor cenário são os 7 pilares bem equilibrados dentro da propriedade, dessa maneira, melhor fica o ambiente para inserção da tecnologia. Por isso, é tão importante olhar para eles com atenção. Se esses pilares estão em desequilíbrio, com áreas mais representativas que outras, indicam um baixo nível de maturidade.

Baixa maturidade de gestão x Alta maturidade de gestão

Baixa Maturidade

Alta Maturidade

Níveis de uso de informação

Quanto mais rápido se evolui da baixa para a alta maturidade, mais rápido o gestor e pecuarista tem segurança e confiabilidade das informações.

O bom uso da informação na propriedade gera alto conhecimento e permite a aplicação de inteligência artificial que automatizam alertas e recomendações, dando agilidade e segurança ao processo de tomada de decisão.

A jornada de gestão da informação

Quando falamos de níveis de informação, é importante entender que é um processo com fases e deve ser analisado de forma criteriosa. A GA possui uma metodologia de gestão da informação para o sucesso do negócio rural. Vamos entender como funciona esse processo e como deve ser analisado:

1.   Descritivo: O que está acontecendo? O foco é a coleta assertiva dos dados para melhor entendimento (operacional).

2.   Diagnóstico: Por que isso aconteceu? Foco na melhoria dos processos para melhor andamento (gerencial).

3.   Preditivo: O que vai acontecer? Foco na análise das informações para planejamento (estratégico).

4.   Prescritivo: O que devo fazer? Foco na tomada de decisão orientada pelas informações precisas (mercadológico).

“Quem tem informação certa, na hora certa, decide melhor e mais rápido!”

No ambiente de alta maturidade de gestão, a tecnologia aplicada gera grande impacto no controle e na gestão do negócio – custos, processos, pessoas, desempenho animal e retorno financeiro – reduzindo o risco e facilitando toda a gestão.

Comece analisando esses pilares dentro de sua propriedade, identificando o que pode ser feito e melhorado. Dessa maneira, a implantação de softwares de gestão acontece de forma muito mais eficiente trazendo resultados de maneira mais rápida para a gestão da propriedade.

Break Even da sua propriedade

O break even indica o faturamento que seu negócio precisa ter para cobrir os custos fixos e variáveis. Assim, no ponto de equilíbrio, a empresa não tem lucro nem prejuízo.

Quando falamos do ponto de equilíbrio da produtividade, o pecuarista precisa descobrir qual o valor mínimo que precisa comercializar a @ para que todos os custos fixos e variáveis sejam pagos. A partir desse valor, a propriedade passa a ter lucro.

Para saber mais informações sobre gestão de alta performance na pecuária, não deixe de participar do Circuito Pecuária de Alta Performance.

Saiba mais em: Circuito Pecuária de Alta Performance

Conteúdo e Estudos:

Paulo Marcelo (CEO da GA): Zootecnista, mestre em Produção Animal e pioneiro na aplicação da ciência de dados na pecuária.

Marcelo Ribas (CEO Intergado): Veterinário, doutor em Zootecnia e responsável pela área de pesquisa e inovação da Intergado.

Análises:

Time de Estatísticos e Cientistas de Dados GA e Intergado

Produção do conteúdo:

Milena Marzocchi (Analista de Negócios da GA): Zootecnista, mestre em produção animal sustentável, especialista em marketing.

Software para pecuária de corte: quais as vantagens de usar uma solução completa

Software para pecuária de corte: quais as vantagens de usar uma solução completa
Software para pecuária de corte: conheça algumas vantagens de trabalhar com essa tecnologia na sua propriedade.

 

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A tendência de coletar mais informações e tomar decisões baseadas em análises de dados é uma realidade em diversos setores do mercado, e a tecnologia é a principal ferramenta que torna isso possível. Não investir em recursos desse tipo pode acabar custando mais para o negócio. Segundo a consultoria TNS Research, que pesquisou o investimento em TI em empresas de 11 países, quem adota inovações como sistemas de gestão, mobilidade, big data e computação tem crescimento até 53% maior do que quem não investe. No mercado da produção de proteína animal, a adoção de software para pecuária de corte é um bom exemplo de como a tecnologia pode otimizar todo o processo.

 

Uma plataforma integrada que organize e controle desde a reprodução dos animais até a previsão do ponto ótimo de abate oferece diversas vantagens aos produtores. Muitas das propriedades agropastoris ainda confia apenas em registros analógicos ou não integrados para controlar a produção. Isso reduz a confiabilidade das informações, que estão sujeitas à diversas falhas humanas.

 

Além disso, as propriedades rurais do Brasil costumam ter áreas extensas. É muito mais difícil localizar informações sobre processos que ocorrem em diferentes locais da fazenda sem o auxílio de um sistema centralizado. A tecnologia de um software para pecuária de corte pode resolver esses problemas e apresentar melhorias rapidamente no gerenciamento do negócio.

 

As vantagens de um software para pecuária de corte em diversas etapas da produção

 

A digitalização das propriedades rurais oferece mecanismos que possibilitam ao produtor visualizar em quais processos ocorrem desperdício de tempo, pessoas e insumos, por exemplo. Assim, é possível reduzir custos de produção e melhorar a margem de retorno do investimento. Reunimos neste artigo algumas das principais vantagens em levar a tecnologia para o lado de dentro da porteira da sua fazenda.

 

Acompanhamento detalhado de reprodução e cria

 

Considerado o negócio “menos rentável” da pecuária por ser mais longo e exigir muitos manejos, a cria vem ganhando destaque como base da cadeia produtiva. A alta no preço dos bezerros e a ausência de animais para engorda está impactando negativamente no fluxo da cadeia, o que faz da cria uma etapa estratégica para a produção de carne continuar crescendo e o Brasil ganhar mais espaço e competitividade no mercado internacional. A meta agora é a evolução do rebanho, o que só é possível com o domínio de técnica e tecnologia. Um sistema de gestão adequado permite controlar com precisão a quantidade de manejos de cada matriz na estação de monta e o tempo deles, além de monitorar indicadores como a taxa de concepção, de nascimento, de desmama e a mortalidade de bezerros. A partir desses dados, é possível quantificar a evolução do rebanho e gerar um histórico preciso de reprodução.

 

Além dos dados zootécnicos, um software completo de gestão possibilita o gerenciamento dos dados financeiros e do fluxo de caixa cujo controle torna a produção viável e é fundamental para alcançar uma margem sustentável de retorno do capital. Conhecendo os dados ideais para a reprodução eficiente, pode-se antecipar situações e tomar decisões que contornem os possíveis problemas do processo.

 

Melhoria do perfil nutricional do rebanho

 

A nutrição é um dos aspectos mais importantes para determinar a qualidade do rebanho e também para o planejamento financeiro da recria, engorda a pasto e do confinamento. É fundamental, por isso, considerar as demandas nutricionais de cada categoria e de cada período da curva de crescimento do animal, que impacta no estoque de suprimentos e na produção. Mas esses não são os únicos dados a serem monitorados.

 

Com o auxílio de um software para pecuária de corte, é possível definir uma meta para o ganho de peso diário e acompanhar o valor inicial, o projetado do dia e o final de cada animal diariamente em cada sistema produtivo. Monitora-se ainda a quantidade de alimentos ingeridos e desperdiçados. Os zootecnistas e agrônomos definem o planejamento nutricional e a curva de crescimento dos animais com base nesses critérios e acompanham diariamente e constantemente os dados apresentados pelo sistema.

 

Dessa forma, o produtor tem uma visão objetiva de todo o processo nutricional do rebanho e pode identificar gargalos operacionais que impactam na eficiência do fornecimento e influenciam no desempenho zootécnico, por exemplo.

 

Mais controle do rebanho e rastreamento dos animais

 

Um dos principais desafios dos pecuaristas é controlar exatamente o número de animais em áreas extensas de criação. Com o mapeamento oferecido por um bom software para pecuária de corte, é possível manter o controle sobre o inventário de animais por categoria, rebanho e local. As operações de manejo e movimentações do rebanho também podem ser acompanhadas.

 

Com a tecnologia de rastreabilidade, os bovinos são identificados e acompanhados individualmente. O sistema mantém um inventário de aplicações de vacinas e medicações, o histórico completo do manejo e das informações básicas do animal. Todos os registros são centralizados, precisos e mantidos em uma plataforma de fácil operação.

 

Além das vantagens citadas, o monitoramento tecnológico da fazenda e do rebanho pode otimizar o rendimento de diversas áreas da produção. O monitoramento constante e a tomada de decisões orientadas por dados está revolucionando a pecuária moderna e levando grandes empresários rurais ao crescimento.

Para acompanhar outras informações sobre a aplicação da tecnologia na pecuária moderna e conhecer a solução perfeita para aperfeiçoar a gestão da sua fazenda, leia o nosso blog e acesse o nosso site.


 

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