• Início
  • Quem Somos
  • Soluções
    • TGC – Gestão de Confinamento
    • TGT – Gestão em Trato
    • TGR – Gestão em Rastreabilidade
    • ECOSSISTEMA GA
  • Orçamento
  • Blog
  • Suporte
  • Contato

Os erros mais comuns no confinamento de boi

Quais erros você deve evitar no confinamento de boi?

O ano de 2018 foi bastante desafiador para a pecuária de corte brasileira. A expectativa dos produtores era que após a crise econômica registrada nos últimos anos, o poder de compra dos consumidores fosse restabelecido e os lucros aumentassem, mas o relatório do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) elaborado em conjunto com a Confederação da Agricultura e da Pecuária do Brasil (CNA) mostra que a valorização da arroba ficou abaixo da inflação mesmo com as exportações aquecidas. No campo, a maior oferta de fêmeas para abate por conta da virada do ciclo pecuário favoreceu uma negociação maior por parte dos frigoríficos, levando à diminuição dos preços. E agora, para o segundo trimestre de 2019, a gestão do confinamento de boi deve ser feita de forma a minimizar erros e aumentar o bom desempenho dos plantéis nas propriedades.

 

O momento é de revisão de práticas que foram implementadas no ano passado — ou vêm sendo executadas há algum tempo — mas não resultaram em bons números nem aumento de produtividade e lucro. Essas práticas geram impactos em importantes métricas de resultados que orientam a gestão da propriedade agropecuária. Medir e controlar cada um dos processos evitando pequenos erros que, apesar de comuns geram prejuízos, traz a possibilidade de redução de custos e ganhos mais expressivos até o final do ciclo no curto e médio prazos.

 

Muitos pecuaristas já sabem que para controlar a produção intensiva onde tempo é literalmente dinheiro, é preciso ter acesso rápido e atualizado dos números de todos os processos, custos, estoque de insumos, etc. São muitos dados gerados num curto espaço de tempo e que precisam ser analisados com precisão e agilidade para que as decisões tomadas sejam as mais corretas para o negócio. Fazer isso sem um sistema de gestão é humanamente impossível e tomar decisões sem as informações adequadas traz grandes riscos para o negócio. A melhor maneira de analisar o desempenho do seu negócio de confinamento de boi é por meio da implantação e uso de avançadas plataformas de coleta e análise de dados. São elas que permitem aferir as áreas do confinamento que estão entregando melhor resultado e as que precisam de atenção além de monitorar como cada animal se comporta em relação aos procedimentos adotados.

 

Pensando nesse processo de acompanhamento constante e na importância dele para o avanço do negócio, nossos especialistas desenvolveram este e-book que reúne os erros mais comuns na gestão do confinamento de boi. Eles apresentam algumas das práticas equivocadas que ocorrem com maior frequência nos confinamentos brasileiros e dá dicas sobre o melhor caminho para evitá-las. Seguindo as sugestões dos profissionais da Gestão Agropecuária e implementando uma solução digital para gestão da sua produção você vai reduzir os riscos de prejuízos e terá mais chances de aumentar a lucratividade.

 

Clique aqui agora e saiba quais práticas devem ser evitadas para impedir que a produtividade da sua fazenda caia.

 

Alimentação e sanidade no confinamento de boi

Essas duas áreas de cuidados são as duas mais importantes dentro de qualquer fazenda do Brasil. Se os animais não comerem da forma correta e não houver um sistema de proteção biológico válido e eficaz, a engorda não vai acontecer e o resultado será um ganho de carcaça inexpressivo. Os lucros, obviamente, vão cair bastante.

 

Logicamente a maior parte dos gestores pecuários sabe da importância desses dois processos e os elencam como aqueles sobre os quais eles e seus times depositam mais atenção. Isso é quase uma unanimidade, mas se as boas práticas fossem tão frequentes assim, não haveria fazendas com problemas relacionados a essas duas áreas. Veja o caso da ração, por exemplo: é um dos insumos que mais interfere no resultado produtivo da fazenda e qualquer alteração, por mínima que seja, pode impactar de forma perceptível no final do ciclo.

 

A falha aqui costuma envolver o não cumprimento adequado do plano nutricional criado pelo nutricionista. Sem o controle diário e detalhado por tipo de dieta e formulação que foi fabricado e do que foi realmente distribuído no cocho não é possível garantir a entrega de energia necessária para a engorda dos animais. Sem esse acompanhamento, pequenos desvios entre o volume fabricado e o distribuído se tornam rotina e, o pior, aumentam com o passar do tempo causando grandes prejuízos financeiros. Em alguns casos, a quantidade de ração fabricada não corresponde ao que foi fornecido no cocho — e essa divergência entre os números só pode ser aferida com precisão se houver uma plataforma completa que gerencie a fábrica de ração e o fornecimento do trato no confinamento de boi. Quando as anotações são feitas manualmente num caderno ou numa planilha, os arredondamentos costumam acontecer e prejudicar a leitura fiel do quadro.

 

Um dos principais indícios de que há algo que precisa ser revisto são os dados “100% perfeitos”, como diz o gerente comercial da Gestão Agropecuária, Newton Filho: “eles podem mascarar uma série de problemas e no curto e médio prazos, minar a lucratividade do seu negócio”.

 

Da mesma forma, a utilização inadequada de medicamentos e vacinas com a desculpa de que é mais barato economizar em remédios e na aplicação dos mesmos pode, aos poucos, piorar a qualidade da carne obtida ao final do ciclo. As vacinas devem ter um calendário de aplicação bem definido e é fundamental segui-lo à risca. Caso contrário, um único animal que sofra de alguma doença pode contaminar todo o lote.

 

Coleta de dados com precisão: o caminho para os bons resultados do confinamento de boi

 

Para que todo o confinamento da propriedade seja acompanhado da forma mais precisa possível, é imprescindível que o gestor agropecuário considere a importância da adoção de plataformas de tecnologia e a encare como uma aliada no negócio. A época de que a lucratividade do negócio viria do tamanho do rebanho e não da qualidade dele deixou de existir, e para atender às necessidades do mercado, será preciso inovar.

 

Para o CEO da Gestão Agropecuária, Paulo Dias, a falta de planejamento é o principal gargalo que impede que os resultados do negócio sejam muito mais expressivos.

 

— A fazenda de confinamento é, cada vez mais, uma entidade holística. Todos os setores precisam trocar informações, acompanhar o que as etapas pregressas e posteriores estão fazendo e compreender a importância do trabalho que está sendo feito em outras unidades visando o resultado final. Não dá mais para manter os dados segmentados.

 

Para conhecer mais sobre os processos mais eficazes na gestão do confinamento de boi, clique no link abaixo agora e leia o nosso e-book gratuito sobre os erros mais comuns no confinamento de boi.

 

confinamento de boi

Estação de monta: boas práticas para gerar melhores resultados na sua propriedade

Estação de monta: boas práticas para gerar melhores resultados na sua propriedade
Estação de monta: confira aqui algumas boas práticas para melhorar os resultados da sua propriedade.

Não consegue ler agora o post “Estação de monta: boas práticas para gerar melhores resultados na sua propriedade”? Clique no play e ouça este conteúdo:

A produtividade e a lucratividade de toda a cadeia da pecuária de corte dependem fundamentalmente de dois fatores: a eficiência reprodutiva das matrizes e o bom desempenho produtivo da principal matéria-prima, que é o bezerro. Parece óbvio, mas sem reprodução não há animal para engordar e abater. Apesar de essa etapa estratégica da cadeia produtiva ser vista como a menos rentável, não é raro ela receber menos investimentos. É verdade que já se evoluiu muito em melhoramento genético e novas técnicas de reprodução, mas o setor de cria ainda está muito defasado em gestão e planejamento para evoluir o rebanho e dar ao empreendedor um retorno econômico satisfatório.

O momento certo para implementar um controle mais eficiente é agora, na estação de monta. Ainda que não seja novidade, a administração adequada desta fase são é o que pode garantir os bons resultados da fazenda com o maior número de nascimentos e bezerros desmamados, no melhor período do ano. Felizmente a tecnologia tem contribuído substancialmente na gestão, planejamento, operação, controle e análise dos resultados alcançados, pois reduz a imprevisibilidade e os riscos de um ciclo produtivo longo e com um grande número de manejos.

Um dos gargalos é a taxa de natalidade e desmame nas fazendas voltadas à pecuária de corte no Brasil: em alguns casos, apenas metade das crias convertem resultados positivos para o negócio. Isso significa que a média nacional é que cada matriz produz um bezerro a cada dois anos. Pior do que isso: a idade média ao primeiro parto é de 48 meses. A situação é delicada e merece ser analisada, pois, mantida a perspectiva, os animais estarão consumindo pasto, insumos, ocupando mão-de-obra e currais e, em contrapartida, oferecendo poucos bezerros desmamados ao longo do ano.

Por meio da boa estratégia de estação de monta é possível buscar a concentração da atividade reprodutiva da propriedade num determinado período de tempo, de modo que a eficiência operacional e tecnológica da fazenda esteja direcionada a esta etapa fundamental para o sistema de produção da pecuária de corte: a cria. Para isso, recursos tecnológicos de ponta são capazes de coletar dados, processá-los e apresentar informações precisas que contribuirão para uma visão 360º do negócio por meio da organização do fluxo e dos processos dentro da propriedade, proporcionando uma gestão extremamente eficiente. A atenção a estes recursos de gestão é fundamental para que o seu negócio dê resultados cada vez melhores e se destaque nos competitivos cenários nacional e internacional.

Definir a estação de monta corretamente

Para fazer a evolução do rebanho, o primeiro passo é planejar a estação de monta considerando aspectos específicos como as condições fisiológicas e de escore corporal da vaca; uso de tecnologias na reprodução, capacidade de manejos diários por curral e por equipe; a época mais adequada para o nascimento; o período de desmame; peso do bezerro ao desmame e descarte das matrizes vazias e com idade avançada (com dez anos ou mais).

O planejamento da oferta de pasto para as matrizes é um aspecto importantíssimo a ser considerado pelo gestor pecuário já que este é fator que interfere diretamente na condição do escore corporal das matrizes, que é fundamental para a obtenção de um bom resultado de taxa de concepção e prenhez. Aquelas que parirem no período de seca (Julho, Agosto e Setembro) devem ter disponível pasto com um volume de oferta adequado, pois mesmo sendo um pasto de baixa qualidade (seco, com alto teor de fibra e baixa proteína), havendo oferta de pasto e com a utilização de sal proteico/energético, o resultado da taxa de concepção e prenhez são satisfatórios.

O gestor pecuário também tem que levar em consideração que os bezerros nascidos no período seco (Julho, Agosto e Setembro) têm menor probabilidade de contrair doenças, além de eles tradicionalmente apresentarem o maior peso ao desmame. As matrizes que parirem no período das chuvas (Outubro, Novembro e Dezembro) naturalmente terão à disposição um pasto maior e de melhor qualidade, apresentando consequentemente um bom resultado de taxa de concepção e prenhez. Por outro lado, os bezerros nascidos no período das chuvas apresentam uma maior probabilidade de contrair doenças e apresentam menos peso ao desmame.

Vale ressaltar que bezerros nascidos no período da seca são desmamados no período entre os meses de Fevereiro, Março e Abril, quando ainda há oferta de pasto em quantidade e com qualidade. No caso dos bezerros nascidos no período das chuvas e que são desmamados na época da seca (Maio, Junho e Julho), quando o pasto não apresenta condições adequadas, é fundamental o planejamento de uma suplementação proteica/energética para que não ocorra um déficit nutricional pós-desmame e o desempenho produtivo seja comprometido.

Início e duração da estação de monta

Depois do acompanhamento da condição corporal das matrizes e da disponibilidade de pasto, é importante definir quando a estação deve começar. Essa decisão pode levar em conta o conhecimento empírico das equipes estratégicas e táticas da propriedade, mas se forem interpretadas com o auxílio do potencial analítico da tecnologia aplicada à pecuária, as chances de acerto crescem exponencialmente.

Uma plataforma completa de gestão agropecuária pode trazer dados precisos sobre o percentual do rebanho que está apto para a reprodução, período pós-parto, condição corporal, disponibilidade de pasto, suplementação mineral e/ou proteica/energética e outros aspectos importantes. Essas informações são fundamentais para garantir os melhores resultados da estação.

Para alguns estudiosos da pecuária brasileira, uma estação de monta ideal deve compreender o tempo que permita a máxima eficiência reprodutiva, ou seja, produzir um bezerro por matriz por ano. Veja o esquema:

estação de monta
Intervalo entre partos e período de serviço na eficiência reprodutiva em Bos taurus e Bos indicus (Fonte: Firmasa e USP)

 

Para que se tenha um intervalo entre partos de 12 meses, que é a eficiência reprodutiva máxima, o período de serviço (concepção) deve compreender de 71 a 78 dias para as raças Bos indicus e Bos taurus, respectivamente.

A IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo) é a tecnologia que proporciona a maior eficiência reprodutiva, produzindo um bezerro por vaca/ano. O intervalo entre partos das matrizes que emprenham na primeira IATF e no primeiro repasse de touro é menor que 12 meses, devido a realização da IATF antes de 78 dias de pós-parto. Veja:

 

estação de monta
Modelo de trabalho para estação de monta (Fonte: USP e Firmasa)

 

O resultado não causa sobreposição entre a estação de monta, de nascimento e o puerpério, o que contribui para aumentar a taxa de prenhez e a qualidade da cria considerando esse quadro.

Para conhecer mais sobre como a tecnologia pode ajudar no gerenciamento das fazendas em busca da pecuária de corte de qualidade, acesse o nosso site e leia o nosso blog.


 

Se você se interessa por pecuária no Brasil, inteligência artificial na pecuária e demais tendências nessa área, confira outros materiais publicados no nosso blog:

  • Existe evolução sem revolução? Um breve cenário da pecuária de precisão no Brasil – e o que nos espera
  • Medição de resultados de monta natural e IATF: como a tecnologia pode ajudar
  • A evolução da pecuária no Brasil
  • Gerenciamento rural profissional: o que diferencia um bom de um mau gestor

 

controle de gado de corte

Nutrição – O que precisa acontecer da porteira para dentro

Vimos no artigo anterior o resultado financeiro do confinamento nos últimos 3 anos e como a margem de lucro prevista para 2021 vai exigir um aumento significativo de eficiência na produção destacando o que pode impactar no resultado. Como é uma sequência, recomendo que leia antes este artigo. [colocar link do artigo 1 de nutrição]

Para um resultado mais apurado, fizemos uma simulação de um confinamento com capacidade estática de 5 mil cabeças que realiza 2 giros por ano totalizando 105 dias de confinamento, com um consumo médio diário de 16kg de matéria natural e custo da dieta de R$0,80/kg.

Primeiramente avaliamos a eficiência de fabricação e um dos índices importantíssimos e, para muitos ainda desconhecido, que é o chamado “custo do excesso”. Ele indica o quanto foi fabricado de ração acima dos índices toleráveis. Supondo que esta fábrica tenha que produzir 100kg da dieta e a tolerância da fabricação seja de 5% a mais ou a menos. Isso indica que se fabricar abaixo de 95kg ou acima de 105kg está ultrapassando essa margem de erro tolerado. A isso, chamamos custo do excesso!

É comum vermos que a fábrica sempre erra para valores acima do tolerado e observando a base de dados, sabemos que o custo do excesso representa em média 1% do custo alimentar.

No gráfico acima, vemos fábricas com ótimos índices de eficiência de fabricação (automatizadas) e outras nem tanto (sem automação) e podemos notar as grandes variações dos valores “desperdiçados”.

Em uma eficiência de 50%, o custo do excesso é de R$99,54/cabeça gerando um “desperdício” total de R$995.413,82. Quando trabalhamos com os melhores índices de eficiência, esses valores podem ser reduzidos para R$5,23/cabeça e R$52.390,20 considerando a capacidade de 10 mil animais.

Evolução da eficiência de fabricação (Efeito Dunning-Kruger)

No cliente analisado acima, percebe-se que com a anotação manual da produção da fábrica, a eficiência estava acima de 80%. Em agosto de 2017, foi iniciado o processo de automatização da fábrica do confinamento. Inicialmente, a eficiência registrou queda mostrando os números reais da operação. A partir disso, o produtor pode identificar os erros de estrutura, erros operacionais e falhas humanas que interferiam na eficiência da fábrica. O processo de ajuste levou de 6 meses a 1 ano até que a eficiência estabilizasse de forma correta. Dessa maneira, houve redução significativa no desperdício de ingredientes, melhorando o controle do estoque e reduzindo o custo com a nutrição. Este é o tempo médio de implantação e estabilização, mas já registramos casos em que produtores corrigiram os erros com mais velocidade e colheram resultados em apenas 3 meses.

Fica claro que quanto mais rápido essa transição for feita, menor o impacto financeiro da atividade.

Erros de fabricação e riscos

  • Custo médio equivocado – erro induzido na conta final por animal e lote;
  • Gestão do estoque – importante realizar boas negociações de compra e manter o estoque abastecido, se prevenindo das oscilações do mercado e alterações da dieta;
  • Quebra no peso de entrada – utilizar o balanção na entrada dos animais mascarando o peso correto por animal;
  • Resposta do animal – mudanças na dieta podem impactar negativamente no desempenho do animal.

Abaixo elencamos algumas boas práticas na fabricação.

Boas práticas de fabricação

– Planejamento: executar corretamente as dietas planejadas (adaptação, crescimento, terminação);

– Pré-Mistura: trabalhar com pré-mistura aumenta a assertividade e reduz o erro de desperdício, pois são ingredientes utilizados em baixas quantidades;

– Atualização da matéria seca: trabalhar com dados atualizados constantemente, fornecendo a dieta correta dentro do formulado;

– Batida (Tamanho x Assertividade): quanto menor a batida, maior o erro;

– Equipamento / Infraestrutura: realizar manutenções preventivas e manter em condições ideais de trabalho.

Fica claro que dentro da porteira existem vários pontos a serem melhorados quando falamos de nutrição animal. O processo de automação vem como uma melhoria representativa da fábrica de ração, reduzindo os custos desperdiçados, permitindo melhor gestão do estoque e do resultado financeiro da atividade.

Para acessar mais conteúdos como este, não deixe de participar nossa Trilha de Conhecimento.

Saiba mais em: Trilha do Conhecimento GA

Conteúdo e Estudos:

Marcelo Ribas (CEO Intergado)

Veterinário, doutor em Zootecnia e responsável pela área de pesquisa e inovação da Intergado.

Paulo Marcelo (CEO da GA)

Zootecnista, mestre em Produção Animal e pioneiro na aplicação da ciência de dados na pecuária.

Análises:

Time de Estatísticos e Cientistas de Dados GA e Intergado

Produção do conteúdo:

Milena Marzocchi (Analista de Negócios da GA)

Zootecnista, mestre em produção animal sustentável, especialista em marketing.

Controle de sanidade: como controlar a saúde do animal durante a evolução do rebanho

Controle de sanidade: como controlar a saúde do animal durante a evolução do rebanho
Controle de sanidade: como controlar a saúde do animal durante a evolução do rebanho? Confira nesse post.

 

Não pode ler agora o post “Controle de sanidade: como controlar a saúde do animal durante a evolução do rebanho”? Clique no play e ouça este conteúdo:

 

Febre aftosa, brucelose, tuberculose bovina, carrapatos, mosca-dos-chifres… Doenças como estas e outras tantas são preocupações constantes de pecuaristas e gerentes de todo o Brasil. Além delas, outros problemas podem interferir negativamente na produtividade da fazenda e o quadro só pode ser revertido com o controle de sanidade individual e de todo o rebanho.

 

Além de impedir a desvalorização do produto final — a carne —, a fazenda que investe no manejo adequado tem grande vantagem competitiva na comparação com outros produtores e entrega garantias sanitárias reais para os mercados que abastece. Mas é importante que o dono da propriedade, o gerente do negócio e as equipes operacionais tenham em mente que é fundamental analisar o controle de sanidade além do calendário de vacinas obrigatórias dos órgãos regulamentadores. Essa consciência de grande parte da cadeia produtiva e dos negócios pecuários nacionais é o que tem levado o Brasil a ocupar posição de liderança no mundo.

 

O controle de sanidade é o que vai garantir o manejo sanitário ideal para promover a saúde do rebanho que gera impacto direto no desempenho de ganho de peso e carcaça do animal. O resultado desse trabalho bem feito é a eliminação da incidência de doenças, o melhor aproveitamento do material genético, o aumento da produção e a conquista de lucros maiores. Aliás, a própria taxa de prenhez cresce com o controle sanitário adequado de um problema comum em muitas propriedades: a diarreia viral bovina (BVD). A eliminação da doença silenciosa e que não apresenta sintomas, permitiu que a taxa de prenhez de algumas fazendas das regiões Norte e Nordeste do Brasil saltassem de 12% para 65% em uma única aplicação — um crescimento de 22,6% na comparação com as fêmeas em um lote que tinha 58% de animais contaminados.

 

Mas o grau de sucesso nesse tipo de procedimento está diretamente ligado à forma como é feito o gerenciamento desse controle. Além de prevenção ser a palavra de ordem, é preciso analisar diversos dados para fazer o planejamento sanitário adequado considerando histórico passado, controle de vacinas e medicações administradas nos animais nos locais de origem, tempo de carência individual e de lotes, dentre muitos outros. Controlar e administrar todas essas informações de maneira correta é praticamente impossível sem a ajuda da tecnologia. Ela é a principal aliada do gestor para evitar que o manejo sanitário precário se transforme em graves problemas de produção e risco para o lucro do negócio.

 

Controle de sanidade bem feito

 

A pecuária brasileira se transformou nos últimos anos, e com ela a forma como o produtor enxerga alguns manejos específicos. A vacinação é uma das práticas que mais evoluiu nesse período. Hoje o pecuarista já entende a importância do planejamento do controle sanitário e percebe claramente o impacto que ele pode causar no desempenho do animal e no caixa na hora da venda.

 

Felizmente a ideia de que as vacinas são um “gasto” tem perdido adeptos. A maior parte dos produtores vai além das vacinas obrigatórias, e entende os benefícios de criar e gerenciar um calendário próprio considerando aplicar outros compostos que, no longo prazo, podem melhorar o desempenho do animal, a qualidade da carne e, consequentemente, gerar maior lucratividade por cabeça de gado.

 

Para Elci Rincón Ferreira, médico veterinário especialista em sanidade e reprodução bovina que atua em grandes propriedades no Brasil, a execução de um programa sanitário bem elaborado é o que vai garantir os melhores resultados.

 

— Quanto o planejamento e a execução deste programa são bem feitos, todos os envolvidos ganham. O animal vai menos vezes ao curral ou à mangueira, o trabalho com ele pode ser melhor categorizado e até o stress do gado diminui, o que se reflete na qualidade da carne — afirma.

 

Diferentemente do que alguns gestores pecuários pensam, o investimento em vacinação para além das aplicações obrigatórias, seja na cria, recria, engorda ou no ciclo completo, não ultrapassa os 0,8% de todo o investimento feito no animal. Esse valor corresponde à utilização de remédios de altíssima qualidade, que são desenvolvidos especialmente para não deixar resíduos na carne e não tornar o boi resistente a antibióticos, por exemplo.

 

— O animal saudável produz muito mais do que o que não está imunizado. Não é a vacina que faz o animal ganhar peso, mas se ele recebe uma nutrição adequada, tem boa genética e passa por um programa sanitário ajustado e bem controlado, automaticamente vai produzir mais carne — diz Ferreira.

 

Personalização do calendário sanitário

 

Cada fazenda apresenta uma realidade sanitária diferente, seja por conta do tamanho do rebanho, das doenças que mais acometem o plantel da região ou pelo ritmo de crescimento do negócio desejado pelos donos ou gerentes da propriedade. Logicamente, a operacionalização do controle sanitário é um dos desafios mais importantes da administração da fazenda e o uso da tecnologia é fundamental para alcançar este objetivo.

 

Na Fazenda Nova Piratininga, o acompanhamento artesanal ou manual do rebanho inviabilizaria a manutenção do elevado nível de qualidade da carne originada na propriedade. A solução foi buscar uma solução que atendesse de forma completa às necessidades técnicas e sanitárias do negócio.

 

— Para resolver essa situação, nós buscamos um fornecedor que permitisse acompanhar e controlar o processo desde o começo do confinamento. Discutimos e criamos boas soluções sanitárias dentro da plataforma, e conseguimos monitorar a dosagem dos medicamentos aplicados na própria tela do computador. Funciona assim: por meio de um sensor, nós lemos o brinco do animal e o sistema já identifica aquele boi. Na tela já aparece a ficha completa dele com campos como as doenças e os medicamentos que estamos aplicando. Por exemplo: pneumonia, casco, refugo de cocho. Conforme nós selecionamos, informamos ao sistema quanto e quando o animal foi medicado, e isso nos dá a segurança de não abater um durante o período de carência de determinado antibiótico.

 

O veterinário afirma que o grau de detalhamento oferecido pelo software de gestão na coleta de dados ajuda muito no planejamento. Ao iniciar o protocolo de entrada, o operador já insere quais medicamentos estão disponíveis na fazenda, quais deles foram aplicados e o custo de cada um, o que permite a elaboração de relatórios e comparativos no meio e ao final do ciclo — o que fomenta a tomada de decisões mais acertadas no negócio.

Para conhecer mais detalhes desta e de outras soluções inovadoras que ajudam os pecuaristas e produzirem cada vez mais, melhor e obtendo mais lucratividade, acesse o nosso site e leia o nosso blog.


 

Se você se interessa por pecuária no Brasil, confira outros materiais publicados no nosso blog:

  • Estação de monta: boas práticas para gerar melhores resultados na sua propriedade
  • Recria de bezerros: como manter uma boa gestão
  • Gerenciamento rural profissional: o que diferencia um bom de um mau gestor

controle de gado de corte

Pecuária de precisão: 5 passos para obter os melhores resultados

pecuária de precisão

Não pode ler agora? Ouça o conteúdo clicando no player:

Os mais de 50 anos da criação de animais com fins comerciais no Brasil moldaram uma atividade que hoje coloca o país no topo do ranking da produção mundial. Nas décadas mais recentes, a adoção de recursos tecnológicos e metodologias modernas permitiu elevar a atividade a um patamar classificado como pecuária de precisão. Essa maneira de trabalhar trouxe muitos benefícios, mas nem todos os produtores estão acostumados a encontrar termos como cloud computing, chips, software e hardware no meio rural.

O motivo do estranhamento é o fato de que muitos donos de fazendas ainda preferem controlar o andamento das rotinas administrativas da propriedade manualmente — o que para eles pode parecer mais confiável do que inserir informações em um computador, por exemplo. Para isso, lançam mão de planilhas de preenchimento manual, cadernos de anotações e outros recursos considerados ultrapassados pelos produtores de alto desempenho.

Ainda que pareçam mais confiáveis — muitos alegam ter dificuldades para confiar em informações virtuais —, esse método é mais sujeito a erros e não permite o acompanhamento em tempo real de grandes plantéis como acontece com as técnicas mais modernas existentes no mercado.

Continue a leitura e saiba por onde começar para modernizar a sua propriedade e aumentar significativamente a lucratividade da sua fazenda.

Passo 1: Confie na nuvem

 

A computação em nuvem — também chamada de cloud computing — é uma tecnologia em crescimento em praticamente todas as atividades econômicas do mundo. É ela que está por trás da chamada “onipresença” do mundo virtual, pois trata-se de um conjunto de computadores e sistemas que nunca param de trabalhar. É utilizada por bancos, companhias telefônicas, corretoras de investimentos e grandes indústrias para manter seus dados sempre acessíveis e seguros.

Com o uso da computação em nuvem, quaisquer informações podem ser armazenadas digitalmente e permanecerem sempre disponíveis. Os dados são mantidos em data centers, que são grandes parques com diversos computadores interligados, que atuam de forma redundante entre si. Isso impede que por um motivo qualquer alguma coisa se perca. Além disso, esses locais são monitorados à distância e in loco por amplos sistemas de segurança para evitar que incidentes comprometam as informações.

Passo 2: Meça tudo o que for possível

 

Independentemente do tamanho da propriedade, há diversos fatores que interagem uns com os outros e se alteram, minuto a minuto, refletindo diretamente no resultado final. Se um determinado animal está doente tende a se alimentar menos reduzindo assim o seu desempenho. Se o ganho de peso individual e do lote não é medido diariamente, não é possível mensurar a eficiência da dieta adotada e muito menos predizer o ponto ótimo de abate. Sem medir o consumo e as sobras de ração no cocho não é possível fazer a gestão adequada do estoque de insumos considerando a melhor oportunidade de preço para compra sem contar o impacto no processo de fabricação e distribuição no desempenho dos animais. Até dados que parecem irrelevantes quando somados podem causar uma diferença significativa de rentabilidade.

Para que a propriedade seja marcada pela pecuária de precisão que acontece ali, é fundamental ser extremamente detalhista na gestão e buscar medir absolutamente tudo o que acontece. Deslocamentos e movimentos dos animais, o quanto eles ingerem de água e alimento por dia, qual é a variação de peso com o passar do tempo, quais as diferenças entre grupos semelhantes e outros aspectos ainda mais específicos precisam ser acompanhados diariamente. Depois de coletados, eles podem ser analisados em relatórios periódicos que ajudarão o pecuarista a tomar as decisões acertadas para produzir cada vez mais e melhor.

Passo 3: Integre todas as áreas

 

O acompanhamento minucioso de uma fazenda torna-se mais difícil na mesma proporção em que ela cresce. Por outro lado, ninguém impedirá o aumento da produção porque não tem como verificar a evolução do negócio. Neste sentido, a adoção de ferramentas tecnológicas de alto nível é fundamental.

Hoje existem no mercado equipamentos de campo que contém sensores e interfaces de comunicação que permitem a coleta de dados em tempo real. E não é apenas a leitura feita por um funcionário: conectados à redes de computadores, eles podem emitir de forma ininterrupta detalhes sobre o quanto de alimento foi distribuído nos cochos, em quanto tempo foi consumido, qual o peso do animal antes e depois de comer, entre outras inúmeras variáveis da rotina agropecuária. A riqueza de informações contribui também para analisar quais os processos mais eficientes para a estrutura da fazenda e quais podem ser melhorados.

Passo 4: Invista em capacitação

 

A tradicional imagem do homem do campo de chapéu, andando à cavalo e com pouca instrução mas muito conhecimento prático tende a ser cada vez mais rara nas propriedades de alto rendimento. Ainda que muito do que eles sabem seja válido, é preciso atualizar os meios pelos quais a produção terá capacidade de crescer e a lucratividade, aumentar. O perfil deste profissional tem que ser cada vez mais analítico e familiarizado com dispositivos modernos.

Essas tecnologias tendem a permitir o controle completo da propriedade, a qualquer momento e em qualquer lugar, por meio de smartphones e tablets. Além disso, a quantidade de informação gerada a partir do processamento dos dados emitidos pelos equipamentos da fazenda é imensa, e a análise e interpretação delas será fundamental para definir os rumos de cada ciclo produtivo.

 

Passo 5: Use um software de gestão

 

Para unificar todas essas ações e permitir que elas gerem o resultado adequado, é fundamental mantê-las sob o controle criterioso de uma plataforma completa de gestão agropecuária. É ela quem permitirá organizar, ler, compreender e agir conforme as necessidades para garantir o funcionamento perfeito de toda a fazenda — desde a chegada do animal até a identificação do ponto ótimo de abate e a sua comercialização.

Esse tipo de recurso permite otimizar o controle das atividades, aumentando significativamente a eficiência de todos os setores da cadeia interna. É ele que vai indicar a lucratividade da fazenda, em quais aspectos é preciso investir mais e o que pode estar drenando o lucro de um negócio tão minucioso como a pecuária.

Continue acompanhando nosso blog para saber como aumentar a lucratividade da sua fazenda.

Impacto da tecnologia na rentabilidade do confinamento

confinamento
A tecnologia impacta no confinamento de bovinos – e o impacto é bastante positivo. Entenda melhor nesse post.

Não pode ler agora o artigo “Impacto da tecnologia na rentabilidade do confinamento”? Clique no player e ouça este post:

 

O setor agropecuário brasileiro costuma apresentar crescimento mais expressivo que a economia nacional. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, enquanto o PIB de 2017 cresceu apenas 1%, a agropecuária aumentou sua representatividade no mercado em 13%. Apesar do ano positivo, esta é uma das atividades econômicas que mais sofre com oscilações internacionais, impactos de fatores externos, variações cambiais e climáticas, mobilidade e legislação, entre outros.

Felizmente, a importância desse negócio para o país o coloca em posição prioritária quando o assunto são pesquisas científicas, estudos, descobertas e inovações que melhorem a produtividade, aumentem o rendimento das propriedades e diminuam a perda nos confinamentos. Isso fica evidente quando o produtor, buscando a excelência na gestão, decide investir em sistemas que tornam o processo de administração das rotinas produtivas mais eficiente.

Viabilizadas pela capilarização cada vez maior das conexões de internet rápida — inclusive em áreas distantes dos grandes centros urbanos —, plataformas completas de gerenciamento de rebanhos têm ganhado a preferência de muitos empreendedores do campo que comprovam: coleta e monitoramento constantes de dados fazem os lucros aumentarem significativamente.


Pensando nisso, a GA lança o primeiro eBook sobre o Impacto da Tecnologia na Rentabilidade do Confinamento. Baixe agora.

 

Mais controle, mais rentabilidade

 

O assunto já foi estudado por especialistas que constataram: donos de propriedades que utilizam softwares de gestão têm 73% de aumento na produtividade, cerca de 20% menos gastos operacionais e 16% de economia nas despesas administrativas. Não é mágica: trata-se de organização e do uso da inteligência de dados a favor dos negócios.

Em muitos casos esse tipo de controle já acontece, mas de forma precária — e até amadora. Por meio de anotações manuscritas, cadernos, e planilhas de preenchimento manual, diversos gestores acreditam estar fazendo a coisa certa, quando na verdade não obtêm um retrato fiel e preciso do que, de fato, está acontecendo. E como esses dados, apesar de imprecisos, podem ser muito próximos dos aferidos por uma plataforma digital, a tendência é acreditar que a diferença no longo prazo não é tão significativa. Mas aí é que o engano acontece.

Um exemplo que ajuda a dimensionar essa divergência é o que é perdido com o desperdício de alimentos no confinamento. Numa propriedade que tem 2 mil cabeças, por exemplo, há uma perda média de eficiência de produção e distribuição de ração entre 3% e 5% a cada ciclo de 100 dias. Isso significa que a cada quilo de ração perdido no trato por dia, a fazenda perde aproximadamente R$ 700 — o que representa um prejuízo diário de cerca de R$ 4,6 mil.

Num outro exemplo, o prejuízo na venda final do gado que não teve um controle preciso no fornecimento de energia gerando uma redução de apenas 2% no ganho de peso diário, pode chegar a quase R$ 35 mil num confinamento de 2 mil cabeças. Muito dinheiro, sobretudo se comparado com o valor investido em plataformas de gestão agropecuária e na capacitação de funcionários.

 

Tecnologia: solução ideal para o pecuarista

 

Ainda que estejam cada vez mais populares, planilhas eletrônicas e aplicativos para tablets e celulares ajudam, mas não resolvem a situação. No primeiro caso, leituras incorretas, erro na inserção de dados e outras falhas podem apresentar panoramas equivocados para os donos de fazendas. No segundo, os recursos querem atender o maior número de produtores possível, deixando de lado as especificidades de cada unidade de negócio e impossibilitando a personalização. Algumas informações importantes para a sua atividade não poderão ser inseridas, ou alguns relatórios fundamentais não estarão disponíveis — e a inclusão desses campos não costuma ser uma solicitação entregável ao cliente.

Softwares avançados facilitam e simplificam o gerenciamento do negócio, atendendo a todos os processos administrativos, financeiros e operacionais. Essas plataformas permitem o acompanhamento do animal desde a entrada dele no confinamento até a saída, com informações precisas sobre a sanidade, movimentação, ganho de peso diário e a indicação do ponto ótimo de abate.

De quanto mais informações os gestores de propriedades agropastoris dispuserem, melhor será o planejamento das etapas de produção. O cruzamento dos dados permitirá aos profissionais — zootecnistas, agrônomos e veterinários — estimar o consumo diário de cada animal, o ganho médio de peso e se o ciclo está evoluindo da maneira adequada a garantir a margem de lucro estipulada para o negócio.

 

Para saber como aumentar o controle e os lucros do seu confinamento, leia o e-Book Impacto da Tecnologia na Rentabilidade do Confinamento.

Bons negócios!

ebook confinamento

 


Se você se interessa por pecuária no Brasil, inteligência artificial na pecuária e demais tendências nessa área, confira outros materiais publicados no nosso blog:

  • Existe evolução sem revolução? Um breve cenário da pecuária de precisão no Brasil – e o que nos espera
  • Medição de resultados de monta natural e IATF: como a tecnologia pode ajudar
  • A evolução da pecuária no Brasil
  • Gerenciamento rural profissional: o que diferencia um bom de um mau gestor

A evolução da pecuária no Brasil

Pecuária no Brasil: Tecnologia tornou o país o segundo maior produtor de carne do mundo

Pecuária no Brasil
Entenda como a Pecuária no Brasil evoluiu tanto nos últimos anos

 

Não pode ler agora? Ouça a matéria clicando no player:

 

O Brasil tem o segundo maior rebanho bovino do mundo segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2017 o país tinha 226 milhões de cabeças, o que corresponde a 22,64% do total mundial. A vice-liderança se dá porque a Índia tem, no comparativo internacional, 303 milhões de animais (30,39% do total). A pecuária no Brasil evoluiu, e hoje permite suprir a demanda interna com carnes de alta qualidade e ainda exportar, mas nem sempre foi assim.

Quem olhar dados históricos do mercado e da cadeia produtiva do gado de corte do final dos anos 60 e compará-los com os números recentes, vai perceber uma diferença. Antes o tipo de propriedade administrada pelos fazendeiros tinha uma característica em comum: grandes áreas de pastagem. Os números mostram, no entanto, que agora a prioridade é a pecuária intensiva e o foco está na produção de qualidade.

Área maior, produtividade menor

Há cerca de 40 anos, o país tinha menos da metade do rebanho atual. O que era produzido pela pecuária no Brasil não atendia a demanda da população interna e o mercado externo não era considerado prioritário. A cadeia foi embalada sobretudo pela inserção de novas raças que eram fruto da política do governo para o setor pecuarista. Na época, a região Centro-Oeste protagonizou uma explosão no número de propriedades, já que a área apresentava aspectos naturais e geográficos mais adequados do que os de outros estados, além de um bom posicionamento que dava condições logísticas ímpares no momento de escoar a produção.

Mas a prioridade da região nessa época não era exatamente a modernização da produção, focando na produtividade do plantel. As propriedades eram muito grandes e o gado criado solto crescia em número de cabeças, deixando de lado características que hoje fazem da pecuária do Brasil uma das mais modernas do mundo.

Salto de produtividade

Em 40 anos, o rebanho mais que dobrou no país. Um detalhe importante é que a área de pastagens não cresceu na mesma proporção — em alguns casos, até diminuiu. Isso reflete a melhoria da produtividade, que é obtida por meio do controle de elementos altamente influenciadores no processo como o ganho de peso dos animais, a diminuição da mortalidade, o aumento nas taxas de natalidade e na diminuição progressiva da idade de abate.


O conjunto de atitudes tomadas pelos produtores e donos de propriedades que começaram a perceber a importância de se investir em tecnologia foi o que proporcionou, ao longo das duas últimas décadas do século XX, o crescimento desta atividade produtiva. Desde o ano 2000, o abate de bovinos cresceu cerca de 90% — o que posicionou o Brasil como um dos maiores exportadores do globo. No ano de 2018, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estima que o volume total de carne bovina produzido aqui será de 9,9 milhões de toneladas, acima das 9,5 milhões registradas no ano passado. Mas para concretizar essa previsão, será preciso investir cada vez mais em tecnologia.

Pecuária no Brasil: inovação quadruplica produção

A ideia de que a pecuária deve se aproximar cada vez mais da agricultura não é exatamente nova, mas tem ganhado cada vez mais evangelistas nos últimos anos. Para alguns especialistas, esse é o único caminho de fazer com que propriedades produzam cada vez mais por hectare anualmente. O agrônomo Ivan Wedekin, por exemplo, afirma que a pecuária brasileira tem apresentado números ascendentes ano após ano, mas “é a hora de olhar e cuidar da pecuária como se cuida de uma lavoura”. Segundo o consultor, essa nova visão depende de investimentos para integrar sistemas dentro da porteira, já que o controle dos diversos fatores que contribuem para a criação de gado de corte de qualidade tem que ser rigoroso.

Pecuaristas que implantam sistemas dedicados à gestão agropecuária conseguem produzir mais de 20 arrobas por hectare/ano, cerca de quatro vezes mais do que quem adota técnicas mais antigas de controle de pasto, alimentação e outros fatores. Essa diferença acontece porque as plataformas modernas interligam todas as áreas da fazenda, permitindo o monitoramento em tempo real dos cochos, da engorda dos animais, do manejo e indicando o ponto ótimo para o abate.

Continue acessando o nosso blog para saber como aumentar a produtividade e a lucratividade dos seus negócios agropecuários! Nosso objetivo é estimular a pecuária no Brasil e ajudar produtores a melhorarem seus resultados.

Se você se interessa por pecuária no Brasil, confira outros materiais publicados no nosso blog:

  • Estação de monta: boas práticas para gerar melhores resultados na sua propriedade
  • Recria de bezerros: como manter uma boa gestão
  • Gerenciamento rural profissional: o que diferencia um bom de um mau gestor

Maturidade de Gestão: em qual nível está sua propriedade?

Você é um(a) pecuarista com experiência, tem muito conhecimento sobre os bovinos e seu desenvolvimento no ciclo produtivo. Isso significa que sua propriedade tem uma gestão de alta maturidade e performance? A resposta é não! Mas fique tranquilo(a), para te guiar nessa escalada da gestão, você precisa compreender alguns pilares importantes do seu negócio e o nível de integração entre eles.

Os 07 Pilares da Alta Gestão

  • Tecnologia
  • Processos
  • Pessoas
  • Liderança
  • Infraestrutura
  • Gestão de risco
  • Conectividade

O melhor cenário são os 7 pilares bem equilibrados dentro da propriedade, dessa maneira, melhor fica o ambiente para inserção da tecnologia. Por isso, é tão importante olhar para eles com atenção. Se esses pilares estão em desequilíbrio, com áreas mais representativas que outras, indicam um baixo nível de maturidade.

Baixa maturidade de gestão x Alta maturidade de gestão

Baixa Maturidade

Alta Maturidade

Níveis de uso de informação

Quanto mais rápido se evolui da baixa para a alta maturidade, mais rápido o gestor e pecuarista tem segurança e confiabilidade das informações.

O bom uso da informação na propriedade gera alto conhecimento e permite a aplicação de inteligência artificial que automatizam alertas e recomendações, dando agilidade e segurança ao processo de tomada de decisão.

A jornada de gestão da informação

Quando falamos de níveis de informação, é importante entender que é um processo com fases e deve ser analisado de forma criteriosa. A GA possui uma metodologia de gestão da informação para o sucesso do negócio rural. Vamos entender como funciona esse processo e como deve ser analisado:

1.   Descritivo: O que está acontecendo? O foco é a coleta assertiva dos dados para melhor entendimento (operacional).

2.   Diagnóstico: Por que isso aconteceu? Foco na melhoria dos processos para melhor andamento (gerencial).

3.   Preditivo: O que vai acontecer? Foco na análise das informações para planejamento (estratégico).

4.   Prescritivo: O que devo fazer? Foco na tomada de decisão orientada pelas informações precisas (mercadológico).

“Quem tem informação certa, na hora certa, decide melhor e mais rápido!”

No ambiente de alta maturidade de gestão, a tecnologia aplicada gera grande impacto no controle e na gestão do negócio – custos, processos, pessoas, desempenho animal e retorno financeiro – reduzindo o risco e facilitando toda a gestão.

Comece analisando esses pilares dentro de sua propriedade, identificando o que pode ser feito e melhorado. Dessa maneira, a implantação de softwares de gestão acontece de forma muito mais eficiente trazendo resultados de maneira mais rápida para a gestão da propriedade.

Break Even da sua propriedade

O break even indica o faturamento que seu negócio precisa ter para cobrir os custos fixos e variáveis. Assim, no ponto de equilíbrio, a empresa não tem lucro nem prejuízo.

Quando falamos do ponto de equilíbrio da produtividade, o pecuarista precisa descobrir qual o valor mínimo que precisa comercializar a @ para que todos os custos fixos e variáveis sejam pagos. A partir desse valor, a propriedade passa a ter lucro.

Para saber mais informações sobre gestão de alta performance na pecuária, não deixe de participar do Circuito Pecuária de Alta Performance.

Saiba mais em: Circuito Pecuária de Alta Performance

Conteúdo e Estudos:

Paulo Marcelo (CEO da GA): Zootecnista, mestre em Produção Animal e pioneiro na aplicação da ciência de dados na pecuária.

Marcelo Ribas (CEO Intergado): Veterinário, doutor em Zootecnia e responsável pela área de pesquisa e inovação da Intergado.

Análises:

Time de Estatísticos e Cientistas de Dados GA e Intergado

Produção do conteúdo:

Milena Marzocchi (Analista de Negócios da GA): Zootecnista, mestre em produção animal sustentável, especialista em marketing.

Eficiência dos processos produtivos

O que o animal “fala” sobre isto

Quando falamos de desempenho animal precisamos entender todos os processos que fazem parte do processo produtivo. Neste artigo, trouxemos algumas análises relevantes sobre esse tema.

Analisamos clientes com automação na fábrica de ração para entender o erro por tipo de alimento e, segundo a base de dados da GA, a maioria dos clientes erra para “cima’’ durante a fabricação da dieta. Também foi constatado que os ingredientes proteicos, insumos de alto custo, são os que apresentam a maior margem de erro conforme gráfico abaixo:

Erros na fabricação por tipo de alimento


Fonte: GA + INTERGADO, 2021

O cenário ideal é fabricar e fornecer a dieta o mais próximo do previsto para não “furar” o estoque e, dessa maneira, consumir os ingredientes dentro do planejado para não prejudicar o desempenho do animal (caso seja necessário realizar a troca de ingredientes durante o ciclo) e não aumentar os custos de produção.

Com a tecnologia de pesagem voluntária diária dos animais da Intergado, conseguimos obter todos esses dados e entender o que está impactando na produtividade.

No gráfico abaixo, analisamos um animal de uma fazenda tecnificada. Percebemos que o desvio entre o desempenho previsto pela dieta formulada e pela dieta fornecida foi de apenas 3%, indicando bons índices do processo. (Linha preta e cinza praticamente sobrepostas).

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

O nutricionista dessa propriedade, formulou uma dieta considerando que o animal terminaria o confinamento com 547kg. O cliente estimou o ganho de peso diário no sistema com média de 1,5 kg/dia (linha dourada) com peso final esperado de 515kg. Já a medição diária e individual, através das balanças eletrônicas da Intergado, mostrou que o animal terminou o período confinado com 532kg.

Existe uma diferença entre a predição e a resposta real do animal e, nesse caso específico, a fábrica de ração trabalhava com índices de controle rigorosos, porém com margem para melhoria da eficiência. Vale ressaltar que mesmo com uma boa operação de fábrica, ainda assim, podemos ter diferenças entre a realidade e as previsões.

Concluímos que nessa situação, estamos subestimando a exigência do animal na formulação da dieta e que a tecnologia do “boi sensor” (animal coletando dados para orientar as decisões do pecuarista, através do monitoramento das pesagens diárias voluntárias nas balanças da Intergado) pode ajudar a calibrar o modelo para chegar no ponto de equilíbrio. Vamos entender melhor no próximo gráfico.

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

No gráfico acima, vemos que a linha azul reflete exatamente o que aconteceu com o boi, pois é o acompanhamento feito a partir da pesagem diária do animal. Importante ressaltar que com o dado real temos mais informações para calibrar e tomar decisões referente ao confinamento. Vimos um desvio de 30,52% entre o ganho de peso real e o ganho de peso previsto pelo modelo (linhas preta e cinza praticamente sobrepostas).

Também fica claro que utilizar o ganho linear (linha dourada) não é a melhor opção a ser adotada quanto ao desempenho do animal. Isso pode trazer erros no controle de estoque e, o mais importante, não é possível identificar o que realmente está acontecendo com o animal ao longo do processo de engorda.

Para isso, temos a oportunidade de usar o animal como um sensor da fazenda já que ele responde a todas as interações e usar o conhecimento sobre o seu comportamento para corrigir os processos durante os dias de cocho, equilibrando exigência nutricional e desempenho para tomar melhores decisões produtivas e econômicas.

O custo da perda de desempenho

Naturalmente, ao longo do período confinado, o ganho de peso diário diminui e depois tende a estabilizar. Inicialmente, é maior devido ao ganho compensatório e depois se estabiliza quando o animal já está habituado à dieta, ao cocho e ao ambiente.

Um dos fatores que interferem no desempenho animal é a troca de dietas que exigem uma adaptação do animal à nova formulação. No gráfico abaixo, percebemos o impacto das trocas de dieta em 2 momentos, acarretando uma perda de 5,27 kg que representa R$58,00/cabeça durante o confinamento.

Ganho de peso diário x Dias de confinamento

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

Essas mudanças de ingredientes na dieta podem ser pressionadas pelo mercado ou por falha de algum fornecedor, como aconteceu muito em 2020. Mas, com o planejamento de estoque bem-feito, com insumos suficientes para o ciclo e mantendo as eficiências dos processos (sem perdas) é possível controlar os custos e evitar a troca de ingredientes que prejudicam o desempenho animal. Mesmo quando as trocas são por ingredientes similares em qualidade e energia, a resposta do animal é negativa.

Veja no gráfico abaixo, o que aconteceu em 2020 com 5 mudanças na dieta provocadas por condições de mercado, trocando por ingredientes de igual valor nutricional:

Composição das dietas x Ganho de peso diário (GPD) x Energia metabolizável (EM)

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

As linhas tracejadas na vertical indicam os períodos em que foram realizadas trocas de ingredientes por indisponibilidade no mercado. Na linha laranja, temos a Energia Metabolizável (EM) que foi entregue ao longo do tempo, considerando as mudanças de ingredientes. Nota-se que o nutricionista tentou manter estável durante as trocas, mas na linha verde temos o GPD do animal mostrando quedas drásticas em cada troca.

Os animais estavam abaixo do seu potencial máximo e, segundo estimativas, para recuperar as perdas, os animais precisariam de 9 dias a mais de cocho, representando um custo adicional de R$117,00 por cabeça.

Em casos em que é necessário fazer a mudança na dieta, o mais recomendado é realizar essa troca de forma gradativa e, assim, facilitar a adaptação do animal e reduzir perdas de desempenho. A melhor forma de fazer isso é com a automação da fabricação e do fornecimento, que facilitam intercalar diferentes dietas ao longo do dia de trato e por períodos determinados.

Importante entender que o bovino é um animal que gosta de rotina e as decisões que tomamos durante o período confinado refletem diretamente na performance do animal. Utilizar o animal como “sensor” é uma grande oportunidade de tomar decisões assertivas. Dessa maneira, fica claro que para ser um bom pecuarista é preciso ser um bom planejador e também um bom observador.

Para acessar mais conteúdos como este, não deixe de participar nossa Trilha de Conhecimento.

Saiba mais em: Trilha do Conhecimento GA

Conteúdo e Estudos:

Marcelo Ribas (CEO Intergado)

Veterinário, doutor em Zootecnia e responsável pela área de pesquisa e inovação da Intergado.

Paulo Marcelo (CEO da GA)

Zootecnista, mestre em Produção Animal e pioneiro na aplicação da ciência de dados na pecuária.

Análises:

Time de Estatísticos e Cientistas de Dados GA e Intergado

Produção do conteúdo:

Milena Marzocchi (Analista de Negócios da GA)

Zootecnista, mestre em produção animal sustentável, especialista em marketing.

A importância de adotar um sistema moderno de controle de gado

controle de gado

Não pode ler agora? Ouça o post clicando no player:

A possibilidade de aumentar a rentabilidade e a produtividade da fazenda está direta e intimamente ligada ao controle de gado, feito de forma minuciosa. Diferentemente do que acontecia há cerca de 50 anos, quando a pecuária de corte ganhou traços mais industriais no Brasil, a quantidade de fatores que interferem na qualidade e no volume da carne aumentou significativamente. Graças ao conhecimento mais aprofundado da produção, o pecuarista está mais atento a detalhes, que antes passavam despercebidos, e que podem significar a diferença entre ter lucro ou não.

A velha máxima “o olho do dono é que engorda o boi” já não é mais verdadeira. Antes era comum, pela falta de dados precisos sobre o rebanho, o dono ficar de “olho” apenas no valor de venda da arroba sem considerar os demais custos envolvidos, imaginando que apenas as oscilações do mercado interferiam no resultado da produção. Esse costume, que chegou a estar presente em 80% das fazendas brasileiras nos anos 90, acaba por contribuir para a formação de um ciclo de erros constantes que não permitem o acompanhamento detalhado da rentabilidade do negócio, comprometendo significativamente a gestão pecuária.

Em um levantamento feito pela Embrapa Gado de Corte com centenas de propriedades da microrregião de Alto Taquari (MS) há cerca de duas décadas, verificou-se que apenas 4% delas mantinha e atualizava um planejamento detalhado sobre os rumos da produção. O mesmo percentual compreendia os produtores que tinham registros que possibilitavam o cálculo; e apenas 12% adotavam fichas de controle de rebanho. A situação, preocupante do ponto de vista da boa gestão, se repetiu em 2011, quando uma nova edição do estudo foi produzida: 93% das fazendas não tinham nenhum tipo de planejamento estratégico de longo prazo para saber aonde a empresa chegaria no futuro.

Neste artigo apresentamos os principais aspectos a serem observados para fazer o controle de gado correto e aumentar a produtividade da fazenda. Acompanhe.

Como fazer o controle de gado adequado às demandas modernas

O principal aspecto para virar a chave na gestão de uma propriedade em direção à alta lucratividade e à melhoria da produção é o entendimento, por parte dos donos e gestores, de que é fundamental ter à disposição todos os dados relacionados ao rebanho e aos processos para tomar decisões mais acertadas. Ainda que o modelo da fazenda seja extremamente tradicional e seja feito há muitos anos da mesma forma, não há como buscar a eficiência gerencial e produtiva sem contar com o apoio da tecnologia. Apesar de existirem plataformas completas de gestão agropecuária à disposição dos produtores, 54% dos que foram questionados pela Embrapa acredita “não ser necessário” medir o desempenho do plantel para garantir a manutenção futura dos lucros.

Essa questão cultural é a base para erros e imprevistos que, na análise detalhada de longo prazo, poderiam ser evitados. O acompanhamento, que em algumas situações é feito em planilhas manuais ou sistemas improvisados, ganhou aliados importantes, dedicados às rotinas da fazenda, que permitem a leitura de diversas informações provenientes de várias fontes diferentes, a qualquer momento.

Monitoramento de dados: a base do controle de gado eficiente

O volume de informações a serem coletadas e processadas pelas fazendas pode ser uma das justificativas dos produtores que mantêm os métodos tradicionais na gestão da propriedade. De fato, ao fazer o controle individual do plantel, o acompanhamento gera uma grande quantidade de dados, já que cada animal tem histórico de informações relacionadas ao consumo, ganho de peso, aplicação de medicamentos e outros aspectos. Isso deve ser analisado de forma particularizada, permitindo a aferição individual da performance.

Em se tratando de um sistema produtivo de engorda tipo confinamento, a coleta e triagem dessas informações pode ser facilitada. Por meio do controle por lotes, os indicadores aparecem reunidos conforme a especificidade de cada conjunto de indivíduos. Eles podem ser agrupados por raça, categoria, aspectos genéticos e tempo de vida, por exemplo, permitindo a elaboração de comparações considerando dados zootécnicos, financeiros e outros critérios. Nesse sistema, a escolha de uma plataforma completa de gestão agropecuária é fundamental para permitir ao produtor predizer o ponto ótimo de abate de cada animal ou lote e, assim, identificar a janela de abate de maior lucratividade para a fazenda.

O sistema, além de possibilitar a gestão mais eficiente da informação, padroniza e simplifica a coleta dos dados. Pelo método, a facilidade se dá pela possibilidade de inserir todas as informações do negócio no sistema. Basta o gestor informar quanto de alimentação foi fornecida e consumida, quais medicamentos foram administrados e outras variáveis para obter um “retrato” atualizado da propriedade. Softwares mais avançados são integrados com sistema de automação da fábrica de ração e da distribuição do alimento nos cochos, eliminando a coleta manual dos dados. Nesses casos, os sistemas existentes se conectam com sensores dos equipamentos e lêem os dados em tempo real, aumentando o grau de precisão dos relatórios e balanços.

Exemplos de informações que podem ser obtidas a partir do uso de um software de gestão agropecuária:

  • Controle de contrato (compra, Boitel, parceria produzida);
  • Peso de entrada individual e por lote;
  • Peso de saída individual e por lote;
  • Identificação individual por animal (SISBOV ou número de controle);
  • Consumo de matéria seca/dia por animal e lote;
  • Previsão de fornecimento diário de ração com base na leitura de cocho digitalizada;
  • Controle de eficiência na fabricação e fornecimento de ração;
  • Controle de estoque de insumos;
  • Controle sanitário;
  • Rendimento de carcaça;
  • Ganho líquido de carcaça;
  • Custo por arroba produzida;
  • Lucro por arroba;
  • Lucro total;

Para aumentar a precisão dos dados coletados e ampliar as possibilidades de controle e gestão das informações é fundamental analisar as funcionalidades do software. Exemplos de funcionalidades a considerar:

  • Integração com o software de rastreabilidade;
  • Integração com automação de fabricação e fornecimento de ração;
  • Integração com balanças no curral, na fábrica de ração e nos caminhões de fornecimento;
  • Integração do ERP (Enterprise Resource Planning, um software específico para gestão empresarial);

A decisão sobre o método de controle da produção será do gestor pecuário, mas é importante que ele tenha acesso às ferramentas mais modernas disponíveis no mercado. De fato, a aproximação cada vez maior das atividades dentro da propriedade com a tecnologia é capaz de aumentar a lucratividade com simplicidade e eficiência, interferindo positivamente no alcance das metas produtivas do negócio.

  • « Anteriores
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • Próximos »

Assine nossa NEWSLETTER e tenha informação de valor na palma da mão!

  • Início
  • Quem Somos
  • Soluções
  • Orçamento
  • Blog
  • Suporte
  • Contato

Todos os direitos reservados à Gestão Agropecuária © 2007 - 2026.

Our Spring Sale Has Started

You can see how this popup was set up in our step-by-step guide: https://wppopupmaker.com/guides/auto-opening-announcement-popups/

Our Spring Sale Has Started

You can see how this popup was set up in our step-by-step guide: https://wppopupmaker.com/guides/auto-opening-announcement-popups/