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Estratégia de Compra

A compra do boi magro é considerada um fator de alta importância dentro do confinamento. As recentes altas da arroba, a baixa oferta de animais e o aumento nos custos da alimentação, influenciaram a alta dos preços do boi magro.

Ao avaliarmos a base de clientes GA, percebemos que em 2020 os valores negociados foram menores que em 2021, mas com grande variação durante o ano e dentro do próprio mês. Além disso, por possuírem informações de qualidade para analisar, conseguem realizar melhores negócios.

Sabemos que cada produtor possui um tipo de negociação com o seu fornecedor, variando de acordo com o volume de compra, formas de pagamento e seu próprio poder de barganha. No entanto, o pecuarista com uma gestão de alta maturidade tenta se antecipar frente às oscilações do mercado e às oportunidades.

Avaliação das arrobas produzidas

Você sabe dizer qual animal produz mais arrobas durante o confinamento? Além do preço do animal, devemos avaliar seu desempenho e o quanto isso retorna em lucro ao produtor.

Interpretando os gráficos acima, temos o peso de entrada do animal em kg correlacionado com outras variáveis, como quantidade de @ produzidas, eficiência biológica, ganho médio diário e lucro. Os pontos mais claros indicam animais mais pesados e os mais escuros, os mais leves.

Sabemos que animais mais jovens, que entram mais leves, têm melhor eficiência biológica no período confinado, maior ganho de peso e, consequentemente, entregam mais @, entretanto, não necessariamente são os animais mais lucrativos (confira no gráfico de @ produzidas acima).

No gráfico de lucro, podemos ver lucratividades altas e baixas em todos os cenários. Animais caros, baratos, mais leves ou mais pesados podem ter uma lucratividade interessante, porém o valor de compra continua sendo preponderante para que a margem de lucro do pecuarista não seja tão apertada.

O confinamento é uma atividade de risco e com margens enxutas, por isso o produtor deve estar antenado sobre o mercado para conseguir fazer uma compra em um valor justo, estar atento as oportunidades e traçar estratégias com seus fornecedores.

“Melhor animal é o que deixa o melhor resultado e não necessariamente o mais caro.” Marcelo Ribas (Diretor Executivo da Intergado)


Planejamento para Compra – Alta Maturidade na Gestão

Pontuamos preço do boi magro e as possibilidades do seu desempenho frente ao lucro. Agora abordaremos o planejamento para compra e quais práticas de gestão podem ser aplicadas.

Identificar características de cada fornecedor é um ponto muito importante nesse processo, mas para isso é necessário ter todos os contratos lançados de acordo com sua compra. O que vemos na prática é que 47% dos clientes adotam o contrato único, ou seja, todos os fornecedores são cadastrados a partir de um único contrato e perdem a referência da origem dos animais, valores de compra e seus respectivos resultados. Veja gráfico abaixo:

Eixo X – Nº de contratos. Eixo Y – Número de cabeças (Fonte GA e Intergado, 2021)

Com os fornecedores cadastrados corretamente é possível ter informações suficientes para avaliá-lo, como por exemplo, avaliar a consistência de suas entregas, identificar a origem de animais que são zootecnicamente melhores, calcular distância de transporte com o desempenho do animal, o que permite ter mais previsibilidade dos resultados em R$/@.

No próximo artigo dessa sequência sobre originação do boi magro, falaremos como qualificar seus fornecedores e quais as melhores estratégias de apartação. Para acessar mais conteúdos como este, não deixe de participar do Circuito Pecuária de Alta Performance.

Saiba mais em: Circuito Pecuária de Alta Performance

Conteúdo e Estudos:

Marcelo Ribas (CEO Intergado)

Veterinário, doutor em Zootecnia e responsável pela área de pesquisa e inovação da Intergado.

Paulo Marcelo (CEO da GA)

Zootecnista, mestre em Produção Animal e pioneiro na aplicação da ciência de dados na pecuária.

Análises:

Time de Estatísticos e Cientistas de Dados GA e Intergado

Produção do conteúdo:

Milena Marzocchi (Analista de Negócios da GA)

Zootecnista, mestre em produção animal sustentável, especialista em marketing.

Inteligência de negócios X Inteligência artificial na pecuária

Inteligência de negócios X Inteligência artificial na pecuária
Inteligência de negócios X Inteligência artificial na pecuária: entenda melhor essa diferença

Hoje vamos conversar sobre a inteligência artificial na pecuária brasileira e de que forma isso interfere na inteligência do seu negócio. Você sabe como aproveitar a tecnologia neste sentido?

 

Em primeiro lugar, é importante dizer que essas discussões não são apenas importantes, mas imprescindíveis para o cenário que vivemos hoje. O Brasil tem um PIB agropecuário que chega a R$ 1,5 trilhão por ano e nós somos um dos três maiores exportadores de alimentos do planeta. Tão grandiosa quanto essa posição é a nossa responsabilidade: espera-se que o Brasil responda por 40% de toda a produção de alimentos que deve dobrar até 2050 para atender a demanda do aumento populacional no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação.


Seremos 9 bilhões de pessoas que vão consumir mais frutas, verduras, legumes, grãos e principalmente, mais carne. A produção de proteína animal precisará aumentar pelo menos 13% para atender às demandas dos mercados interno e externo. Mas qual é o melhor caminho para chegarmos a esse volume? Como podemos começar a escalar nossa produção hoje e transformar a produtividade da pecuária brasileira?

 

Aplicação da inteligência artificial na pecuária

 

Muita gente ainda tem uma visão equivocada de que o campo e os computadores são de universos totalmente diferentes e, pior, que não são compatíveis. Alguns gestores agropecuários têm resistência em buscar e implantar soluções e recursos tecnológicos nas suas fazendas. Adotar tecnologia exige uma mudança de cultura que começa pela maneira como o dono vê o negócio até chegar na ponta mudando o jeito como o peão lida com o animal. O fator humano é a grande questão já que a barreira da infraestrutura necessária para o uso da tecnologia no campo – acesso à energia, internet, equipamentos adaptados ao meio rural e softwares específicos para a pecuária – já foi superada há muito tempo. Mas muitos pecuaristas insistem em viver no passado enquanto o mercado evolui a galopes montado na análise dos dados gerados no campo. E contra dados não há “achismos”. Com dados confiáveis nas mãos, o produtor tem a segurança de tomar as melhores decisões para o seu negócio.

 

Mais que uma ferramenta tecnológica, um sistema de gestão completo é a representação concreta da inteligência de mercado. Pra entender o que isso significa basta perceber que todos os recursos disponíveis no software foram desenvolvidos para atender as necessidade do mercado, portanto são a tradução das melhores práticas. O que significa que, se você não usa os recursos disponíveis, muito provavelmente você está perdendo mercado para os produtores que usam. Esses têm uma visão mais precisa e completa do seus negócios e podem, a partir disso, identificar oportunidades que você está perdendo porque não tem informação suficiente para perceber quais são. Simples assim.

 

Ainda que os modelos de negócios de um ou outro produtor sejam diferentes, os processos, as métricas e os indicadores são os mesmos. Seja na cria, na recria, na engorda a pasto ou no confinamento é necessário controlar a nutrição, a sanidade, a curva de ganho de peso, o fluxo de caixa, inventário do gado, movimentações e manejos, dentre muitos outros. O que muda é a análise e o cruzamento dos dados para simular os cenários mais eficientes e rentáveis de cada modelo. E para provar essa tese o que mais se vê pelo Brasil são casos de sucesso do uso de softwares de gestão agropecuária.

 

Cases de sucesso: é possível aplicar inteligência artificial na pecuária?

 

Um desses casos é o da Fazenda Nova Piratininga, que fica no município de São Miguel do Araguaia, em Goiás. Essa é uma das maiores propriedades do Brasil, com uma área total de mais de 205 mil hectares. O negócio deles tem pelo menos 130 mil cabeças de gado, 1,7 mil quilômetros de estradas, 1,8 mil pastos e cerca de 300 funcionários. Obviamente que os números, impressionantes, já indicam que controlar tudo isso não é uma tarefa das mais fáceis.

 

Há pouco menos de dez anos o que existia lá era uma megaestrutura sub-aproveitada. Apesar da área construída, ninguém sabia sequer quantos animais estavam dentro da porteira. O manejo não existia e a coisa “corria solta”, sem nenhuma preocupação com a produtividade.

 

O salto se deu quando os novos gestores da fazenda implantaram uma solução completa de gestão agropecuária e prepararam as equipes a operá-lo. Nada complicado, e a capacitação dos funcionários aconteceu de forma rápida. Eram muitas novidades, claro, mas o resultado que eles alcançaram a partir daquele momento entrou para a história do negócio e o transformou num case nacional.

 

Os gestores associaram o uso das melhores técnicas à tecnologia e a estratégia deu um grande resultado. Com a adoção da Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), a equipe e os animais se acostumaram ao manejo e cuidado na coleta de dados desse processo começou a mostrar a realidade da fazenda na parte da cria, dando condições dos técnicos e zootecnistas de acompanhar e monitorar indicadores estratégicos para o negócio e, principalmente, puderam planejar as melhorias necessária para evoluir o rebanho e alcançar os resultados projetados para o seu modelo de negócio.

 

Resultado: na estação de monta do período de 2017/2018, a fazenda trabalhou com 52 mil matrizes e fez 68 mil protocolos de IATF. Foram mais de 360 mil manejos e o gerenciamento de 35 currais passou a acontecer simultaneamente, em tempo real — o que seria impossível de se fazer apenas com a força humana.

 

Essa mudança importante na gestão, sobre a qual nós já falamos no nosso blog num post especial sobre o assunto, fez surgir um novo horizonte de oportunidades. A compilação de todos os dados numa mesma plataforma permitiu explorar o potencial das máquinas (inteligência artificial na pecuária) em prol do movimento do mercado (inteligência de negócio). O produtor já não está mais sozinho gastando seu tempo e energia para fazer montar fórmulas e interpretar os números em planilhas preenchidas no curral pelos peões. Agora o produtor está analisando diversos cenários de negócio em gráficos visualmente amigáveis a partir de dados colhidos com precisão mostrando a realidade da fazenda em tempo real. Em qual desses dois casos você acredita que o gestor tomará melhores decisões?

 

Essa condição aprimorada de gerenciamento permitiu à fazenda pensar em outras estratégias, como investir na rastreabilidade da carne para alcançar outros clientes. Com as informações detalhadas sobre cada animal desde a entrada na porteira até a saída dele da propriedade, fica mais fácil planejar a aproximação com o consumidor final que quer cada vez mais transparência no processo que envolve o produto que ele coloca na mesa.

 

A mensagem que deixo pra você é essa: não perca tempo fazendo o que as máquinas podem fazer melhor e mais rápido que você. Concentre sua energia em fazer aquilo só você pode fazer: decidir o presente e o futuro da sua fazenda! E, certamente, a inteligência artificial na pecuária é uma grande aliada.


Se você se interessa por pecuária no Brasil, inteligência artificial na pecuária e demais tendências nessa área, confira outros materiais publicados no nosso blog:

  • Existe evolução sem revolução? Um breve cenário da pecuária de precisão no Brasil – e o que nos espera
  • Medição de resultados de monta natural e IATF: como a tecnologia pode ajudar
  • A evolução da pecuária no Brasil
  • Gerenciamento rural profissional: o que diferencia um bom de um mau gestor

controle de gado de corte

Gestão pecuária: perspectivas para 2019

gestão pecuária
Perspectivas e possibilidades na gestão pecuária em 2019

O novo ano chegou e a possibilidade de crescimento do lucro das fazendas e propriedades agropecuárias do Brasil está, novamente, entre os principais desejos dos empreendedores e donos do negócio. Além da simples necessidade de ampliação do faturamento para a manutenção do negócio, você sabe que há uma responsabilidade muito grande sobre quem lida com a produção de gado: a necessidade de suprimento da demanda crescente dos mercados nacional e internacional. Para atendê-la é fundamental investir em gestão pecuária de qualidade.

Expectativas otimistas já apontam 2019 como o ano da retomada dos negócios depois de um 2018 delicado por conta de fatores como a greve dos caminhoneiros — que interferiu negativamente no fornecimento de insumos. No mercado internacional, houve redução no volume de carne comprada pela Rússia, Arábia Saudita e China. Mas a adesão de tecnologias de ponta e análise de dados estão acelerando o desempenho do agronegócio brasileiro com previsão de aumento da performance nos próximos doze meses.

O próprio Ministério da Agricultura prevê que ocorra uma recuperação expressiva no valor bruto da produção pecuária brasileira “da porteira pra dentro”: quatro das cinco cadeias ligadas à pecuária devem ampliar o volume de negócios que serão fechados. Só o setor de bovinos deve movimentar R$ 79 bilhões ao longo deste ano.

Outra leitura feita por especialistas nacionais aponta que a expectativa de bois terminados a pasto nos próximos anos deve ser classificada como “confortável”, ou seja, não haverá falta de animais para o abate e o preço da arroba do boi gordo deve se manter estável. Apesar da perspectiva de oferta crescente de animais, há uma tendência de fortalecimento do mercado doméstico.

E você, está preparado para enfrentar esse momento que se aproxima? Para te ajudar a verificar se a sua propriedade está apta a lidar com essas exigências de quantidade e qualidade que já estão aparecendo no horizonte da gestão pecuária brasileira, nós produzimos este e-book que apresenta detalhadamente quais são as perspectivas e as possibilidades do setor neste novo ano. O conteúdo é totalmente gratuito, basta clicar no link para acessá-lo!

Se você preferir, preencha o formulário abaixo e receba o material no seu e-mail:

 


 

Gestão pecuária exige investimentos na cria

Nós elaboramos esse material a partir da manifestação dos maiores especialistas do Brasil em gestão pecuária. Eles explicam a importância de investir nas etapas do ciclo produtivo e dedicar atenção especial à cria, que dentre todas é a que tem mais capacidade de direcionar os rumos do negócio.

Luciano Penteado, médico veterinário e consultor que orienta gestores de fazendas de grande porte do País, afirma: “considerar a fase de cria como a menos rentável é um erro estratégico grave, porém muito comum”. Você sabe disso? Qual é a importância que o seu negócio e os seus líderes dão à esta etapa do ciclo produtivo?

O e-book aborda questões que podem levar o gestor agropecuário a esse erro, ainda que involuntariamente. Ao mesmo tempo em que é a mais importante e exige maiores investimentos, esta é justamente a fase que pode demorar mais tempo para dar resultados. E é aí que está o segredo do negócio!

Esta é a fase que exige mais tecnologia, eficiência e qualificação! O uso maciço da tecnologia, pode até parecer que custa mais, mas é exatamente o que vai fazer a taxa de rendimento por hectare da fazenda saltar de forma impressionante.

Suporte tecnológico é fundamental

Ao acessar o nosso e-book sobre as perspectivas e possibilidades para 2019 você vai saber por que a maioria dos especialistas consultados busca estimular nos pecuaristas a mudança de mentalidade. Ainda que as práticas antigas da propriedade tenham sustentado e trazido o negócio até aqui, os próximos tempos são de profunda mudança e exigem uma visão mais moderna e empresarial sobre o negócio rural.

— Sistemas de produção com o ciclo mais curto acabam se destacando e saindo na frente da corrida pela competitividade e alta lucratividade, mas não são sustentados. É preciso lembrar de investir na cria e não esquecer de implementar sistemas avançados baseados na tecnologia, para superar o “ciclo tradicional da vaca”. Nesta condição, quando o preço do bezerro cai, o produtor fica desesperado — afirma Penteado.

Uma plataforma integrada que organize e controle desde a reprodução dos animais até a previsão do ponto ótimo de abate oferece diversas vantagens aos produtores. Muitas das propriedades ainda confia apenas em registros analógicos ou não integrados para controlar a produção. Isso reduz a confiabilidade das informações, que estão sujeitas à diversas falhas humanas.

Por isso, não perca tempo e clique agora no link para ter acesso completo e gratuito ao nosso e-book Gestão Pecuária: perspectivas e possibilidades para 2019. Além disso, você já sabe: saiba mais sobre o mundo da gestão agropecuária no nosso blog e no nosso site.

Boa leitura!

O bom resultado vem da origem

Todo produtor deveria conhecer todos os custos envolvidos no seu negócio, pois quando falamos de sucesso na pecuária, é importante conhecer e controlar os custos de produção com profundidade.

É possível que o produtor realize negócios com segurança, desde que tenha estratégias bem definidas. A atividade pecuária é arriscada e envolve diversas variáveis. Algumas são controláveis e outras nem tanto, como por exemplo as oscilações do mercado.

Os custos mais impactantes do confinamento são de reposição e nutrição. A reposição representa 80% do custo total do negócio e a nutrição representa de 80-90% do custo de produção. Com participações tão representativas, fica claro que ter uma gestão de alta maturidade, controlar e acompanhar os custos é extremamente necessário.

(Fonte GA, 2021)

Quais fatores podem afetar o bolso do pecuarista? Vejamos:

  • Preço de mercado

É importante estar atento às oscilações dos preços e oportunidades que o mercado pode te oferecer. O momento atual é delicado devido à baixa oferta de animais e consequente valorização dos animais de reposição.

  • Fornecedor

Entender seus parceiros, identificar quem são os melhores fornecedores que entregam animais mais homogêneos e com melhor previsibilidade de resposta – aqueles lotes que “deixam” mais resultado e com que frequência isso acontece.

  • Distância (Transporte)

Entender que a distância pode impactar as primeiras semanas de adaptação e na resposta sanitária dos protocolos de entrada. É importante traçar uma operação para que isso não atrapalhe o desempenho do animal.

  • Gestão de contrato

É de extrema importância ter o controle das informações negociadas em um contrato para saber o valor real por cabeça, fornecedor e período, para tomar decisões mais assertivas na compra e pagar o justo pelo melhor resultado.

  • Custo da aquisição (Frete/Comissão)

Envolve a compra do animal, frete, comissão e outros valores que impactarão no valor final do animal.

  • Manejo de entrada

Trata-se dos primeiros manejos, formação de lotes, adaptação dos animais e como isso pode impactar no resultado.

Fica claro que a impossibilidade de controlar as variáveis externas pode afetar a rentabilidade do negócio. Portanto, é fundamental que o produtor tenha total controle e busque sempre melhorias sobre as variáveis internas para que aproveite as melhores oportunidades de reposição.

Para entender esse cenário através de dados, fizemos uma simulação entre o valor pago pelo boi magro e os valores de eficiência biológica do animal (a eficiência biológica avalia o custo da carcaça produzida, ou seja, quanto de comida o animal precisou para produzir 1@ de carcaça).

Sabemos que outras variáveis como manejo, controle de sobra, trato, eficiência da fábrica e dieta, também interferem no resultado, porém conseguimos fazer uma previsão do lucro. Veja no gráfico abaixo:

No gráfico da esquerda, o pecuarista teve R$ 431,32 de lucro, porém se ele se tornar mais eficiente pode potencializar o resultado e aumentar o lucro para R$ 520,71/cabeça. Uma diferença de quase R$90,00, devido a eficiência biológica.

Vamos supor que uma propriedade atingiu a máxima eficiência biológica e os animais de reposição são similares ao exemplo anterior, porém devido às oscilações do mercado, o pecuarista pagou mais caro pelo boi magro. Nesta situação, o resultado foi de R$ 204,00/cabeça. Se ele tivesse feito uma compra padrão, em valores justos, esse valor alcançaria R$ 658,03 por cabeça, o que o resulta em uma diferença de R$ 454,03 por animal.

Em propriedades que já tem uma estrutura bem definida ou estão em processo contínuo de melhorias (automação da fábrica, controle de estoque, leitura de cocho), fica evidente que a compra do boi magro bem feita favorecerá o lucro. Ressaltamos a importância de realizar bons negócios na compra do boi magro e se proteger de outras variáveis.

“Boi bom é o que deixa o melhor lucro.” Marcelo Ribas (Diretor Executivo da Intergado)

Para saber acessar mais conteúdos como este, não deixe de participar do Circuito Pecuária de Alta Performance.

Saiba mais em: Circuito Pecuária de Alta Performance

Conteúdo e Estudos:

Marcelo Ribas (CEO Intergado)

Veterinário, doutor em Zootecnia e responsável pela área de pesquisa e inovação da Intergado.

Paulo Marcelo (CEO da GA)

Zootecnista, mestre em Produção Animal e pioneiro na aplicação da ciência de dados na pecuária.

Análises:

Time de Estatísticos e Cientistas de Dados GA e Intergado

Produção do conteúdo:

Milena Marzocchi (Analista de Negócios da GA)

Zootecnista, mestre em produção animal sustentável, especialista em marketing.

Maturidade de Gestão: em qual nível está sua propriedade?

Você é um(a) pecuarista com experiência, tem muito conhecimento sobre os bovinos e seu desenvolvimento no ciclo produtivo. Isso significa que sua propriedade tem uma gestão de alta maturidade e performance? A resposta é não! Mas fique tranquilo(a), para te guiar nessa escalada da gestão, você precisa compreender alguns pilares importantes do seu negócio e o nível de integração entre eles.

Os 07 Pilares da Alta Gestão

  • Tecnologia
  • Processos
  • Pessoas
  • Liderança
  • Infraestrutura
  • Gestão de risco
  • Conectividade

O melhor cenário são os 7 pilares bem equilibrados dentro da propriedade, dessa maneira, melhor fica o ambiente para inserção da tecnologia. Por isso, é tão importante olhar para eles com atenção. Se esses pilares estão em desequilíbrio, com áreas mais representativas que outras, indicam um baixo nível de maturidade.

Baixa maturidade de gestão x Alta maturidade de gestão

Baixa Maturidade

Alta Maturidade

Níveis de uso de informação

Quanto mais rápido se evolui da baixa para a alta maturidade, mais rápido o gestor e pecuarista tem segurança e confiabilidade das informações.

O bom uso da informação na propriedade gera alto conhecimento e permite a aplicação de inteligência artificial que automatizam alertas e recomendações, dando agilidade e segurança ao processo de tomada de decisão.

A jornada de gestão da informação

Quando falamos de níveis de informação, é importante entender que é um processo com fases e deve ser analisado de forma criteriosa. A GA possui uma metodologia de gestão da informação para o sucesso do negócio rural. Vamos entender como funciona esse processo e como deve ser analisado:

1.   Descritivo: O que está acontecendo? O foco é a coleta assertiva dos dados para melhor entendimento (operacional).

2.   Diagnóstico: Por que isso aconteceu? Foco na melhoria dos processos para melhor andamento (gerencial).

3.   Preditivo: O que vai acontecer? Foco na análise das informações para planejamento (estratégico).

4.   Prescritivo: O que devo fazer? Foco na tomada de decisão orientada pelas informações precisas (mercadológico).

“Quem tem informação certa, na hora certa, decide melhor e mais rápido!”

No ambiente de alta maturidade de gestão, a tecnologia aplicada gera grande impacto no controle e na gestão do negócio – custos, processos, pessoas, desempenho animal e retorno financeiro – reduzindo o risco e facilitando toda a gestão.

Comece analisando esses pilares dentro de sua propriedade, identificando o que pode ser feito e melhorado. Dessa maneira, a implantação de softwares de gestão acontece de forma muito mais eficiente trazendo resultados de maneira mais rápida para a gestão da propriedade.

Break Even da sua propriedade

O break even indica o faturamento que seu negócio precisa ter para cobrir os custos fixos e variáveis. Assim, no ponto de equilíbrio, a empresa não tem lucro nem prejuízo.

Quando falamos do ponto de equilíbrio da produtividade, o pecuarista precisa descobrir qual o valor mínimo que precisa comercializar a @ para que todos os custos fixos e variáveis sejam pagos. A partir desse valor, a propriedade passa a ter lucro.

Para saber mais informações sobre gestão de alta performance na pecuária, não deixe de participar do Circuito Pecuária de Alta Performance.

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Conteúdo e Estudos:

Paulo Marcelo (CEO da GA): Zootecnista, mestre em Produção Animal e pioneiro na aplicação da ciência de dados na pecuária.

Marcelo Ribas (CEO Intergado): Veterinário, doutor em Zootecnia e responsável pela área de pesquisa e inovação da Intergado.

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Milena Marzocchi (Analista de Negócios da GA): Zootecnista, mestre em produção animal sustentável, especialista em marketing.

Nutrição: onde está o erro?

Nutrição animal – É de “tirar o sono” do pecuarista

A nutrição animal representa aproximadamente 80-90% do custo total da produção dentro de um confinamento. Literalmente é de tirar o sono do pecuarista devido à sua representatividade e deve ser tratada com atenção, pois afeta a lucratividade do negócio.

Para esta análise, utilizamos a base de dados de clientes GA, com aproximadamente 1,5 milhão de cabeças abatidas, considerando o período de janeiro a maio nos anos de 2019, 2020 e 2021.

Primeiramente, avaliamos o lucro bruto (R$/cabeça) e percebemos que houve um declínio de 2019 para cá. A margem em 2019 foi de 15,04% e passou para 25,66% em 2020, caindo em 2021 para 7,59%. O ano de 2020 favoreceu boas margens para o pecuarista que iniciou o período confinado com estoques de insumos abastecidos e obteve boas negociações de compra de animais de reposição. Somado a isso, conseguiu excelentes resultados devido às altas da arroba do boi gordo. Já 2021, a situação está totalmente diferente com as altas dos custos dos insumos e do boi magro, exigindo melhor gestão do confinador. Confira na tabela abaixo:

Já o custo alimentar em R$/cabeça sofreu uma alta crescente no mesmo período avaliado. Em 2019, ele representava 81,74%, em 2020, 83,42% e em 2021 passou para 87,09%. Veja na tabela abaixo:

Fica evidente que a nutrição animal está impactando cada vez mais o custo total da produção, com representatividades muito próximas de 90%. Dessa maneira, o pecuarista PRECISA utilizar outras estratégias para melhorar esse cenário.

Analisando a visão do resultado (tabela abaixo) realizado nos últimos 3 anos, vemos uma evolução nas @ produzidas. Em 2019, foram produzidas 7,68@. Já em 2020, houve um ganho de produtividade que atingiu 9,31@ e, em 2021, uma diminuição para 8,14@. Importante destacar que o aumento registrado em 2020 reflete um aumento da quantidade de dias de cocho (o detalhamento dos índices zootécnicos será apresentado no conteúdo de produtividade).

Considerando uma carcaça de 21@, em 2019 as 7,68@ produzidas representavam 35,44% da produção em confinamento; em 2020 representou 41,51% e em 2021, uma participação de 39,29%. Quando avaliamos o custo em R$/@, vemos que em 2019 ele representou 58,64%; em 2020, 50,9% e em 2021, diminuiu para 48,92%, o que favoreceu a margem do pecuarista.

Ao decompor o custo do boi magro e seu ágio frente ao boi gordo, podemos perceber que em 2019, praticamente não houve ágio, ou seja, o valor pago pelo boi magro foi muito próximo do valor de venda do boi gordo, representando apenas 0,22% de ágio. Já em 2020, houve um deságio dessa relação, com valores negativos de -9,24%, que indicam melhor lucratividade ao produtor. No entanto, nos primeiros 5 meses de 2021, notamos que o boi magro já representa 13% do valor do boi gordo, uma demonstração do quanto as altas da reposição afetam o lucro.

Mesmo com uma melhora na produção de @ dentro do confinamento, a margem do pecuarista se estreitou e o ano de 2021 está sendo desafiador. Fica claro a necessidade de trabalhar com uma gestão madura, onde os custos são controlados, existe gestão de estoque e boas negociações dos animais de reposição. Para obter tudo isso, é preciso dados completos da sua propriedade, que podem ser obtidos através de sistemas de gestão e auxiliam na tomada de decisões de maneira assertiva.

Outro fator notado em nossa análise foi que historicamente, no segundo semestre do ano, há uma valorização nos preços de venda em R$/@. Destaque para o ano de 2020 com aumentos representativos a partir do segundo semestre e atenção também para 2021 com o “descolamento” significativo dos valores, devido às altas da arroba, conforme levantamento abaixo:

A sinalização de preços de venda melhores para o segundo semestre, mostra uma oportunidade para produtores atingirem um melhor retorno financeiro sobre a produção, ainda em 2021. Para tanto, só será possível para aqueles que forem MUITO eficientes da porteira para dentro.

Para finalizar, elencamos algumas estratégias nutricionais que vão muito além do custo da dieta e podem ser aplicadas na propriedade:

  • Bom planejamento das atividades;
  • Gestão do estoque;
  • Eficiência na fabricação;
  • Eficiência no fornecimento;
  • Avaliar o desempenho do animal criteriosamente;
  • Avaliar o retorno sobre os investimentos em eficiência;

Nesta sequência de artigos vamos debater todos os itens acima. Acompanhe!

Para acessar mais conteúdos como este, não deixe de participar do Circuito Pecuária de Alta Performance.

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Conteúdo e Estudos:

Marcelo Ribas (CEO Intergado)

Veterinário, doutor em Zootecnia e responsável pela área de pesquisa e inovação da Intergado.

Paulo Marcelo (CEO da GA)

Zootecnista, mestre em Produção Animal e pioneiro na aplicação da ciência de dados na pecuária.

Análises:

Time de Estatísticos e Cientistas de Dados GA e Intergado

Produção do conteúdo:

Milena Marzocchi (Analista de Negócios da GA)

Zootecnista, mestre em produção animal sustentável, especialista em marketing.

A evolução da pecuária no Brasil

Pecuária no Brasil: Tecnologia tornou o país o segundo maior produtor de carne do mundo

Pecuária no Brasil
Entenda como a Pecuária no Brasil evoluiu tanto nos últimos anos

 

Não pode ler agora? Ouça a matéria clicando no player:

 

O Brasil tem o segundo maior rebanho bovino do mundo segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2017 o país tinha 226 milhões de cabeças, o que corresponde a 22,64% do total mundial. A vice-liderança se dá porque a Índia tem, no comparativo internacional, 303 milhões de animais (30,39% do total). A pecuária no Brasil evoluiu, e hoje permite suprir a demanda interna com carnes de alta qualidade e ainda exportar, mas nem sempre foi assim.

Quem olhar dados históricos do mercado e da cadeia produtiva do gado de corte do final dos anos 60 e compará-los com os números recentes, vai perceber uma diferença. Antes o tipo de propriedade administrada pelos fazendeiros tinha uma característica em comum: grandes áreas de pastagem. Os números mostram, no entanto, que agora a prioridade é a pecuária intensiva e o foco está na produção de qualidade.

Área maior, produtividade menor

Há cerca de 40 anos, o país tinha menos da metade do rebanho atual. O que era produzido pela pecuária no Brasil não atendia a demanda da população interna e o mercado externo não era considerado prioritário. A cadeia foi embalada sobretudo pela inserção de novas raças que eram fruto da política do governo para o setor pecuarista. Na época, a região Centro-Oeste protagonizou uma explosão no número de propriedades, já que a área apresentava aspectos naturais e geográficos mais adequados do que os de outros estados, além de um bom posicionamento que dava condições logísticas ímpares no momento de escoar a produção.

Mas a prioridade da região nessa época não era exatamente a modernização da produção, focando na produtividade do plantel. As propriedades eram muito grandes e o gado criado solto crescia em número de cabeças, deixando de lado características que hoje fazem da pecuária do Brasil uma das mais modernas do mundo.

Salto de produtividade

Em 40 anos, o rebanho mais que dobrou no país. Um detalhe importante é que a área de pastagens não cresceu na mesma proporção — em alguns casos, até diminuiu. Isso reflete a melhoria da produtividade, que é obtida por meio do controle de elementos altamente influenciadores no processo como o ganho de peso dos animais, a diminuição da mortalidade, o aumento nas taxas de natalidade e na diminuição progressiva da idade de abate.


O conjunto de atitudes tomadas pelos produtores e donos de propriedades que começaram a perceber a importância de se investir em tecnologia foi o que proporcionou, ao longo das duas últimas décadas do século XX, o crescimento desta atividade produtiva. Desde o ano 2000, o abate de bovinos cresceu cerca de 90% — o que posicionou o Brasil como um dos maiores exportadores do globo. No ano de 2018, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estima que o volume total de carne bovina produzido aqui será de 9,9 milhões de toneladas, acima das 9,5 milhões registradas no ano passado. Mas para concretizar essa previsão, será preciso investir cada vez mais em tecnologia.

Pecuária no Brasil: inovação quadruplica produção

A ideia de que a pecuária deve se aproximar cada vez mais da agricultura não é exatamente nova, mas tem ganhado cada vez mais evangelistas nos últimos anos. Para alguns especialistas, esse é o único caminho de fazer com que propriedades produzam cada vez mais por hectare anualmente. O agrônomo Ivan Wedekin, por exemplo, afirma que a pecuária brasileira tem apresentado números ascendentes ano após ano, mas “é a hora de olhar e cuidar da pecuária como se cuida de uma lavoura”. Segundo o consultor, essa nova visão depende de investimentos para integrar sistemas dentro da porteira, já que o controle dos diversos fatores que contribuem para a criação de gado de corte de qualidade tem que ser rigoroso.

Pecuaristas que implantam sistemas dedicados à gestão agropecuária conseguem produzir mais de 20 arrobas por hectare/ano, cerca de quatro vezes mais do que quem adota técnicas mais antigas de controle de pasto, alimentação e outros fatores. Essa diferença acontece porque as plataformas modernas interligam todas as áreas da fazenda, permitindo o monitoramento em tempo real dos cochos, da engorda dos animais, do manejo e indicando o ponto ótimo para o abate.

Continue acessando o nosso blog para saber como aumentar a produtividade e a lucratividade dos seus negócios agropecuários! Nosso objetivo é estimular a pecuária no Brasil e ajudar produtores a melhorarem seus resultados.

Se você se interessa por pecuária no Brasil, confira outros materiais publicados no nosso blog:

  • Estação de monta: boas práticas para gerar melhores resultados na sua propriedade
  • Recria de bezerros: como manter uma boa gestão
  • Gerenciamento rural profissional: o que diferencia um bom de um mau gestor

Escalada da gestão na propriedade

O pecuarista que deseja elevar seu nível de maturidade de gestão passará por uma jornada que está diretamente relacionada à tecnologia de gestão da informação.

Nessa escalada, a depender da segurança e da qualidade da informação desejada, existe uma solução mais indicada. Confira na tabela abaixo:

Necessidade (Problema)Solução (Recurso)Característica
(Foco e Riscos)
ControlePlanilhaFoco na coleta. Processo manual com baixa segurança e confiança dos dados.
ProcessosSoftwareFoco na rotina, padronização na coleta. Armazenamento mais seguro e acesso controlado aos dados.
PrecisãoAutomaçãoFoco na eficiência. Processo automatizado com alta confiabilidade e assertividade nos dados.
InsightsAnáliseFoco na melhoria contínua. Dados gerando informações a partir de análises, agilidade e segurança nas decisões.
SustentabilidadeIntegração ERPFoco no resultado econômico. Integração de dados produtivos e financeiros gerando conhecimento do negócio.

É importante entender que a adoção de tecnologia na propriedade acontece de forma mais eficiente quando os processos já estão bem alinhados. Entender e seguir os passos dessa jornada fará com que a propriedade evolua seu nível de gestão rapidamente e traz diversas melhorias.

O impacto da eficiência no resultado

Ao considerar uma propriedade com capacidade estática para 5 mil cabeças e com 2 giros ao ano, analisamos o impacto da eficiência nos dois modelos de gestão (baixa e alta maturidade).

Se na fábrica de ração ele operar com uma eficiência de 55% (fabricação não automatizada), terá um prejuízo R$ 1,2 milhão/ano. Indo para índices de 95% (fabricação automatizada), o valor é reduzido para R$ 77 mil/ano. Apenas com a tecnologia de monitoramento e automação da fábrica, o prejuízo é reduzido em mais de R$ 1,12 milhão de reais. Nessa situação, o investimento na automação da fábrica representaria 0,62% desse prejuízo, o que nos mostra claramente que o retorno desse investimento é extremamente rápido.

Se a diferença entre a quantidade de ração que foi fabricada e a quantidade que foi fornecida aos animais for acima de 8% (errado), temos um prejuízo de R$ 1,4 milhão/ano. Se essa diferença diminuir para 2%, o prejuízo é reduzido para R$ 352 mil/ano. 

Ao avaliarmos a diferença de eficiência entre a pesagem diária (pesar o animal todo dia através de balanças eletrônicas e sensores eletrônicos – Intergado) e a pesagem estática (aquela realizada apenas quando o animal entra e quando sai do confinamento), temos um AUMENTO de receita de R$ 475 mil/ano, pois com a pesagem automatizada (sem a necessidade de levar o animal até o curral de manejo) conseguimos identificar o ponto ideal de abate deste animal e antecipamos a sua saída com economia de tempo, ração e, consequentemente, o custo para produzir esse animal será menor.

Somado todos esses fatores, esse pecuarista teve um prejuízo de R$ 2 milhões em um ano de atividade e girou 10 mil cabeças em 2 ciclos. Novamente, as evidências mostram que a atividade completa deve ter uma gestão muito criteriosa e, sim, os pequenos erros impactam fortemente no resultado econômico.

“Fica claro que quanto mais rápido aplicarmos as tecnologias de monitoramento da fabricação e fornecimento da dieta, menor é o impacto financeiro e maior será a margem de resultado econômico.” – Paulo Marcelo (CEO da GA)

Para saber mais informações sobre gestão de alta performance na pecuária, não deixe de participar do Circuito de Alta Performance.

Saiba mais em: Circuito Pecuária de Alta Performance

Conteúdo e Estudos:

Paulo Marcelo (CEO da GA): Zootecnista, mestre em Produção Animal e pioneiro na aplicação da ciência de dados na pecuária.

Marcelo Ribas (CEO Intergado): Veterinário, doutor em Zootecnia e responsável pela área de pesquisa e inovação da Intergado.

Análises:

Time de Estatísticos e Cientistas de Dados GA e Intergado

Produção do conteúdo:

Milena Marzocchi (Analista de Negócios da GA): Zootecnista, mestre em produção animal sustentável, especialista em marketing.

Tecnologia pecuária: você conhece as últimas tendências do setor?

Tecnologia na pecuária
Fique por dentro dessas tendências de tecnologia pecuária e entenda porque algumas propriedades brasileiras se destacam no cenário mundial!

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Até o ano de 2050, a produção de alimentos em todo o mundo terá a missão de sustentar 2,3 bilhões de pessoas a mais. O crescimento do setor deverá ser de 70%, priorizando a produtividade e o incremento de cerca de 120 milhões de hectares de novas áreas. Essa necessidade deve impulsionar a ampliação de investimentos na agricultura e na pecuária da ordem de 60% — boa parte voltada à capacidade de geração de proteína animal, que precisará crescer 200 milhões de toneladas. Neste cenário, seremos 9,2 bilhões de seres humanos no planeta e 72% dos países em desenvolvimento vão consumir carne — contra o índice de 58% aferido atualmente.

 

Esses dados apurados por uma pesquisa recente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul reforçam a importância de aplicar as últimas tendências de tecnologia pecuária nas fazendas brasileiras. A modernização tem sido responsável pela transformação, ainda que gradativa, deste segmento econômico — especialmente nos últimos 10 anos. O Brasil deixou o modelo praticado décadas atrás, de criar gado de forma extensiva por meio de grandes áreas de pastagens, e começou a intensificar a produção de proteína por meio dos sistemas de TIP (Terminação Intensiva a Pasto) e de confinamento com maior controle nutricional, além do GMD (Ganho Médio Diário), para escalar a produção e alcançar melhor qualidade.

 

Esses sistemas exigem acompanhamento e monitoramento constantes para garantir a alta produtividade alta e a boa lucratividade do plantel. Por isso é importante considerar a coleta, a leitura e a interpretação corretas dos diversos dados que interferem na quantidade de carne produzida a cada ciclo, o que só pode ser feito com eficiência se houver gestão da informação adequada.


Continue a leitura para saber quais são as últimas tendências de aplicação da tecnologia pecuária que vão fazer a sua fazenda produzir mais arrobas com menos custos.

 

Business Intelligence (BI): aplicação da tecnologia pecuária

 

O processo de coletar, organizar, compartilhar e analisar as informações procedentes de um monitoramento constante é chamado de inteligência de negócios — business intelligence, em inglês. Por meio dessa técnica é possível transformar a gestão de processos e otimizá-los para que o resultado seja o mais eficiente possível.

 

A estratégia é fazer uso de recursos que permitam resgatar o histórico de ações e comportamentos por meio de relatórios, gráficos, indicadores corretos e dados estatísticos que permitam tomar a decisão acertada para o negócio. Para fazer isso na pecuária, é imprescindível que o dono da fazenda utilize ferramentas de gestão da informação que permitam o processamento e análise de milhares de dados do seu negócio em tempo real. Integradas a equipamentos, elas apresentam um retrato claro do que acontece na propriedade — isso é ter as rédeas do negócio nas mãos.

 

Por meio de softwares robustos de BI focados nos indicadores da pecuária, é possível:

 

  • identificar os impactos do trato no confinamento;
  • medir os benefícios dos tipos de dieta fornecida ao rebanho;
  • acompanhar a evolução do gado ao longo de cada ciclo;
  • saber qual é  a rentabilidade de cada boi e lote na cria, recria e engorda com simulação dos melhores cenários para a fazenda;
  • diversos outros indicadores importantes para o produtor.

 

Pecuária moderna: de olho na tela

 

O controle dos plantéis já não pode mais ser feito de forma manual. Uma das tendências mais importantes da implantação da tecnologia pecuária é a digitalização de todos os dados e informações, mas não da forma como muitas empresas fazem.

 

Diferentemente da simples inserção manual de dados numa planilha eletrônica, a inovação nas propriedades passa pela utilização de notebooks, tablets, smartphones, chips e leitores de códigos de barra pelos operadores da fazenda. Isso torna a coleta de informações do campo mais precisa, facilitando a visualização na tela pelos gestores, que acompanham a evolução dos números a cada operação.

 

Os softwares mais modernos do mercado são híbridos, ou seja, funcionam online e offline permitindo a sincronização das informações coletadas no campo com o banco de dados no servidor ou na nuvem, automaticamente. Assim, os milhares de dados são processados mais rapidamente para que o Business Intelligence possa gerar relatórios e estatísticas que vão permitir a análise precisa e maior o controle de toda a operação – de ponta a ponta.

 

Mercado em expansão: previsão de aumento na demanda por carne impulsiona pecuária de corte

 

As altas taxas de crescimento da demanda mundial por proteína animal nos próximos anos trazem grandes oportunidades de negócios para pecuária brasileira, que hoje tem o segundo maior rebanho bovino do mundo conforme levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Mas para atender às expectativas do mercado em quantidade e qualidade, é preciso produzir cada vez mais arrobas em menos hectares. É importante, por exemplo, selecionar raças que ganhem peso mais rapidamente e consumam menos. Essa missão só pode ser alcançada com o uso de tecnologia reprodução, nas técnicas de manejo, na evolução do rebanho, no controle de sanidade, na rastreabilidade, na engorda e, principalmente, em como gerir e controlar todas essas informações.

 

Como em qualquer atividade de precisão, um desvio, por menor que seja, pode gerar prejuízos significativos. No caso da pecuária, diferenças ainda que pequenas no dia a dia podem custar milhares de toneladas de perda de produtividade ao final do ciclo.

 

Quanto antes o produtor absorver e dominar o uso da tecnologia produção, mais oportunidades de negócios conseguirá aproveitar agora e no futuro, garantindo o crescimento sustentável da fazenda nos âmbitos produtivo, ambiental e econômico.

Continue acompanhando as informações do nosso blog e saiba mais sobre como a tecnologia pecuária pode ajudar a transformar positivamente a sua propriedade e aumentar a lucratividade do seu negócio.


 

Se você se interessa por pecuária no Brasil, inteligência artificial e tecnologia pecuária como um todo, confira outros materiais publicados no nosso blog:

  • Existe evolução sem revolução? Um breve cenário da pecuária de precisão no Brasil – e o que nos espera
  • Medição de resultados de monta natural e IATF: como a tecnologia pode ajudar
  • A evolução da pecuária no Brasil
  • Gerenciamento rural profissional: o que diferencia um bom de um mau gestor

 

controle de gado de corte

Estação de monta: boas práticas para gerar melhores resultados na sua propriedade

Estação de monta: boas práticas para gerar melhores resultados na sua propriedade
Estação de monta: confira aqui algumas boas práticas para melhorar os resultados da sua propriedade.

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A produtividade e a lucratividade de toda a cadeia da pecuária de corte dependem fundamentalmente de dois fatores: a eficiência reprodutiva das matrizes e o bom desempenho produtivo da principal matéria-prima, que é o bezerro. Parece óbvio, mas sem reprodução não há animal para engordar e abater. Apesar de essa etapa estratégica da cadeia produtiva ser vista como a menos rentável, não é raro ela receber menos investimentos. É verdade que já se evoluiu muito em melhoramento genético e novas técnicas de reprodução, mas o setor de cria ainda está muito defasado em gestão e planejamento para evoluir o rebanho e dar ao empreendedor um retorno econômico satisfatório.

O momento certo para implementar um controle mais eficiente é agora, na estação de monta. Ainda que não seja novidade, a administração adequada desta fase são é o que pode garantir os bons resultados da fazenda com o maior número de nascimentos e bezerros desmamados, no melhor período do ano. Felizmente a tecnologia tem contribuído substancialmente na gestão, planejamento, operação, controle e análise dos resultados alcançados, pois reduz a imprevisibilidade e os riscos de um ciclo produtivo longo e com um grande número de manejos.

Um dos gargalos é a taxa de natalidade e desmame nas fazendas voltadas à pecuária de corte no Brasil: em alguns casos, apenas metade das crias convertem resultados positivos para o negócio. Isso significa que a média nacional é que cada matriz produz um bezerro a cada dois anos. Pior do que isso: a idade média ao primeiro parto é de 48 meses. A situação é delicada e merece ser analisada, pois, mantida a perspectiva, os animais estarão consumindo pasto, insumos, ocupando mão-de-obra e currais e, em contrapartida, oferecendo poucos bezerros desmamados ao longo do ano.

Por meio da boa estratégia de estação de monta é possível buscar a concentração da atividade reprodutiva da propriedade num determinado período de tempo, de modo que a eficiência operacional e tecnológica da fazenda esteja direcionada a esta etapa fundamental para o sistema de produção da pecuária de corte: a cria. Para isso, recursos tecnológicos de ponta são capazes de coletar dados, processá-los e apresentar informações precisas que contribuirão para uma visão 360º do negócio por meio da organização do fluxo e dos processos dentro da propriedade, proporcionando uma gestão extremamente eficiente. A atenção a estes recursos de gestão é fundamental para que o seu negócio dê resultados cada vez melhores e se destaque nos competitivos cenários nacional e internacional.

Definir a estação de monta corretamente

Para fazer a evolução do rebanho, o primeiro passo é planejar a estação de monta considerando aspectos específicos como as condições fisiológicas e de escore corporal da vaca; uso de tecnologias na reprodução, capacidade de manejos diários por curral e por equipe; a época mais adequada para o nascimento; o período de desmame; peso do bezerro ao desmame e descarte das matrizes vazias e com idade avançada (com dez anos ou mais).

O planejamento da oferta de pasto para as matrizes é um aspecto importantíssimo a ser considerado pelo gestor pecuário já que este é fator que interfere diretamente na condição do escore corporal das matrizes, que é fundamental para a obtenção de um bom resultado de taxa de concepção e prenhez. Aquelas que parirem no período de seca (Julho, Agosto e Setembro) devem ter disponível pasto com um volume de oferta adequado, pois mesmo sendo um pasto de baixa qualidade (seco, com alto teor de fibra e baixa proteína), havendo oferta de pasto e com a utilização de sal proteico/energético, o resultado da taxa de concepção e prenhez são satisfatórios.

O gestor pecuário também tem que levar em consideração que os bezerros nascidos no período seco (Julho, Agosto e Setembro) têm menor probabilidade de contrair doenças, além de eles tradicionalmente apresentarem o maior peso ao desmame. As matrizes que parirem no período das chuvas (Outubro, Novembro e Dezembro) naturalmente terão à disposição um pasto maior e de melhor qualidade, apresentando consequentemente um bom resultado de taxa de concepção e prenhez. Por outro lado, os bezerros nascidos no período das chuvas apresentam uma maior probabilidade de contrair doenças e apresentam menos peso ao desmame.

Vale ressaltar que bezerros nascidos no período da seca são desmamados no período entre os meses de Fevereiro, Março e Abril, quando ainda há oferta de pasto em quantidade e com qualidade. No caso dos bezerros nascidos no período das chuvas e que são desmamados na época da seca (Maio, Junho e Julho), quando o pasto não apresenta condições adequadas, é fundamental o planejamento de uma suplementação proteica/energética para que não ocorra um déficit nutricional pós-desmame e o desempenho produtivo seja comprometido.

Início e duração da estação de monta

Depois do acompanhamento da condição corporal das matrizes e da disponibilidade de pasto, é importante definir quando a estação deve começar. Essa decisão pode levar em conta o conhecimento empírico das equipes estratégicas e táticas da propriedade, mas se forem interpretadas com o auxílio do potencial analítico da tecnologia aplicada à pecuária, as chances de acerto crescem exponencialmente.

Uma plataforma completa de gestão agropecuária pode trazer dados precisos sobre o percentual do rebanho que está apto para a reprodução, período pós-parto, condição corporal, disponibilidade de pasto, suplementação mineral e/ou proteica/energética e outros aspectos importantes. Essas informações são fundamentais para garantir os melhores resultados da estação.

Para alguns estudiosos da pecuária brasileira, uma estação de monta ideal deve compreender o tempo que permita a máxima eficiência reprodutiva, ou seja, produzir um bezerro por matriz por ano. Veja o esquema:

estação de monta
Intervalo entre partos e período de serviço na eficiência reprodutiva em Bos taurus e Bos indicus (Fonte: Firmasa e USP)

 

Para que se tenha um intervalo entre partos de 12 meses, que é a eficiência reprodutiva máxima, o período de serviço (concepção) deve compreender de 71 a 78 dias para as raças Bos indicus e Bos taurus, respectivamente.

A IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo) é a tecnologia que proporciona a maior eficiência reprodutiva, produzindo um bezerro por vaca/ano. O intervalo entre partos das matrizes que emprenham na primeira IATF e no primeiro repasse de touro é menor que 12 meses, devido a realização da IATF antes de 78 dias de pós-parto. Veja:

 

estação de monta
Modelo de trabalho para estação de monta (Fonte: USP e Firmasa)

 

O resultado não causa sobreposição entre a estação de monta, de nascimento e o puerpério, o que contribui para aumentar a taxa de prenhez e a qualidade da cria considerando esse quadro.

Para conhecer mais sobre como a tecnologia pode ajudar no gerenciamento das fazendas em busca da pecuária de corte de qualidade, acesse o nosso site e leia o nosso blog.


 

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