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Como aumentar a eficiência produtiva por meio da desmama adequada

desmama
Desmama correta: como usá-la para produzir mais

 

Na pecuária de corte, a produção de bezerros desmamados representa a principal fonte de renda para o criador. No entanto, a época de desmame é um período de considerável estresse tanto para a vaca quanto para o bezerro, o que pode causar perda no rendimento de ambos. A utilização de um método de desmama mais adequado e cuidadoso pode melhorar o desempenho reprodutivo do rebanho, sem que prejudique a matriz e o desenvolvimento da cria.

A partir do terceiro mês de lactação, o leite passa a ter pequena participação na dieta do bezerro. E o desmame tradicional normalmente ocorre aos seis ou oito meses de vida. Após essa separação, o comportamento da mãe e da cria é bastante previsível. Nesta condição vacas e bezerros tendem a comer, ruminar e descansar menos e passam mais tempo caminhando e vocalizando repetidamente. São essas alterações de comportamento que indicam que o método de desmama tradicional causa conseqüências negativas sobre o bem-estar animal.

Alguns métodos são recomendados para tornar a desmama menos traumática para ambos. Certas alternativas de manejo otimizam o desempenho reprodutivo e produtivo do rebanho de cria:

  • desmama com visualização;
  • separação em dois estágios;
  • desmama controlada.

Já outras são apontadas como menos eficazes:

  • Separação completa;
  • uso de vacas madrinhas;
  • troca de lotes.

Desmama com visualização

Um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que vacas e bezerros ficam mais tranquilos, desde os primeiros dias após o parto, quando colocados próximos uns dos outros, separados apenas por uma cerca, mas mantendo o contato visual. Um estudo da Universidade da Califórnia, aponta que a cria tratada dessa forma pode ganhar a mais até 30% de peso em dez semanas logo após a desmama se comparados aos bezerros desmamados de modo tradicional. Além disso, os animais andaram menos e chamaram menos por suas mães.

Neste caso, ainda que separados por uma cerca, os animais recebem alimentos complementares em cocho comum. O mesmo acontece com a água. Esse método facilita o consumo do bezerro proporcionando aumento de peso.

Ainda segunda a Embrapa, o método reduz consideravelmente o estresse do rebanho de cria. E para garanti-lo é necessário ter uma cerca resistente que impossibilite que a vaca e o bezerro se juntem novamente. Outra observação acrescentada ao estudo sugere manter usualmente os bezerros no curral de quatro a sete dias após a desmama, fornecendo água, ração no cocho e capim fresco à vontade.

Separação em dois estágios

O processo de desmama por meio de separação em dois estágios é uma alternativa que também aumenta a eficiência produtiva do rebanho de cria. Esse método consiste em evitar que o bezerro mame, no primeiro estágio, usando uma tabuleta no focinho do animal. Essa primeira etapa da desmama deve durar entre quatro e sete dias, e não tem interferência negativa no comportamento do animal que se alimenta e caminha pelo mesmo tempo que animais sem a tabuleta e também não vocalizam. Para o segundo estágio, o método indica a separação de mãe e cria. De acordo com a Embrapa, os bezerros desmamados em dois estágios apresentam comportamento positivamente significativo se comparados com os bezerros desmamados de forma tradicional:

  • vocalizam 85% menos;
  • caminham 80% menos;
  • passam 25% mais tempo se alimentando;
  • descansam 24% mais tempo;
  • sete dias após a separação ganham peso significativamente mais elevado.

A dificuldade desse método está na colocação e retirada das tabuletas, sobretudo em rebanhos grandes. Portanto, alguns cuidados são indicados para adoção deste manejo.

  • O tratamento preventivo de doenças e o controle de ecto e endoparasitos deve ser feito seguindo rígido manejo sanitário.
  • Aplicação de vermífugos, vacinas e castrações devem ser feitas quatro semanas antes e evitadas durante a desmama.
  • Os bezerros precisam ser checados regularmente. E em caso de doença, devem ser isolados imediatamente para tratamento e para evitar contágio dos demais.
  • É importante evitar distúrbios nos bezerros recém-desmamados. O ideal é evitar comercialização e transporte dos animais.
  • E os piquetes precisam estar protegidos contra estresses climáticos.

Desmama controlada

Para a técnica de desmama controlada recomenda-se que os bezerros separados de suas mães sejam colocados para mamar duas vezes ao dia, uma pela manhã e outra à tarde. É importante que durante o tempo em que não estiverem juntos, os bezerros fiquem no pasto com capim. Ainda que não haja avaliação científica que prove a eficácia desse manejo, pecuaristas se dizem satisfeitos com os resultados da técnica. Esse método torna sugere o afastamento da cria com a vaca seja progressivo, o que torna a desmama mais suave. Outra vantagem é que como os bezerros são estimulados a pastar, ganham peso ao mesmo passo em que as mães se recuperam.

Separação completa

Outra alternativa de manejo para a desmama do rebanho de cria é a separação completa. Neste método, os animais são separados e colocados em áreas afastadas de modo que mãe e cria não possam ouçam a vocalização um do outro. Recomenda-se que as vacas sejam retiradas para outro setor da fazenda.

Já os bezerros devem permanecer na área em que estão acostumados ficar por questão de familiaridade com o local. No entanto, havendo necessidade de remover a cria para outras áreas, é imprescindível que o bezerro seja transferido e goze de maior conforto possível, com água em abundância, sombra e abrigo do vento. Vale ressaltar que esse método provoca alterações no comportamento dos bezerros reduzindo assim seu desempenho.

Uso de vacas madrinhas

Embora pesquisadores da Universidade de Saskatoon, no Canadá, considerem a substituição das mães por vacas de descarte um método com pouco ou nenhum benefício, essa é também uma técnica de manejo do rebanho de cria. O objetivo é fazer com que os bezerros se alimentem mais rápido e também estabilizar o ambiente social do animal. Mas o que os pesquisadores canadenses constataram é que usar vacas madrinhas junto ao rebanho recém desmamado não melhora o desempenho, imunidade e saúde. Além disso, o comportamento do animal é semelhante ao dos desmamados abruptamente.

Troca de lotes

Também testada pela Universidade de Saskatoon, a divisão do rebanho em dois lotes de vacas e bezerros, promovendo a troca das vacas do lote original também não se mostra funcional para a desmama. Em ambos os casos mães e crias procuravam seus pares. E a técnica não demonstrou benefício no comportamento animal.

Cuidados garantem resultados

Desde que tomados os cuidados necessários, segundo a Embrapa, a utilização de métodos da desmama mais adequada pode melhorar não só o desempenho produtivo mas também reprodutivo do rebanho. E a eficácia de cada método vai sempre depender da disponibilidade de forragem e do estado nutricional das vacas e novilhas.

Portanto, é válido ainda enfatizar que para que os resultados sejam os melhores possíveis, independente do manejo escolhido, estabelecer uma estação de monta de curta duração de maneira que o período de maior requerimento nutricional das vacas coincida com o período de maior disponibilidade de forrageiras de boa qualidade é também de extrema importância.

Para medir e acompanhar se o método escolhido está funcionando para sua fazenda é fundamental ter e analisar as informações de desempenho das vacas e dos bezerros durante a desmama. Só assim é possível identificar os pontos sensíveis de melhora e os que estão de acordo com as metas e índices determinados na estratégia. Coletar, gerenciar e analisar as diversas informações do rebanho e cada manejo ao longo do processo de desmama exige a utilização de recursos tecnológicos.

Continue acompanhando as informações do nosso blog para saber mais sobre oportunidades de gestão, produtividade e tecnologia que ajudam a transformar positivamente a sua propriedade e aumentar a lucratividade do seu negócio.

Inteligência de negócios X Inteligência artificial na pecuária

Inteligência de negócios X Inteligência artificial na pecuária
Inteligência de negócios X Inteligência artificial na pecuária: entenda melhor essa diferença

Hoje vamos conversar sobre a inteligência artificial na pecuária brasileira e de que forma isso interfere na inteligência do seu negócio. Você sabe como aproveitar a tecnologia neste sentido?

 

Em primeiro lugar, é importante dizer que essas discussões não são apenas importantes, mas imprescindíveis para o cenário que vivemos hoje. O Brasil tem um PIB agropecuário que chega a R$ 1,5 trilhão por ano e nós somos um dos três maiores exportadores de alimentos do planeta. Tão grandiosa quanto essa posição é a nossa responsabilidade: espera-se que o Brasil responda por 40% de toda a produção de alimentos que deve dobrar até 2050 para atender a demanda do aumento populacional no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação.


Seremos 9 bilhões de pessoas que vão consumir mais frutas, verduras, legumes, grãos e principalmente, mais carne. A produção de proteína animal precisará aumentar pelo menos 13% para atender às demandas dos mercados interno e externo. Mas qual é o melhor caminho para chegarmos a esse volume? Como podemos começar a escalar nossa produção hoje e transformar a produtividade da pecuária brasileira?

 

Aplicação da inteligência artificial na pecuária

 

Muita gente ainda tem uma visão equivocada de que o campo e os computadores são de universos totalmente diferentes e, pior, que não são compatíveis. Alguns gestores agropecuários têm resistência em buscar e implantar soluções e recursos tecnológicos nas suas fazendas. Adotar tecnologia exige uma mudança de cultura que começa pela maneira como o dono vê o negócio até chegar na ponta mudando o jeito como o peão lida com o animal. O fator humano é a grande questão já que a barreira da infraestrutura necessária para o uso da tecnologia no campo – acesso à energia, internet, equipamentos adaptados ao meio rural e softwares específicos para a pecuária – já foi superada há muito tempo. Mas muitos pecuaristas insistem em viver no passado enquanto o mercado evolui a galopes montado na análise dos dados gerados no campo. E contra dados não há “achismos”. Com dados confiáveis nas mãos, o produtor tem a segurança de tomar as melhores decisões para o seu negócio.

 

Mais que uma ferramenta tecnológica, um sistema de gestão completo é a representação concreta da inteligência de mercado. Pra entender o que isso significa basta perceber que todos os recursos disponíveis no software foram desenvolvidos para atender as necessidade do mercado, portanto são a tradução das melhores práticas. O que significa que, se você não usa os recursos disponíveis, muito provavelmente você está perdendo mercado para os produtores que usam. Esses têm uma visão mais precisa e completa do seus negócios e podem, a partir disso, identificar oportunidades que você está perdendo porque não tem informação suficiente para perceber quais são. Simples assim.

 

Ainda que os modelos de negócios de um ou outro produtor sejam diferentes, os processos, as métricas e os indicadores são os mesmos. Seja na cria, na recria, na engorda a pasto ou no confinamento é necessário controlar a nutrição, a sanidade, a curva de ganho de peso, o fluxo de caixa, inventário do gado, movimentações e manejos, dentre muitos outros. O que muda é a análise e o cruzamento dos dados para simular os cenários mais eficientes e rentáveis de cada modelo. E para provar essa tese o que mais se vê pelo Brasil são casos de sucesso do uso de softwares de gestão agropecuária.

 

Cases de sucesso: é possível aplicar inteligência artificial na pecuária?

 

Um desses casos é o da Fazenda Nova Piratininga, que fica no município de São Miguel do Araguaia, em Goiás. Essa é uma das maiores propriedades do Brasil, com uma área total de mais de 205 mil hectares. O negócio deles tem pelo menos 130 mil cabeças de gado, 1,7 mil quilômetros de estradas, 1,8 mil pastos e cerca de 300 funcionários. Obviamente que os números, impressionantes, já indicam que controlar tudo isso não é uma tarefa das mais fáceis.

 

Há pouco menos de dez anos o que existia lá era uma megaestrutura sub-aproveitada. Apesar da área construída, ninguém sabia sequer quantos animais estavam dentro da porteira. O manejo não existia e a coisa “corria solta”, sem nenhuma preocupação com a produtividade.

 

O salto se deu quando os novos gestores da fazenda implantaram uma solução completa de gestão agropecuária e prepararam as equipes a operá-lo. Nada complicado, e a capacitação dos funcionários aconteceu de forma rápida. Eram muitas novidades, claro, mas o resultado que eles alcançaram a partir daquele momento entrou para a história do negócio e o transformou num case nacional.

 

Os gestores associaram o uso das melhores técnicas à tecnologia e a estratégia deu um grande resultado. Com a adoção da Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), a equipe e os animais se acostumaram ao manejo e cuidado na coleta de dados desse processo começou a mostrar a realidade da fazenda na parte da cria, dando condições dos técnicos e zootecnistas de acompanhar e monitorar indicadores estratégicos para o negócio e, principalmente, puderam planejar as melhorias necessária para evoluir o rebanho e alcançar os resultados projetados para o seu modelo de negócio.

 

Resultado: na estação de monta do período de 2017/2018, a fazenda trabalhou com 52 mil matrizes e fez 68 mil protocolos de IATF. Foram mais de 360 mil manejos e o gerenciamento de 35 currais passou a acontecer simultaneamente, em tempo real — o que seria impossível de se fazer apenas com a força humana.

 

Essa mudança importante na gestão, sobre a qual nós já falamos no nosso blog num post especial sobre o assunto, fez surgir um novo horizonte de oportunidades. A compilação de todos os dados numa mesma plataforma permitiu explorar o potencial das máquinas (inteligência artificial na pecuária) em prol do movimento do mercado (inteligência de negócio). O produtor já não está mais sozinho gastando seu tempo e energia para fazer montar fórmulas e interpretar os números em planilhas preenchidas no curral pelos peões. Agora o produtor está analisando diversos cenários de negócio em gráficos visualmente amigáveis a partir de dados colhidos com precisão mostrando a realidade da fazenda em tempo real. Em qual desses dois casos você acredita que o gestor tomará melhores decisões?

 

Essa condição aprimorada de gerenciamento permitiu à fazenda pensar em outras estratégias, como investir na rastreabilidade da carne para alcançar outros clientes. Com as informações detalhadas sobre cada animal desde a entrada na porteira até a saída dele da propriedade, fica mais fácil planejar a aproximação com o consumidor final que quer cada vez mais transparência no processo que envolve o produto que ele coloca na mesa.

 

A mensagem que deixo pra você é essa: não perca tempo fazendo o que as máquinas podem fazer melhor e mais rápido que você. Concentre sua energia em fazer aquilo só você pode fazer: decidir o presente e o futuro da sua fazenda! E, certamente, a inteligência artificial na pecuária é uma grande aliada.


Se você se interessa por pecuária no Brasil, inteligência artificial na pecuária e demais tendências nessa área, confira outros materiais publicados no nosso blog:

  • Existe evolução sem revolução? Um breve cenário da pecuária de precisão no Brasil – e o que nos espera
  • Medição de resultados de monta natural e IATF: como a tecnologia pode ajudar
  • A evolução da pecuária no Brasil
  • Gerenciamento rural profissional: o que diferencia um bom de um mau gestor

controle de gado de corte

Pecuária de corte: como obter melhores resultados em poucos passos

Pecuária de corte
A pecuária de corte exige propriedades cada vez mais preparadas e tecnológicas. Veja algumas dicas para começar essa trajetória.

Não consegue ler agora o artigo “Pecuária de corte: como obter melhores resultados em poucos passos”? Clique no play e ouça o conteúdo:

 

O mais recente estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a alimentação no mundo revela: a produção de alimentos precisa aumentar em 50% até o ano de 2050. Ainda que pareça distante, este prazo exige preparação adequada e ações rápidas, visto que hoje cerca de 815 milhões dos 7 bilhões de habitantes do mundo não têm o que comer. Daqui a 32 anos, haverá dez bilhões de pessoas na Terra e a segurança alimentar é uma questão complexa demais para ser considerada uma estratégia de curto ou médio prazos. As soluções passam, invariavelmente, pela pecuária de corte de alta produtividade.

 

Para alcançar esse patamar diferenciado, aperfeiçoando ainda mais a gestão das fazendas com alta produtividade, evoluindo os processos em menos tempo e, principalmente, ocupando menos áreas, é fundamental implantar sistemas avançados que permitam a coleta, o monitoramento e a interpretação dos dados. Com o auxílio de técnicos e consultores de gestão da informação, o negócio estará preparado para crescer com rentabilidade a partir do aumento da demanda previsto para as próximas décadas.

 

Evidentemente que a tecnologia exige a adoção de novas rotinas e mudanças em uma série de procedimentos, inclusive na gestão de pessoas. E é justamente por isso que a implantação de avançados softwares de gestão ajuda a fazenda a evoluir com a simplificação e padronização dos processos bem como o seu controle e acompanhamento. Soluções completas permitem a gerir toda a operação dos sistemas de cria, recria, engorda a pasto, TIP e confinamento, monitorar resultados financeiros e operacionais por evento ou manejo, por ciclo, histórico de evolução do rebanho individualizado e por lote, entre outras funcionalidades. Assim, o empresário rural tem informação confiável para analisar sua propriedade e enxergar seu negócio além dos números.

 

Fatores fundamentais para o bom desempenho da pecuária de corte

 

Coleta e interpretação de índices zootécnicos

 

Muitos pecuaristas ainda resistem à uma tendência irreversível na pecuária de corte: a execução metódica de todos os registros zootécnicos da propriedade. Em muitos casos essa resistência está ligada ao desconhecimento da sua importância para o processo produtivo, e principalmente da compreensão do seu impacto nos custos e na rentabilidade do negócio. Em outros, os pecuaristas ainda não criaram a cultura da disciplina administrativa na fazenda, e acabam abrindo brechas para a imprecisão e a análise equivocada dos ciclos. No entanto, as duas formas de trabalho têm que ser aperfeiçoadas.

 

Esses dados coletados e analisados vão garantir a boa administração da fazenda e permitir o planejamento de médio e longo prazo do negócio, que além de sustentável financeiramente, torna-se escalável. Entre os que são referência em qualquer empreendimento pecuário estão:

 

  • taxa de prenhez;
  • taxa de natalidade;
  • período de serviço;
  • intervalo entre partos;
  • idade de entouramento das fêmeas;
  • idade ao primeiro parto;
  • taxa de desmama;
  • mortalidade média (1-2 anos, 2-3 anos, 3-4 anos, vacas);
  • idade de venda dos machos;
  • relação touro/vaca;
  • taxa de reposição;
  • taxa de descartes;
  • taxa de desfrute.

 

Além de computá-las, o gestor da fazenda precisa entender essas informações e compará-las aos seus respectivos valores de referência. Elas estão intimamente ligadas às metas da propriedade e a busca pelo atingimento é o que vai fomentar um projeto ideal de gestão da pecuária de corte.

Controle da evolução do rebanho

 

A quantidade de dados que uma fazenda gera diariamente é gigantesca. Mesmo que o plantel seja pequeno ou médio, são muitas as variáveis que, juntas, vão interferir diretamente no resultado final.

 

Considerando as diversas possibilidades de manejo, é possível controlar a evolução do rebanho levando em consideração o estoque inicial de vacas, touros, a quantidade de nascimentos e compras no ano, as mortes ocorridas, os índices que eram previstos e quanto efetivamente foi atingido e ainda planejar qual será o tamanho do plantel até o final do ciclo. Isso é fundamental para que o pecuarista preveja o rendimento dos insumos — como a oferta e disponibilidade de pasto, por exemplo — para que não sofra com reveses imprevisíveis.

 

Tecnologia para medição e obtenção de resultados

 

Logicamente o monitoramento constante de uma série de critérios — como os apresentados neste texto — e inúmeros outros compõem a rotina administrativa de uma fazenda de pecuária de corte requer um sistema robusto para que nada se perca. A adoção de ferramentas tecnológicas de alto nível é fundamental.

Hoje existem no mercado equipamentos de campo que contém sensores e interfaces de comunicação que permitem a coleta de dados em tempo real. E não é apenas a leitura feita por um funcionário: conectados à redes de computadores, eles podem emitir de forma ininterrupta detalhes sobre o quanto de alimento foi distribuído nos cochos, em quanto tempo foi consumido, qual o peso do animal antes e depois de comer, entre outras inúmeras variáveis da rotina agropecuária. A riqueza de informações contribui também para analisar quais os processos mais eficientes para a estrutura da fazenda e quais podem ser melhorados.

 

Mas mais do que equipamentos, a tecnologia e a computação em nuvem permitiram o surgimento de plataformas completas de gestão de fazendas. Entre os diferenciais delas estão a possibilidade de controlar, de olho na tela, o andamento da propriedade em tempo real e automatizar as rotinas operacionais e administrativas.

 

Com base em protocolos avançados, business intelligence e consultoria de especialistas, é possível atingir o nível máximo no controle do negócio, garantindo que tudo o que foi planejado, de fato, se converteu em resultados.

Para conhecer mais sobre as soluções e obter outras informações sobre a gestão de fazendas e pecuária de corte, acesse nosso site e leia o nosso blog.

 


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controle de gado de corte

Medição de resultados de monta natural e IATF: como a tecnologia pode ajudar

Medição de resultados de monta natural e IATF: como a tecnologia pode ajudar
Medição de resultados de monta natural e IATF: como a tecnologia pode ajudar? Descubra nesse post!

A monta natural é o sistema de reprodução em que o touro permanece com as vacas durante todo o ano. Para muitos pecuaristas, zootecnistas e veterinários, trata-se de uma forma ultrapassada de se promover a reprodução dos animais, mas a avaliação das propriedades e o acompanhamento da realidade brasileira mostram que, na verdade, 90% das matrizes em idade reprodutiva são cobertas por monta natural (Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP).

Apesar disso, não exercer um controle preciso sobre a estação pode impactar diretamente na boa administração da fazenda. A monta sem definição torna bem mais difícil executar corretamente os controles sanitários, produtivos e reprodutivos do rebanho e pode fazer com que a rentabilidade da fazenda caia. Por esta razão, é fundamental que o dono da fazenda, seus gestores e equipes definam e planejem com a maior precisão possível os melhores períodos para que os acasalamentos aconteçam. Ainda que seja comum realizar essa prática em duas estações ao longo ano, essa estratégia não é sugerida a qualquer tipo de propriedade por fazer com que os nascimentos ocorram durante um intervalo cronológico muito grande. Isso interfere no manejo e facilita a incidência de doenças nos bezerros que nascem na época mais úmida do ano, por exemplo.

Você já sabe da necessidade de observar o processo produtivo da pecuária de corte de ponta a ponta e que o acompanhamento do ciclo por meio de dados é cada vez mais imprescindível para o alcance das metas de produtividade e lucratividade da propriedade, portanto o quanto antes esse processo começar, melhor. Mas como a tecnologia pode ajudar a obter os melhores resultados?

 

Controle aprimorado do rebanho na monta natural

Ao planejar a estação de monta para o início do período das chuvas, o pecuarista e a sua equipe devem considerar todos os fatores que interferem no fluxo produtivo. Nesta fase, não adianta achar que um dado é pequeno o suficiente para passar batido: tudo interfere no resultado final, e por isso é importante para o bom andamento dos procedimentos.

A comparação e a análise de dados por meio de uma ferramenta avançada de controle de gado vão favorecer a desmistificação de algumas crenças que podem iludir e induzir à interpretação equivocada.

Consideremos uma hipótese costumeiramente apresentada por especialistas: um touro P.O. que tenha custado cerca de R$ 8 mil fará parte de um mesmo rebanho por, no máximo, quatro anos. O custo deste animal é, portanto, de R$ 2 mil/ano. Caso ele esteja em um pasto alugado, deve se somar a este valor outros R$ 360 por cada período de 12 meses. Contando a imunização necessária, os medicamentos, a remuneração do colaborador e o manejo ao longo de todo o ano, chega-se ao custo de pelo menos outros R$ 100 por ano. Num cenário de monta natural em que esse touro interaja com um lote de pelo menos 30 vacas, o custo de geração de bezerros será de R$ 2,4 mil por ano.

Agora imagine uma situação semelhante, mas utilizando a Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF). O cálculo é muito mais simples, porque depende unicamente da quantidade de vacas expostas ao sêmen (que custa a partir de R$ 12). Somados os hormônios e o trabalho do inseminador (mais R$ 40), são R$ 1,5 mil para as mesmas 30 vacas.

Esse tipo de comparação até pode ser feita manualmente, mas a partir da adoção de um sistema de gestão agropecuária baseado na precisão de dados, permite ao administrador da fazenda economizar tempo e dinheiro ao tomar a melhor decisão mais rapidamente. Até porque são diversos fatores a serem considerados. Entre eles estão o índice de prenhez, o peso na desmama e o preço de venda.

Monitoramento da monta natural e IATF

A evolução do rebanho desde a reprodução exige uma visão completa do negócio. A organização dos fluxos, como dissemos no começo deste artigo, é imprescindível e não deve acontecer somente dentro da fazenda. Além disso, deve-se contemplar etapas importantes como a cria e a recria, oportunizando a leitura em tempo real e a interpretação completa dos dados, fornecendo:

  •  Calendário dos eventos por lote com controle de toda a operação, incluindo dados do curral, atividades por equipe e profissional;
  • Financeiro: custos de produção individual da matriz e do bezerro;
  • Previsão de parto pós-IATF por meio de relatórios na web e nos coletores off-line;
  • Acompanhamento dos índices de: idade ao primeiro parto, taxa de prenhez, índice de serviço, intervalo entre partos, taxa de nascimento, taxa de concepção por touro por partida, custo da IATF por matriz e por lote, controle de nutrição e suplementação, dentre outros;
  • Histórico de vida do bezerro incluindo alocação de piquete (mapa do gado), custos de sanidade, nutrição a pasto e suplementação, dados zootécnicos, custos operacionais, taxa de desmame, dentre outros;
  • Nutrição: Controle de consumo vaca/bezerro com creep feeding, por cabeça ou percentual do peso vivo e controle de consumo apenas das matrizes;
  • Planejamento da estação de monta com evolução dos resultados para a próxima estação.

Gerenciar tantas informações à mão torna a tarefa de gerar resultados mais árdua e arriscada. Portanto, é importante avaliar as necessidades do seu negócio e quais tecnologias poderão ajudá-lo a evoluir o rebanho e garantir o retorno financeiro da sua atividade.

Para acompanhar outras informações e saber como a tecnologia pode ser aplicada à gestão da sua fazenda, continue lendo o nosso blog e acessando o nosso site.


 

Se você se interessa por pecuária no Brasil, confira outros materiais publicados no nosso blog:

  • A evolução da pecuária no Brasil
  • Estação de monta: boas práticas para gerar melhores resultados na sua propriedade
  • Recria de bezerros: como manter uma boa gestão

controle de gado de corte

Eficiência dos processos produtivos

O que o animal “fala” sobre isto

Quando falamos de desempenho animal precisamos entender todos os processos que fazem parte do processo produtivo. Neste artigo, trouxemos algumas análises relevantes sobre esse tema.

Analisamos clientes com automação na fábrica de ração para entender o erro por tipo de alimento e, segundo a base de dados da GA, a maioria dos clientes erra para “cima’’ durante a fabricação da dieta. Também foi constatado que os ingredientes proteicos, insumos de alto custo, são os que apresentam a maior margem de erro conforme gráfico abaixo:

Erros na fabricação por tipo de alimento


Fonte: GA + INTERGADO, 2021

O cenário ideal é fabricar e fornecer a dieta o mais próximo do previsto para não “furar” o estoque e, dessa maneira, consumir os ingredientes dentro do planejado para não prejudicar o desempenho do animal (caso seja necessário realizar a troca de ingredientes durante o ciclo) e não aumentar os custos de produção.

Com a tecnologia de pesagem voluntária diária dos animais da Intergado, conseguimos obter todos esses dados e entender o que está impactando na produtividade.

No gráfico abaixo, analisamos um animal de uma fazenda tecnificada. Percebemos que o desvio entre o desempenho previsto pela dieta formulada e pela dieta fornecida foi de apenas 3%, indicando bons índices do processo. (Linha preta e cinza praticamente sobrepostas).

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

O nutricionista dessa propriedade, formulou uma dieta considerando que o animal terminaria o confinamento com 547kg. O cliente estimou o ganho de peso diário no sistema com média de 1,5 kg/dia (linha dourada) com peso final esperado de 515kg. Já a medição diária e individual, através das balanças eletrônicas da Intergado, mostrou que o animal terminou o período confinado com 532kg.

Existe uma diferença entre a predição e a resposta real do animal e, nesse caso específico, a fábrica de ração trabalhava com índices de controle rigorosos, porém com margem para melhoria da eficiência. Vale ressaltar que mesmo com uma boa operação de fábrica, ainda assim, podemos ter diferenças entre a realidade e as previsões.

Concluímos que nessa situação, estamos subestimando a exigência do animal na formulação da dieta e que a tecnologia do “boi sensor” (animal coletando dados para orientar as decisões do pecuarista, através do monitoramento das pesagens diárias voluntárias nas balanças da Intergado) pode ajudar a calibrar o modelo para chegar no ponto de equilíbrio. Vamos entender melhor no próximo gráfico.

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

No gráfico acima, vemos que a linha azul reflete exatamente o que aconteceu com o boi, pois é o acompanhamento feito a partir da pesagem diária do animal. Importante ressaltar que com o dado real temos mais informações para calibrar e tomar decisões referente ao confinamento. Vimos um desvio de 30,52% entre o ganho de peso real e o ganho de peso previsto pelo modelo (linhas preta e cinza praticamente sobrepostas).

Também fica claro que utilizar o ganho linear (linha dourada) não é a melhor opção a ser adotada quanto ao desempenho do animal. Isso pode trazer erros no controle de estoque e, o mais importante, não é possível identificar o que realmente está acontecendo com o animal ao longo do processo de engorda.

Para isso, temos a oportunidade de usar o animal como um sensor da fazenda já que ele responde a todas as interações e usar o conhecimento sobre o seu comportamento para corrigir os processos durante os dias de cocho, equilibrando exigência nutricional e desempenho para tomar melhores decisões produtivas e econômicas.

O custo da perda de desempenho

Naturalmente, ao longo do período confinado, o ganho de peso diário diminui e depois tende a estabilizar. Inicialmente, é maior devido ao ganho compensatório e depois se estabiliza quando o animal já está habituado à dieta, ao cocho e ao ambiente.

Um dos fatores que interferem no desempenho animal é a troca de dietas que exigem uma adaptação do animal à nova formulação. No gráfico abaixo, percebemos o impacto das trocas de dieta em 2 momentos, acarretando uma perda de 5,27 kg que representa R$58,00/cabeça durante o confinamento.

Ganho de peso diário x Dias de confinamento

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

Essas mudanças de ingredientes na dieta podem ser pressionadas pelo mercado ou por falha de algum fornecedor, como aconteceu muito em 2020. Mas, com o planejamento de estoque bem-feito, com insumos suficientes para o ciclo e mantendo as eficiências dos processos (sem perdas) é possível controlar os custos e evitar a troca de ingredientes que prejudicam o desempenho animal. Mesmo quando as trocas são por ingredientes similares em qualidade e energia, a resposta do animal é negativa.

Veja no gráfico abaixo, o que aconteceu em 2020 com 5 mudanças na dieta provocadas por condições de mercado, trocando por ingredientes de igual valor nutricional:

Composição das dietas x Ganho de peso diário (GPD) x Energia metabolizável (EM)

Fonte: GA + INTERGADO, 2021

As linhas tracejadas na vertical indicam os períodos em que foram realizadas trocas de ingredientes por indisponibilidade no mercado. Na linha laranja, temos a Energia Metabolizável (EM) que foi entregue ao longo do tempo, considerando as mudanças de ingredientes. Nota-se que o nutricionista tentou manter estável durante as trocas, mas na linha verde temos o GPD do animal mostrando quedas drásticas em cada troca.

Os animais estavam abaixo do seu potencial máximo e, segundo estimativas, para recuperar as perdas, os animais precisariam de 9 dias a mais de cocho, representando um custo adicional de R$117,00 por cabeça.

Em casos em que é necessário fazer a mudança na dieta, o mais recomendado é realizar essa troca de forma gradativa e, assim, facilitar a adaptação do animal e reduzir perdas de desempenho. A melhor forma de fazer isso é com a automação da fabricação e do fornecimento, que facilitam intercalar diferentes dietas ao longo do dia de trato e por períodos determinados.

Importante entender que o bovino é um animal que gosta de rotina e as decisões que tomamos durante o período confinado refletem diretamente na performance do animal. Utilizar o animal como “sensor” é uma grande oportunidade de tomar decisões assertivas. Dessa maneira, fica claro que para ser um bom pecuarista é preciso ser um bom planejador e também um bom observador.

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Conteúdo e Estudos:

Marcelo Ribas (CEO Intergado)

Veterinário, doutor em Zootecnia e responsável pela área de pesquisa e inovação da Intergado.

Paulo Marcelo (CEO da GA)

Zootecnista, mestre em Produção Animal e pioneiro na aplicação da ciência de dados na pecuária.

Análises:

Time de Estatísticos e Cientistas de Dados GA e Intergado

Produção do conteúdo:

Milena Marzocchi (Analista de Negócios da GA)

Zootecnista, mestre em produção animal sustentável, especialista em marketing.

Lucro na operação pecuária: como não deixá-lo à margem do negócio

lucro na operação pecuária
A tecnologia e a integração entre a lavoura e a pecuária estão entre as alternativas aliadas para que o lucro na operação pecuária seja cada vez maior.

 

A cadeia produtiva da pecuária de corte é um segmento do agronegócio brasileiro com elevada concorrência, incertezas, diferentes resultados e faixas de ganho. O país tem o segundo maior rebanho bovino do mundo de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com um sistema de produção complexo e diversificado, para conquistar, manter e aumentar o lucro na operação pecuária cada produtor precisa considerar dados e ferramentas que dão ao gerente da propriedade e toda sua equipe condições para desenvolver seu sistema de produtividade e rendimento combinando metas às condições ambientais e mercadológicas.

 

É claro que o produtor não deve se apropriar de uma operação específica pensando somente em seu fim, mas encará-la como uma maneira de atingir suas metas – que precisam estar suficientemente claras por meio de números e previsões. Tomar decisões baseadas exclusivamente na intuição é um risco que o empresário rural não está mais disposto a correr. E isso tem feito a diferença nos resultados das fazendas e no desempenho da pecuária brasileira. A adoção da tecnologia e o acompanhamento detalhado dos diversos indicadores da fazenda – operacional, zootécnico, financeiro e administrativo – baseado na análise de informações precisas melhora consideravelmente a rentabilidade do negócio. Um dos indicadores a serem observados com atenção é o de ganho médio diário (GMD) e lotação.


Alguns especialistas são taxativos e dizem que lotações inferiores à 1 UA/ha e ganho médio diário inferior a 420 gramas são um forte impeditivo para que a propriedade lucre mais. Neste sentido, há aspectos importantes que podem ajustar melhor a operação ao resultado:

 

  • previsão de abate: quantos animais serão abatidos e quando;
  • previsão de desmame;
  • plano técnico para atingir a meta proposta.

 

Sobre este último tópico, inclusive, é importante saber que donos de propriedades de confinamento de gado de corte que utilizam softwares de gestão têm 74% de aumento na produtividade. A informação é impactante pelo volume e comprovada por especialistas que já analisaram os movimentos de fazendas com e sem a adoção da tecnologia. Além disso, eles têm gastos operacionais 20% menores e obtêm 16% mais de economia nas despesas administrativas. Ou seja, o capital investido em tecnologia retorna rapidamente ao caixa em forma de aumento de produtividade e de redução de custos.

 

Para chegar a tais números, especialistas e estudiosos se debruçaram sobre fazendas de todo o Brasil para entender o que elas tinham em comum e como registravam esse avanço. A curiosidade se deu justamente pela mudança radical na produtividade das propriedades em pouco mais de 40 anos: nos anos 60 e 70, a pecuária brasileira era essencialmente extensiva, com pouquíssimo controle das informações e, quando esse acontecia, se dava considerando anotações manuais em papel, por funcionários que podiam se equivocar em um dado ou outro. Não existia a cultura que entende e valoriza um sistema avançado de coleta e análise de dados, coisa que começou a ser procurada pelos melhores produtores do país que focam essencialmente em dois fatores: qualidade e sustentabilidade econômica.

 

Essa mudança de pensamento elevou a média de produtividade da pecuária brasileira para 5,57 arrobas por hectare entre os anos de 2013 e 2017, conforme publicado recentemente no estudo Ativos da Pecuária de Corte, feito pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Isso é 22,2% a mais do que os índices obtidos entre 2007 e 2012

 

Quem obtém lucro na operação pecuária de corte?

 

A Agropastoril Campanelli é uma empresa familiar que atua na agricultura e na pecuária e que se tornou referência em gestão de confinamento no Brasil, sendo essa sua principal atividade. O uso da tecnologia está no DNA da empresa que desde o início da operação, há 8 anos, já fazia o controle de dados do confinamento. Contudo, a partir de 2015 com a implantação de soluções mais modernas a empresa integrou os módulos de controle para gestão do confinamento, automação do trato e rastreabilidade que otimizou a operação e permitiu o acompanhamento minucioso de todo o ciclo produtivo facilitando a administração do confinamento.

 

— Hoje estamos num nível de gestão no confinamento que sem esse software a gente nunca estaria. A gente tem desde a gestão da rastreabilidade até a gestão do fornecimento todo automatizado, atualmente na fazenda a gente não usa mais papel. – diz Victor Campanelli sobre a virada do sistema com a tecnologia integrada na administração do seu negócio.

 

O primeiro passo para isso acontecer é fazer uma coleta precisa para gerar dados confiáveis. O segundo e o mais importante passo na gestão eficiente do confinamento de gado de corte, é analisar os dados corretamente, preferencialmente com o apoio de uma equipe especializada, formada por zootecnistas e estatísticos para interpretar o que o software recebe de informação e converter em gráficos de curva de evolução.

Integração entre lavoura e pecuária é alternativa para aumento na margem de lucro

 

Integrar à atividade pecuária à agrícola tem sido uma alternativa adotada por produtores de gado de corte para aumentar o lucro na operação. A prática da Integração Lavoura-Pecuária (ILP) é vantajosa, uma vez que proporciona melhorias do solo e do pasto. Além disso, observa-se resultado positivo de ganho de peso do rebanho durante todo o ano.

 

O coordenador de Integração Lavoura-Pecuária (ILPF) da Cooperativa Agroindustrial Cocamar, Renato Watanabe afirma que o sistema que pode se tornar fundamental em um futuro nada distante permite intensificar a produção e pode contribuir para a consolidação do Brasil como produtor mundial de alimentos prezando pela preservação das florestas.

 

Em Altônia, noroeste do Estado paranaense, os custos da atividade pecuária e das despesas da Fazenda Califórnia são oriundos da produção de soja. O produtor progride de forma significativa com a adoção do sistema que integra a lavoura com a pecuária. Armando Gasparetto, dono da propriedade, se mostra satisfeito com os resultados e afirma não enxergar futuro para a pecuária sem integração com a agricultura – o que afeta diretamente o lucro na operação pecuária. “Antigamente, quando falavam de reformar o pasto, já ficava preocupado. Hoje, acredito que sem a integração é impossível trabalhar. Essa prática foi a solução pra mim, indico e aconselho a todos que conheço”.

 

Segundo o pecuarista, o cultivo contínuo de soja, capim e a criação de gado interrompeu o efeito sanfona. Ou seja, o ganho de peso do rebanho no verão e a perda de peso durante o inverno. O que interferia no abate animal, que chegava a passar de dois anos. A prática de integração ao permitir aproveitamento do solo e do pasto, manteve o campo em bom estado até mesmo no inverno, garantindo o peso animal. A Fazenda Califórnia somou aos resultados positivos desta integração, o ganho de peso diário do gado de 1,2 kg/cabeça, em uma área onde a média diária é de 250 gramas.

 

Para que o sucesso que envolve o aumento do lucro na operação pecuária possa ser atingido, o produtor precisa contar com planejamento e apoio profissional e eficaz, uma vez que o sistema de integração com a agricultura exige uma quantidade maior de processos acontecendo ao mesmo tempo dentro da propriedade. Além disso, para implantar tal sistema é necessário investir, seja na correção do solo, custo operacional com maquinário, ou ainda com necessidades específicas. Mas, vale ressaltar que a expectativa de reversão do capital investido é de um ano.

 

Lucro na operação pecuária: nem todos conseguem aferir

 

Talvez você não saiba, mas a maioria das propriedades pecuárias do Brasil não consegue apurar corretamente quanto lucrou ao final do ciclo produtivo. Infelizmente o percentual de negócios nesta situação é altíssimo e pode chegar a 80% das fazendas. A avaliação é do engenheiro agrônomo Daniel Pagotto.

 

Segundo ele, no tocante ao lucro na operação pecuária, falta às empresas o acompanhamento por meio da tecnologia e a adoção de um conceito de gestão financeira que considera aspectos como:

 

  • criação de um orçamento anual;
  • gestão completa e eficiente do fluxo de caixa;
  • estruturação de um balanço patrimonial gerencial;
  • validação de controle de riscos financeiros;
  • compartilhamento das informações aos sócios e herdeiros do negócio.

 

Considere que a observância desses pontos e da adoção da tecnologia na propriedade é o que vai levar a sua propriedade aos próximos 20 anos — e não o que trouxe ela nas últimas duas décadas. E isso inclui rever a margem de lucro por hectare de cada empreendimento.

 

— O lucro médio das fazendas brasileiras de gado de corte é de R$ 37, o que é financeiramente inviável. O objetivo a ser buscado pelos produtores é uma cifra que ultrapassa os R$ 400/ha – , afirmou.

Para saber mais sobre como aumentar o lucro na operação pecuária e transformar a gestão da sua propriedade, acesse o nosso site e leia outros artigos do nosso blog.

 

Se você se interessa por pecuária no Brasil, confira outros materiais publicados no nosso blog:

  • A evolução da pecuária no Brasil
  • Estação de monta: boas práticas para gerar melhores resultados na sua propriedade
  • Recria de bezerros: como manter uma boa gestão
  • Gerenciamento rural profissional: o que diferencia um bom de um mau gestor

 

controle de gado de corte

A evolução da pecuária no Brasil

Pecuária no Brasil: Tecnologia tornou o país o segundo maior produtor de carne do mundo

Pecuária no Brasil
Entenda como a Pecuária no Brasil evoluiu tanto nos últimos anos

 

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O Brasil tem o segundo maior rebanho bovino do mundo segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2017 o país tinha 226 milhões de cabeças, o que corresponde a 22,64% do total mundial. A vice-liderança se dá porque a Índia tem, no comparativo internacional, 303 milhões de animais (30,39% do total). A pecuária no Brasil evoluiu, e hoje permite suprir a demanda interna com carnes de alta qualidade e ainda exportar, mas nem sempre foi assim.

Quem olhar dados históricos do mercado e da cadeia produtiva do gado de corte do final dos anos 60 e compará-los com os números recentes, vai perceber uma diferença. Antes o tipo de propriedade administrada pelos fazendeiros tinha uma característica em comum: grandes áreas de pastagem. Os números mostram, no entanto, que agora a prioridade é a pecuária intensiva e o foco está na produção de qualidade.

Área maior, produtividade menor

Há cerca de 40 anos, o país tinha menos da metade do rebanho atual. O que era produzido pela pecuária no Brasil não atendia a demanda da população interna e o mercado externo não era considerado prioritário. A cadeia foi embalada sobretudo pela inserção de novas raças que eram fruto da política do governo para o setor pecuarista. Na época, a região Centro-Oeste protagonizou uma explosão no número de propriedades, já que a área apresentava aspectos naturais e geográficos mais adequados do que os de outros estados, além de um bom posicionamento que dava condições logísticas ímpares no momento de escoar a produção.

Mas a prioridade da região nessa época não era exatamente a modernização da produção, focando na produtividade do plantel. As propriedades eram muito grandes e o gado criado solto crescia em número de cabeças, deixando de lado características que hoje fazem da pecuária do Brasil uma das mais modernas do mundo.

Salto de produtividade

Em 40 anos, o rebanho mais que dobrou no país. Um detalhe importante é que a área de pastagens não cresceu na mesma proporção — em alguns casos, até diminuiu. Isso reflete a melhoria da produtividade, que é obtida por meio do controle de elementos altamente influenciadores no processo como o ganho de peso dos animais, a diminuição da mortalidade, o aumento nas taxas de natalidade e na diminuição progressiva da idade de abate.


O conjunto de atitudes tomadas pelos produtores e donos de propriedades que começaram a perceber a importância de se investir em tecnologia foi o que proporcionou, ao longo das duas últimas décadas do século XX, o crescimento desta atividade produtiva. Desde o ano 2000, o abate de bovinos cresceu cerca de 90% — o que posicionou o Brasil como um dos maiores exportadores do globo. No ano de 2018, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estima que o volume total de carne bovina produzido aqui será de 9,9 milhões de toneladas, acima das 9,5 milhões registradas no ano passado. Mas para concretizar essa previsão, será preciso investir cada vez mais em tecnologia.

Pecuária no Brasil: inovação quadruplica produção

A ideia de que a pecuária deve se aproximar cada vez mais da agricultura não é exatamente nova, mas tem ganhado cada vez mais evangelistas nos últimos anos. Para alguns especialistas, esse é o único caminho de fazer com que propriedades produzam cada vez mais por hectare anualmente. O agrônomo Ivan Wedekin, por exemplo, afirma que a pecuária brasileira tem apresentado números ascendentes ano após ano, mas “é a hora de olhar e cuidar da pecuária como se cuida de uma lavoura”. Segundo o consultor, essa nova visão depende de investimentos para integrar sistemas dentro da porteira, já que o controle dos diversos fatores que contribuem para a criação de gado de corte de qualidade tem que ser rigoroso.

Pecuaristas que implantam sistemas dedicados à gestão agropecuária conseguem produzir mais de 20 arrobas por hectare/ano, cerca de quatro vezes mais do que quem adota técnicas mais antigas de controle de pasto, alimentação e outros fatores. Essa diferença acontece porque as plataformas modernas interligam todas as áreas da fazenda, permitindo o monitoramento em tempo real dos cochos, da engorda dos animais, do manejo e indicando o ponto ótimo para o abate.

Continue acessando o nosso blog para saber como aumentar a produtividade e a lucratividade dos seus negócios agropecuários! Nosso objetivo é estimular a pecuária no Brasil e ajudar produtores a melhorarem seus resultados.

Se você se interessa por pecuária no Brasil, confira outros materiais publicados no nosso blog:

  • Estação de monta: boas práticas para gerar melhores resultados na sua propriedade
  • Recria de bezerros: como manter uma boa gestão
  • Gerenciamento rural profissional: o que diferencia um bom de um mau gestor

Controle de gado de corte baseado em dados: como as informações ajudam na gestão agropecuária

Controle de gado de corte baseado em dados: como as informações ajudam na gestão agropecuária
Nesse post, entenda como as informações beneficiam o controle de gado de corte nas propriedades.

 

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O ano de 2019 será importante para a pecuária brasileira, sobretudo para os produtores que comercializam o plantel no mercado externo. Quem conhece os movimentos econômicos tem previsto que a partir do dia 1º de janeiro haverá uma alta no preço dos animais, marcando uma virada econômica no cenário. A preparação para o atendimento da demanda doméstica e estrangeira passa, obrigatoriamente, pelo controle de gado de corte e isso só pode ser feito de uma maneira: com o uso eficiente e inteligente da tecnologia.

 

O ciclo de alta do preço do boi gordo deve acontecer porque a perspectiva é que a cotação do animal pronto para o abate se valorize acima da inflação. Essa etapa também deve favorecer que os pecuaristas retenham mais vacas para aumentar o rebanho futuro. Isso exige ainda mais cuidados para que esses animais passem pelo ciclo e mantenham um ótimo quadro de saúde ao final dele, mesmo que precisem permanecer mais tempo no confinamento ou na propriedade.

 

Para informar e mostrar como o uso de uma plataforma eficiente de gestão agropecuária pode contribuir significativamente com o bom andamento da fazenda, nós preparamos este e-book completo e gratuito que traz todas as informações das quais você precisa para transformar a sua fazenda em uma produtora de lucros. Clique aqui para ler agora e preparar o seu negócio para 2019.

 

Controle de gado de corte fomenta crescimento no Brasil

 

Os últimos 30 anos mostram que dentre todos os países produtores do mundo, o Brasil é um dos que desponta na liderança do crescimento da produtividade. O levantamento considera dados oficiais que fomentam a elaboração de políticas para o setor da pecuária de corte pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e apontam que a adoção da tecnologia é um diferencial irrefutável de que a gestão das propriedades precisa se modernizar cada vez mais. Basta observar outro dado que mostra que de 1975 a 2015 cerca de 60% do crescimento da produção foi ocasionado por recursos de última geração incorporados à rotina do campo. Destes, 15,4% foram atribuídos ao trabalho e outros 15,1% à terra.

 

Ao longo do século XX o Brasil se posicionou, por conta desses fatores, como um dos maiores exportadores de carne bovina do mundo e até o final deste ano, teremos enviado para os Estados Unidos cerca de 10 milhões de toneladas. Tais números se justificam pela preocupação dos pecuaristas nacionais em oferecer qualidade por meio do monitoramento constante de aspectos como o controle de gado de corte baseado em dados. Isso significa que plataformas completas de gestão agropecuária facilitam essa tarefa ao oferecer bancos de dados atualizados que dão ao gerente da propriedade e à sua equipe todas as informações necessárias para a tomada de decisão correta no ciclo produtivo.

 

Dentre as informações que podem ser obtidas a partir do uso de um software de gestão agropecuária, estão:

 

  • Controle de contrato (compra, boitel, parceria produzida);
  • Peso de entrada individual e por lote;
  • Peso de saída individual e por lote;
  • Identificação individual por animal (SISBOV ou número de controle);
  • Consumo de matéria seca/dia por animal e lote;
  • Previsão de fornecimento diário de ração com base na leitura de cocho digitalizada;
  • Controle de eficiência na fabricação e fornecimento de ração;
  • Controle de estoque de insumos;
  • Controle sanitário;
  • Rendimento de carcaça;
  • Ganho líquido de carcaça;
  • Custo por arroba produzida;
  • Lucro por arroba;
  • Lucro total.

 

Inteligência a serviço da boa gestão do campo

 

Mais importante do que reunir todos os dados em uma plataforma é o processo de tratá-los e interpretá-los. A pecuária de precisão exige uma zootecnia de precisão, obtida por meio da análise de alto nível desenvolvida pelos técnicos e gerentes de cada unidade produtiva. É por isso que a escolha de qual software que vai fazer a gestão da informação de toda a operação no campo é tão importante.

 

Essa situação não é baseada apenas no “achismo”: a consultoria internacional Alberdeen Research apurou que no mundo inteiro, as empresas que utilizam sistemas de gestão baseados na tecnologia registram aumento na produtividade da ordem de 73%, redução de 18% dos gastos operacionais e economia de 16% nos valores dedicados aos custos administrativos. Bons volumes para repensar a sua estratégia e ferramenta de administração da fazenda, não?

 

O “sim” para essa pergunta foi dado como resposta até agora por mais de 570 propriedades pecuárias do Brasil, Paraguai e Bolívia. Elas adotam uma solução desenvolvida por especialistas que contempla todo o ciclo produtivo — cria, recria, engorda a pasto e terminação intensiva a pasto (TIP). O Ecossistema GA tem na base todos os dados de mais de 450 mil cabeças em IATF (Inseminação Artificial de Tempo Fixo), 500 mil cabeças na recria que totalizam mais de 2,7 milhões de manejos operacionais e é a opção preferida de grandes empreendimentos brasileiros.

Para saber mais sobre a solução ideal para implementação na sua propriedade, clique aqui e acesse o nosso e-book gratuito sobre o Controle de gado de corte baseado em dados e como as informações ajudam na gestão agropecuária.

 

controle de gado de corte

Estação de monta: boas práticas para gerar melhores resultados na sua propriedade

Estação de monta: boas práticas para gerar melhores resultados na sua propriedade
Estação de monta: confira aqui algumas boas práticas para melhorar os resultados da sua propriedade.

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A produtividade e a lucratividade de toda a cadeia da pecuária de corte dependem fundamentalmente de dois fatores: a eficiência reprodutiva das matrizes e o bom desempenho produtivo da principal matéria-prima, que é o bezerro. Parece óbvio, mas sem reprodução não há animal para engordar e abater. Apesar de essa etapa estratégica da cadeia produtiva ser vista como a menos rentável, não é raro ela receber menos investimentos. É verdade que já se evoluiu muito em melhoramento genético e novas técnicas de reprodução, mas o setor de cria ainda está muito defasado em gestão e planejamento para evoluir o rebanho e dar ao empreendedor um retorno econômico satisfatório.

O momento certo para implementar um controle mais eficiente é agora, na estação de monta. Ainda que não seja novidade, a administração adequada desta fase são é o que pode garantir os bons resultados da fazenda com o maior número de nascimentos e bezerros desmamados, no melhor período do ano. Felizmente a tecnologia tem contribuído substancialmente na gestão, planejamento, operação, controle e análise dos resultados alcançados, pois reduz a imprevisibilidade e os riscos de um ciclo produtivo longo e com um grande número de manejos.

Um dos gargalos é a taxa de natalidade e desmame nas fazendas voltadas à pecuária de corte no Brasil: em alguns casos, apenas metade das crias convertem resultados positivos para o negócio. Isso significa que a média nacional é que cada matriz produz um bezerro a cada dois anos. Pior do que isso: a idade média ao primeiro parto é de 48 meses. A situação é delicada e merece ser analisada, pois, mantida a perspectiva, os animais estarão consumindo pasto, insumos, ocupando mão-de-obra e currais e, em contrapartida, oferecendo poucos bezerros desmamados ao longo do ano.

Por meio da boa estratégia de estação de monta é possível buscar a concentração da atividade reprodutiva da propriedade num determinado período de tempo, de modo que a eficiência operacional e tecnológica da fazenda esteja direcionada a esta etapa fundamental para o sistema de produção da pecuária de corte: a cria. Para isso, recursos tecnológicos de ponta são capazes de coletar dados, processá-los e apresentar informações precisas que contribuirão para uma visão 360º do negócio por meio da organização do fluxo e dos processos dentro da propriedade, proporcionando uma gestão extremamente eficiente. A atenção a estes recursos de gestão é fundamental para que o seu negócio dê resultados cada vez melhores e se destaque nos competitivos cenários nacional e internacional.

Definir a estação de monta corretamente

Para fazer a evolução do rebanho, o primeiro passo é planejar a estação de monta considerando aspectos específicos como as condições fisiológicas e de escore corporal da vaca; uso de tecnologias na reprodução, capacidade de manejos diários por curral e por equipe; a época mais adequada para o nascimento; o período de desmame; peso do bezerro ao desmame e descarte das matrizes vazias e com idade avançada (com dez anos ou mais).

O planejamento da oferta de pasto para as matrizes é um aspecto importantíssimo a ser considerado pelo gestor pecuário já que este é fator que interfere diretamente na condição do escore corporal das matrizes, que é fundamental para a obtenção de um bom resultado de taxa de concepção e prenhez. Aquelas que parirem no período de seca (Julho, Agosto e Setembro) devem ter disponível pasto com um volume de oferta adequado, pois mesmo sendo um pasto de baixa qualidade (seco, com alto teor de fibra e baixa proteína), havendo oferta de pasto e com a utilização de sal proteico/energético, o resultado da taxa de concepção e prenhez são satisfatórios.

O gestor pecuário também tem que levar em consideração que os bezerros nascidos no período seco (Julho, Agosto e Setembro) têm menor probabilidade de contrair doenças, além de eles tradicionalmente apresentarem o maior peso ao desmame. As matrizes que parirem no período das chuvas (Outubro, Novembro e Dezembro) naturalmente terão à disposição um pasto maior e de melhor qualidade, apresentando consequentemente um bom resultado de taxa de concepção e prenhez. Por outro lado, os bezerros nascidos no período das chuvas apresentam uma maior probabilidade de contrair doenças e apresentam menos peso ao desmame.

Vale ressaltar que bezerros nascidos no período da seca são desmamados no período entre os meses de Fevereiro, Março e Abril, quando ainda há oferta de pasto em quantidade e com qualidade. No caso dos bezerros nascidos no período das chuvas e que são desmamados na época da seca (Maio, Junho e Julho), quando o pasto não apresenta condições adequadas, é fundamental o planejamento de uma suplementação proteica/energética para que não ocorra um déficit nutricional pós-desmame e o desempenho produtivo seja comprometido.

Início e duração da estação de monta

Depois do acompanhamento da condição corporal das matrizes e da disponibilidade de pasto, é importante definir quando a estação deve começar. Essa decisão pode levar em conta o conhecimento empírico das equipes estratégicas e táticas da propriedade, mas se forem interpretadas com o auxílio do potencial analítico da tecnologia aplicada à pecuária, as chances de acerto crescem exponencialmente.

Uma plataforma completa de gestão agropecuária pode trazer dados precisos sobre o percentual do rebanho que está apto para a reprodução, período pós-parto, condição corporal, disponibilidade de pasto, suplementação mineral e/ou proteica/energética e outros aspectos importantes. Essas informações são fundamentais para garantir os melhores resultados da estação.

Para alguns estudiosos da pecuária brasileira, uma estação de monta ideal deve compreender o tempo que permita a máxima eficiência reprodutiva, ou seja, produzir um bezerro por matriz por ano. Veja o esquema:

estação de monta
Intervalo entre partos e período de serviço na eficiência reprodutiva em Bos taurus e Bos indicus (Fonte: Firmasa e USP)

 

Para que se tenha um intervalo entre partos de 12 meses, que é a eficiência reprodutiva máxima, o período de serviço (concepção) deve compreender de 71 a 78 dias para as raças Bos indicus e Bos taurus, respectivamente.

A IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo) é a tecnologia que proporciona a maior eficiência reprodutiva, produzindo um bezerro por vaca/ano. O intervalo entre partos das matrizes que emprenham na primeira IATF e no primeiro repasse de touro é menor que 12 meses, devido a realização da IATF antes de 78 dias de pós-parto. Veja:

 

estação de monta
Modelo de trabalho para estação de monta (Fonte: USP e Firmasa)

 

O resultado não causa sobreposição entre a estação de monta, de nascimento e o puerpério, o que contribui para aumentar a taxa de prenhez e a qualidade da cria considerando esse quadro.

Para conhecer mais sobre como a tecnologia pode ajudar no gerenciamento das fazendas em busca da pecuária de corte de qualidade, acesse o nosso site e leia o nosso blog.


 

Se você se interessa por pecuária no Brasil, inteligência artificial na pecuária e demais tendências nessa área, confira outros materiais publicados no nosso blog:

  • Existe evolução sem revolução? Um breve cenário da pecuária de precisão no Brasil – e o que nos espera
  • Medição de resultados de monta natural e IATF: como a tecnologia pode ajudar
  • A evolução da pecuária no Brasil
  • Gerenciamento rural profissional: o que diferencia um bom de um mau gestor

 

controle de gado de corte

Escalada da gestão na propriedade

O pecuarista que deseja elevar seu nível de maturidade de gestão passará por uma jornada que está diretamente relacionada à tecnologia de gestão da informação.

Nessa escalada, a depender da segurança e da qualidade da informação desejada, existe uma solução mais indicada. Confira na tabela abaixo:

Necessidade (Problema)Solução (Recurso)Característica
(Foco e Riscos)
ControlePlanilhaFoco na coleta. Processo manual com baixa segurança e confiança dos dados.
ProcessosSoftwareFoco na rotina, padronização na coleta. Armazenamento mais seguro e acesso controlado aos dados.
PrecisãoAutomaçãoFoco na eficiência. Processo automatizado com alta confiabilidade e assertividade nos dados.
InsightsAnáliseFoco na melhoria contínua. Dados gerando informações a partir de análises, agilidade e segurança nas decisões.
SustentabilidadeIntegração ERPFoco no resultado econômico. Integração de dados produtivos e financeiros gerando conhecimento do negócio.

É importante entender que a adoção de tecnologia na propriedade acontece de forma mais eficiente quando os processos já estão bem alinhados. Entender e seguir os passos dessa jornada fará com que a propriedade evolua seu nível de gestão rapidamente e traz diversas melhorias.

O impacto da eficiência no resultado

Ao considerar uma propriedade com capacidade estática para 5 mil cabeças e com 2 giros ao ano, analisamos o impacto da eficiência nos dois modelos de gestão (baixa e alta maturidade).

Se na fábrica de ração ele operar com uma eficiência de 55% (fabricação não automatizada), terá um prejuízo R$ 1,2 milhão/ano. Indo para índices de 95% (fabricação automatizada), o valor é reduzido para R$ 77 mil/ano. Apenas com a tecnologia de monitoramento e automação da fábrica, o prejuízo é reduzido em mais de R$ 1,12 milhão de reais. Nessa situação, o investimento na automação da fábrica representaria 0,62% desse prejuízo, o que nos mostra claramente que o retorno desse investimento é extremamente rápido.

Se a diferença entre a quantidade de ração que foi fabricada e a quantidade que foi fornecida aos animais for acima de 8% (errado), temos um prejuízo de R$ 1,4 milhão/ano. Se essa diferença diminuir para 2%, o prejuízo é reduzido para R$ 352 mil/ano. 

Ao avaliarmos a diferença de eficiência entre a pesagem diária (pesar o animal todo dia através de balanças eletrônicas e sensores eletrônicos – Intergado) e a pesagem estática (aquela realizada apenas quando o animal entra e quando sai do confinamento), temos um AUMENTO de receita de R$ 475 mil/ano, pois com a pesagem automatizada (sem a necessidade de levar o animal até o curral de manejo) conseguimos identificar o ponto ideal de abate deste animal e antecipamos a sua saída com economia de tempo, ração e, consequentemente, o custo para produzir esse animal será menor.

Somado todos esses fatores, esse pecuarista teve um prejuízo de R$ 2 milhões em um ano de atividade e girou 10 mil cabeças em 2 ciclos. Novamente, as evidências mostram que a atividade completa deve ter uma gestão muito criteriosa e, sim, os pequenos erros impactam fortemente no resultado econômico.

“Fica claro que quanto mais rápido aplicarmos as tecnologias de monitoramento da fabricação e fornecimento da dieta, menor é o impacto financeiro e maior será a margem de resultado econômico.” – Paulo Marcelo (CEO da GA)

Para saber mais informações sobre gestão de alta performance na pecuária, não deixe de participar do Circuito de Alta Performance.

Saiba mais em: Circuito Pecuária de Alta Performance

Conteúdo e Estudos:

Paulo Marcelo (CEO da GA): Zootecnista, mestre em Produção Animal e pioneiro na aplicação da ciência de dados na pecuária.

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